12 de dezembro de 2019

Frase do dia

Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz. (Madre Teresa de Calcutá)

Encontro com a História

Acontece amanhã, dia 13 de dezembro a terceira edição do Encontro com a História em Itacuruçá, O evento, gratuito e aberto ao público, terá início a partir das dezoito horas no CRAS-Itacuruçá e, neste ano, focalizará o período entre os anos 30 e 60 do século passado.

Abono do Pis

A mais recente leitura distorcida, que corre nas redes sociais, é que teria sido de autoria do presidente Bolsonaro a redução do abono anual do PIS de um salário mínimo integral para um doze avos do mínimo por mês trabalhado no ano anterior. Quem divulgou a informação se esqueceu de verificar que a atual fórmula foi decretada pela presidente Dilma Roussef em 2015, através da Lei número 13.134, de 16 de junho de 2015 que “Altera as Leis nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990, que regula o Programa do Seguro-Desemprego e o Abono Salarial e institui o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), nº 10.779, de 25 de novembro de 2003, que dispõe sobre o seguro-desemprego para o pescador artesanal, e nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social; revoga dispositivos da Lei nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990, e as Leis nº 7.859, de 25 de outubro de 1989, e no 8.900, de 30 de junho de 1994; e dá outras providências”. A alteração foi feita com a inclusão, no parágrafo segundo do artigo sétimo onde passou a constar: “O valor do abono salarial anual de que trata o caput será calculado na proporção de 1/12 (um doze avos) do valor do salário-mínimo vigente na data do respectivo pagamento, multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano correspondente”.

Cautela e caldo de galinha

A internet ainda é tida por muitos como um território livre, sem lei e sem punição. Mas a realidade não é bem assim: diariamente, o Judiciário vem coibindo a sensação de impunidade que reina no ambiente virtual e combatendo a criminalidade cibernética com a aplicação do Código Penal, do Código Civil e de legislações específicas como a Lei número 9.296 que trata das interceptações de comunicação em sistemas de telefonia, informática e telemática e a Lei número 9.609 que dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programas de computador. A lista é extensa: insultar a honra de alguém (calúnia artigo138), espalhar boatos eletrônicos sobre pessoas (difamação artigo 139), insultar pessoas considerando suas características ou utilizar apelidos grosseiros (injúria artigo 140), ameaçar alguém (ameaça artigo 147), utilizar dados da conta bancária de outrem para desvio ou saque de dinheiro (furto artigo 155), comentar, em chats, e-mails e outros, de forma negativa, sobre raças, religiões e etnias, enviar, trocar fotos de crianças nuas (pedofilia) (Fonte: Superior Tribunal de Justiça)

Cautela e caldo de galinha II

O “lembrete” da postagem acima se dirige àqueles que, aqui no município, estão se aproveitando do aparente anonimato das redes sociais para atacar outros internautas, simplesmente porque discordam de suas posições políticas. Na maior parte das vezes, utilizam perfis falsos, o que nos remete ao que já disse Sigmund Freud há mais de um século: “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”.

A ver navios

E parece que o jornalista Sérgio Camargo, após duas semanas de polêmicas por conta de suas posições quanto ao racismo no Brasil, ao Dia Nacional da Consciência Negra e quetais, teve sua nomeação suspensa por ato do presidente da República em respeito à decisão de um juiz federal do Ceará. Em curtas palavras achava que poderia afrontar a realidade brasileira: “ficou a ver navios”. A expressão tem origem portuguesa, surgindo durante à época dos descobrimentos. Ela é uma referência aos portugueses que ficavam no topo de um morro em Lisboa, na espera de seu rei D. Sebastião, que havia desaparecido durante uma batalha na África, voltasse ao país. Como o rei nunca regressou, frustrando assim os portugueses que acreditavam em sua volta, surgiu a expressão “Estar a ver navios no Alto de Santa Catarina”, que depois foi resumida para “ficar a ver navios”.

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

Uma consideração sobre “12 de dezembro de 2019”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: