25 de maio de 2021

Ser Vereador, é ter consciência das necessidades do povo que lhe conferiu a missão de bem representá-lo. (Anônimo)

Missão vereador

Existem situações e circunstâncias que acontecem num município que afetam todos os moradores, que não são diretamente de responsabilidade do executivo municipal. Para muitas delas, considerando o termo “fazer política”, estariam muito mais afeitas à capacidade de articulação dos vereadores. Aqui no município, por exemplo, mais especialmente no distrito de Itacuruçá, uma dessas missões continua aguardando que algum nobre Edil coloque a pretensão popular “debaixo do braço” e vá à luta em busca de uma solução. No caso específico, trata-se da atual absoluta ausência de equipamentos de ATM de bancos. Hoje, qualquer morador, desde o mais abastado ao mais carente, sempre precisará ir ao município vizinho de Itaguaí para conseguir ter em mãos algum numerário oriundo de sua conta corrente ou de benefícios governamentais. Para os mais carentes, será um gasto de pelo menos dez reais por vez. Será que é tão difícil assim algum vereador ir em busca de uma solução para o problema junto aos bancos?

Missão vereador II

No último sábado, em Itacuruçá, um desses típicos moradores “sem noção”, ligou seu equipamento de som no volume máximo logo no início da noite. Um vizinho, irritado, decidiu reclamar, educadamente, com ele. Recebeu como resposta que “estava no direito dele de ouvir a música que queria porque estava em casa”. Logo a seguir, outro vizinho tentou ponderar pedindo que diminuísse o volume. Foi ofendido e ameaçado de que o autor do incômodo “iria lá dentro buscar uma arma”. Considerando o episódio recente no qual um pai foi morto por traficantes exatamente por ter pedido que uma determinada fonte de som diminuísse o volume por estar atrapalhando o sono da filha, os vizinhos optaram por fazer contato com o DPO de Itacuruçá. Todos tentaram. Diversas vezes, sem sucesso. O telefone não atendia.

Missão vereador III

Nessa segunda-feira, um morador do final da Brasilinha, em Itacuruçá, tendo câmeras de vigilância em sua casa, notou que havia um sujeito ao redor de sua residência se movendo de forma sorrateira, se escondendo nas sombras. Mesmo assustado, decidiu ir à rua para constatar a ameaça ou superar a dúvida. Voltou correndo para dentro de casa ao perceber que o sujeito parecia estar armado. Imediatamente tentou entrar em contato com o DPO, que fica a menos de quinhentos metros de sua residência. Sem sucesso. O telefone chamava e ninguém atendia. Buscou, por telefone, a ajuda de amigos que poderiam ir denunciar o fato à guarnição do distrito. Algum tempo depois, recebeu a notícia de que o indivíduo em questão já tinha sido detido pela Polícia Militar. Em acréscimo, também soube que “o telefone do DPO está quebrado”.

Missão vereador IV

Na legislatura passada, o distrito de Itacuruçá contava com três vereadores, um dos quais, o Emilson da Farmácia, que se envolvia tão diretamente nos problemas e agruras da população do distrito que, ao que se sabe, mandou instalar, do próprio bolso televisões, tanto no posto de saúde quanto no DPO do distrito, fora outras iniciativas. Se tivesse sido reeleito (perdeu a cadeira por três votos), certamente o telefone do DPO não estaria quebrado. A questão que se impõe, portanto, é quem, entre os atuais Edis, assumirá a responsabilidade de cuidar desses “pequenos pesadelos” da população do distrito, vez que, até agora, com cinco meses de mandato, só se registram “indicações” para situações e circunstâncias muito menos importantes e praticamente nenhuma relativa ao distrito de Itacuruçá.

Missão vereador V

Qual o verdadeiro papel do vereador na sociedade? Ele é o elo entre a população e o poder legislativo. Reconhecido como o “espelho da comunidade” e o ponto de referência dos anseios populares, o vereador atual tem, na verdade, uma responsabilidade social muito grande, que vai bem além da função de fazer leis e fiscalizar os atos do Executivo. Por estar mais presente na comunidade, em contato direto com a população, é o vereador quem recebe diariamente toda a carga de reclamações e de pedidos diversos. É ele que tem que ouvir as críticas e, na medida do possível (quase que por mera obrigação), atender o eleitor e/ou encaminhar a demanda aos órgãos competentes. É verdade que o cargo de vereador pode até dar certo status aos detentores, o convívio com personalidades e autoridades ilustres. A mensagem que fica é que deve haver mesmo entrega e doação, pois a causa é nobre e a sociedade merece ter a reciprocidade da confiança depositada. A resposta que cada vereador pode e deve dar é o trabalho, a dedicação e a intervenção sistemática junto aos órgãos competentes, no sentido de que as suas ações possam resultar na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, para o bem de toda a coletividade.

Ué?

Tem coisas que a gente sempre ouviu por aí, como por exemplo que “manga com leite faz mal”, “quem brinca com fogo faz xixi na cama”; “para passar o soluço de uma criança, basta colar um pedacinho de papel em sua testa”. Há outras mais sérias, nas quais acreditamos, como: “erva de passarinho amassada, com leite, é bom pr’a tosse” ou, ainda, até o recomendado por médicos que “chá de erva doce ou de camomila são excelentes para acalmar bebês”. Algumas ótimas opções de remédios caseiros para diminuir os sintomas da gripe são comuns, assim como outras, mais específicas, onde se inclui a H1N1, como: tomar o chá de limão, equinácea, alho, tília ou sabugueiro, porque estas plantas medicinais possuem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias que ajudam a aliviar os sintomas típicos e melhorar o desconforto. Além disso, outras medidas caseiras, como colocar uma bolsa de água quente em cima dos músculos doloridos, assim como tomar um banho com água fria para diminuir a febre, também podem ser utilizadas. Pois bem, no país dos remédios caseiros e das “garrafadas”, que nunca tiveram qualquer tipo de aprovação científica, de repente testemunhamos uma verdadeira guerra político ideológica relacionada à possibilidade de tratamentos alternativos contra a covid19.  

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

3 comentários em “25 de maio de 2021”

  1. Hoje 26/5, por mais uma vez presenciei o desperdicio de água tratada que jorra por um tubo de 200mm. Localização… vindo do dpo sentido ao condomínio solar de itacuruça ! Caminhando por uma calçada que esta desabando é possivel ver este desperdício de água. Cheguei a fazer um video.

  2. É inacreditável a incapacidade dos políticos de itacuruça.
    Essa pequena grande cidade, tinha tudo para ser um ótimo destino de férias ou de fim de semana.
    Ruas sujas, iluminação péssima, uma buraqueira tremenda, falta de lugar para estacionamento ( só se vê placa de proibido estacionar e guarda pra multar) calçadas quebradas e mal cuidadas, uma desorganização geral.
    Já frequento itacuruça a pelo menos 20 anos e não mudou nada.
    Como pode um lugar tão belo e cheio de atrativos, ser esquecido por essa corja de políticos que só estão preocupados com os seus polpudos salários…
    Pertinente demais sua publicação sobre vereadores, deveriam tomar vergonha na cara e passar a correr atrás das necessidades ( e muitas ) que o lugar necessita.
    Só nos resta mesmo é a indignação.

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