20 de abril de 2020

Frase do dia

O que antecipamos, raramente ocorre. O que menos esperamos, geralmente acontece. (Benjamin Disraeli)

Para pensar

Isolamento social é fundamental nesse momento, e isso é indiscutível. Mas esse isolamento, o famoso “Não Saia De Casa”, realmente só se justifica se todo o investimento necessário à rede de saúde vier a efeito. Estamos confinados agora somente para ganharmos tempo para o preparo dessa rede. Nossos hospitais estão sendo verdadeiramente equipados e preparados? Caso não estejam, o que na verdade estamos fazendo é tão somente protelar, ao invés de termos um grave problema de saúde hoje, teremos dois graves problemas brevemente: o de saúde e o econômico, ou seja, o caos. O Coronavírus lamentavelmente veio para ficar. Podemos permanecer confinados indefinidamente? Que economia suporta isso? É imperioso que as estratégias, tanto no que diz respeito à saúde, quanto à economia aconteçam paralelamente, senão, iremos sim, chorar e muito! Não podemos pensar numa questão primeiro, para depois pensarmos na outra. Isso não existe! Enfim. Reflexões! (Ana Paula Cassano, psicóloga)

Para pensar II

Muito se fala em “hospitais de campanha”, como se fossem a solução para todos os problemas. O que não dizem é como será resolvido um problema mais importante do que estruturas gigantescas montadas em campos de futebol, “trocentos” leitos, um sem número de respiradores e demais equipamentos. E quanto às equipes? Médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas,  etc. Não custa lembrar que até há menos de dois anos tínhamos de importar médicos de Cuba. Acabou a carência de recursos humanos?

Terrorismo explícito

Em todas as coletivas do governo federal para divulgar dados do avanço do coronavírus no Brasil, o detalhamento sobre mortes foi ignorado no noticiário em razão do apego mórbido de usar o pior dado possível e apostar em recordes de óbitos. O Ministério da Saúde informa, por exemplo, que no dia cinco de abril houve 98 mortes, o maior número de sempre, mas o noticiário prefere difundir 204 óbitos, a soma total de todos os diagnósticos. O objetivo é garantir audiência e cliques. Não morreram 204 pessoas em um único dia. Esse número corresponde ao total de testes cujos resultados ficaram prontos em determinado dia. Segundo o Ministério da Saúde, 18% dos óbitos confirmados precisam ter a fase de investigação concluída, incluindo a data da morte. Sem os testes rápidos, paciente que morreu em Manaus no dia 10, por exemplo, demora dias até a confirmação de que foi vítima de Covid19. (A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder)

Terrorismo explícito II

Na falta de nenhuma “novidade” para apresentar nos noticiários, alguns veículos de comunicação resolveram apostar naquilo que pode apavorar como, por exemplo, mostrar um caminhão frigorífico estacionado nas proximidades de um hospital para dizer que “tantos são os mortos que terão de ser guardados em caminhões refrigerados”. No complemento da matéria, imagens de várias sepulturas sendo abertas em cemitérios, além de um suposto documento de autoridades militares questionando prefeituras sobre a capacidade local para sepultar pessoas falecidas.

Cuide da sua vida

Outro grande mote das reportagens é criticar as pessoas que saem às ruas. Sempre tentam dar a impressão que o fato de alguém sair de casa afetasse muito mais ao observador do que ao que prefere se arriscar. O dedo apontado, em momento algum leva em consideração os motivos que aquela pessoa em particular teria para sair de casa. Comprar comida. Arranjar algum dinheiro para as despesas mais urgentes. socorrer algum parente em situação de necessidade.

Carta aberta ao prefeito do Rio

Senhor prefeito do Município do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, acho muito louvável sua atitude de cobrar, inclusive aplicando penalidades, o uso de máscaras pela população. Mas, me diga uma coisa: o senhor fará distribuição gratuita das mesmas para a população carente? Sim, senhor prefeito, para cobrar, tem que doar antes. Sabia que tem gente que nem dinheiro pra comprar sabonete tem? Que não consegue fazer a lavagem correta das mãos porque não tem sabonete? Que custa, o quê, uns R$ 0,90. Sabia que tem eleitores seus que não escovam os dentes, pois não têm escova de dentes? Algo que custa R$ 1,99 e dura, sei lá, uns três meses ou mais. Acha que alguém nessa situação vai comprar máscaras? Acha que as doações de máscaras caseiras confeccionadas e doadas cidadãos de bem vão suprir as necessidades de todos? (De um internauta em rede social)

Tem garantia?

Pergunta de um obediente cumpridor das regras de distanciamento social que está já há mais de vinte dias sem sair de casa: “Ficar isolado em casa é garantia de que não vou pegar esse tal de coronavírus?”

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

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