16 de janeiro de 2020

Frase do dia

São pouquíssimos os homens capazes de tolerar, nos outros, os defeitos que eles próprios possuem. (Arturo Graf)

Não deu certo

“É, como eu falei, não ia durar. Eu bem que avisei, vai desmoronar.” Esses primeiros versos da música “Última forma”, do compositor Paulo César Pinheiro, muitas vezes se ajustam à perfeição a algumas situações e escolhas políticas. No caso mais recente, a escolha, há menos de dois meses, do suplente de vereador Beto Durika para assumir a sub-prefeitura de Itacuruçá. As reclamações se acumularam de tal maneira que, apesar de ainda não publicado em diário oficial, sua saída da administração do distrito já é considerada consumada.

Rio Santos privatizada

Não se tem notícia, até agora, da presença de nenhum vereador do município na audiência pública realizada no dia de ontem no hotel Othon, no Rio de Janeiro, para discutir e apresentar questões relativas à privatização e instalação de pedágios na rodovia Rio Santos. Quem certamente esteve presente, foi o prefeito de Mangaratiba, juntamente com outros dos municípios afetados, como Angra dos Reis, Barra Mansa, Piraí, Resende, Rio Claro e Pinheiral.

Mal acostumados

Desde julho do ano passado, em todo o estado do Rio de Janeiro, está proibido o uso e distribuição de sacolas plásticas, por conta das grandes perturbações causadas pelo produto ao meio ambiente. A partir daí, comerciantes e supermercados tiveram de buscar alternativas, o que veio a existir na forma de sacolas biodegradáveis. Essas, no entanto, têm um custo adicional, o que levou o governo a autorizar que sejam cobradas do consumidor. A cobrança começou nesta semana e, imediatamente, muitos se insurgiram sob as alegações mais diversas, como por exemplo, não poderem mais aproveitar as sacolas para embrulhar lixo. Registre-se que o custo de cada sacola, para o consumidor, não deve passar de quatro centavos e que ninguém é obrigado a comprá-las, basta levar de casa sua sacola de compras retornável.

Mal acostumados II

Interessante observar essa dependência brasileira quanto às sacolas plásticas, especialmente se compararmos a uma cena recorrente em qualquer filme americano onde a personagem chega em casa trazendo compras do supermercado. As sacolas sempre são de papel e sem alças. Aqui no Brasil já tivemos outras muito melhores, como a da imagem abaixo, mas, como dizia Nelson Rodrigues ao afirmar que brasileiro tem “complexo de vira-latas”, deixamos aquelas de lado em favor dos poluidores produtos das multinacionais do petróleo.

Mamíferos aquáticos

Aviso do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos do ICMBio, informa a presença de golfinhos chamados de “dentes rugosos” na nossa baía, desde maio do ano passado. Em novembro passado, também uma espécie de baleia foi avistada ao largo da praia de Junqueira. Os especialistas alertam para não haver aproximação ou tentativa de interação com esses animais, apesar de parecerem dóceis.

Botos e golfinhos

Qualidade da cerveja

Há aproximadamente oito mil anos, uma receita de pão deu errado, na Mesopotâmia. Durante a fermentação, um pouco de água caiu na massa, atrapalhando todo o processo. Mas o que poderia ser apenas um desastre culinário se transformou, segundo a principal teoria dos historiadores, no ponto de partida para a criação de uma das bebidas mais apreciadas em todos os cantos do mundo. Sim, estamos falando da cerveja. Mal sabiam os sumérios responsáveis pela presepada que, milhares de anos depois, ela ganharia fama de “a bebida queridinha dos brasileiros”.

Qualidade da cerveja II

O que nós brasileiros ainda não nos demos conta é que, nos últimos tempos, estamos bebendo na base do “me engana que eu gosto”. Basta ler com atenção o rótulo das principais cervejas populares. Na lista de ingredientes, onde deveria constar água, malte de cevada e lúpulo, hoje em dia está escrito: água, milho e lúpulo. Como diz um apreciador da “loira gelada”: estamos bebendo, na verdade, suco de milho.

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

3 comentários em “16 de janeiro de 2020”

  1. Mal acostumados

    Interessante que as sacolas plásticas se tornaram as vilãs do meio ambiente, porque se transformavam em saco de lixo, como já disseram, elas eram recolhidas pelo poder público, para terem um destino correto, serviço este pago pela por toda a população. Agora as outras embalagens plásticas não prejudicam o meio ambiente??? Sendo que em cada sacola plásticas colocava-se no mínimo um artigo com plásticos na embalagem. O que vai acontecer com estes sacos plásticos??? O saco de hortifrutigranjeiro, o saco de arroz, o saco de feijão e etc. Estes não poluem o meio ambiente???

  2. Bom dia, Prof. Lauro e leitores,

    Como venho colocando nas redes sociais sobre as audiências públicas acerca da proposta de duplicação da rodovia Rio-Santos (BR-101) e criação das novas praças de pedágios (através da privatização da estrada), penso que o assunto merece ser melhor discutido em cada um dos municípios da Costa Verde, oportunizando, assim, a participação de todos os moradores que se interessarem.

    Ontem (15/01), na parte da tarde, houve um desses eventos de participação popular num luxuoso hotel do Rio de Janeiro, porém muitos moradores de Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty não tiveram condições de estar lá devido às disponibilidades de tempo e de recursos. Soube, porém, da presença do ver. Fernando Freijanes que enviou a sua foto para um grupo de Whatsapp do qual faço parte. Porém, seria complicado para um cidadão complicado daqui se fazer presente por motivo de disponibilidade de tempo e de recursos. Eu, por exemplo, desejaria muito ir, mas estava trabalhando.

    De qualquer modo, já protocolei uma manifestação na Ouvidoria da ANTT e espero que a agência reguladora do governo federal tenha um pouco de bom senso em acolher a reclamação e, consequentemente, promover novas consultas à população que, por sua vez, seriam feitas aqui na região.

    Como diz um conhecido meu do Distrito de Muriqui onde moro, AQUI TEM GENTE!

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