18 de outubro de 2019

Frase do dia

Quando você levantar o braço para bater em seu filho, pense se não seria mais educativo se descesse esse braço de forma a acariciá-lo, em vez de machucá-lo? (Kalil Gibran).

Notícia da semana

Afora todos os acontecimentos trágicos do último final de semana, a nota que mais se destacou, entre as publicadas pelo blog, foi a verdadeira “privatização” do espaço de exposições do Centro Cultural Ferroviário de Itacuruçá que, a partir de decisão tomada no último mês, só pode ser utilizado para exposições de uma única artista. Todos os demais; todas as exposições itinerantes; todos os eventos culturais que pretendam acontecer no distrito, que procurem outros espaços.

A sala

Screen Shot 10-18-19 at 09.47 AM

Bem público

No mapa de cultura do estado do Rio de Janeiro, consta que o Centro Cultural de Itacuruçá está instalado no prédio da antiga Estação Ferroviária de Itacuruçá e que o local abriga exposições de arte e cultura. Entendem os especialistas em direito administrativo que a destinação do espaço apenas, exclusivamente e de forma permanente para a exposição de obras de um único artista pode-se configurar como “improbidade administrativa”, vez que a legislação estabelece: “São bens patrimoniais indisponíveis os bens de uso especial e os bens de uso comum susceptíveis de avaliação patrimonial, sejam móveis ou imóveis. Exemplos: os prédios das repartições públicas, os veículos oficiais, as escolas públicas, as universidades públicas, os hospitais públicos etc. O atual Código Civil claramente estabelece que “os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.” De outra parte, qualquer outra forma de concessão de uso, mesmo que gratuita, implicaria na necessidade de prévia licitação (art. 2º. Da Lei 8.666/93) aberta a todos os interessados.

Cidade do medo

Um episódio inusitado aconteceu na manhã da última quarta-feira em Itacuruçá, demonstrando o alto grau do sentimento de insegurança no distrito. Pouco passava das sete horas da manhã quando um grupo de moradores se reuniu na esquina de uma das últimas ruas da Brasilinha, nas proximidades da área de mata de propriedade da Marinha. Conversa daqui, conversa dali, todos tinham certeza de terem visto um homem entrar na mata de forma apressada, imagem inclusive registrada em câmeras de segurança de uma das residências. Um pouco mais ousado e mesmo assim temeroso, um dos moradores avançou alguns metros adentrando o matagal. Não demorou a descobrir que o desconhecido, na verdade, era um trabalhador em uma das obras da região e que, por conta de um desarranjo intestinal, não teve alternativa senão buscar alívio “no matinho”.

Antiético

Assim se manifesta uma moradora, através das redes sociais, em carta aberta encaminhada ao prefeito de Mangaratiba: “Senhor Prefeito Alan Bombeiro, gostaria de comunicá-lo um ocorrido muito constrangedor nessa tarde no Posto de Saúde do Ranchito. O setembro amarelo acabou, mas a luta de quem sofre de depressão é diária. A coordenadora da unidade de saúde foi extremamente hostil com a minha pessoa quando cheguei até o posto. A psiquiatra que acompanha meu caso, deu a orientação de que sempre que eu precisasse dela, com consulta marcada ou não que me dirigisse ao posto no dia de atendimento, então, assim o fiz. Porém, como eu precisava apenas de uma renovação de receita porque minha medicação não durará até a próxima consulta, para não atrapalhar o atendimento dos pacientes de hoje, escrevi um bilhete e pedi humildemente que a recepcionista a entregasse. A coordenadora pegou o bilhete, o abriu e começou a ler, uma completa falta de respeito e ética, pois o senhor abriria uma correspondência que não estivesse em seu nome? Isso configura crime, aliás. Se tratavam de coisas pessoais. Então, eu a questionei o porquê dela ter aberto e lido um manuscrito que era para a Doutora, afinal sou paciente dela e não da coordenadora. Ela me respondeu com toda rispidez do mundo que ela é a coordenadora e pode fazer o que bem entender na unidade. Então eu o disse a ela que isso era completamente desrespeitoso e desumano com pacientes com depressão. Uma pessoa como essa, não tem condições de coordenar uma instituição que cuida de vidas, completamente descompensada e despreparada para lidar com a saúde pública. Me tratou com tamanha rispidez que passei um constrangimento imensurável, sem a mínima necessidade. Como cidadã nascida e criada no município, tenho o dever de comunicar o fato e reivindicar os meus direitos. Solicito que vossa senhoria reveja a quem concede cargos como esse, pois saúde não é brincadeira para ser tratada com descaso e falta de respeito. Esta senhora precisa aprender a ter empatia antes de querer exercer um cargo na área de saúde pública. Estou indignada com o que passei, nem eu e nem ninguém merece esse tratamento, quando busca um local que deveria promover saúde e atenção a quem necessita. Estimo de coração que o excelentíssimo considere meu apelo, pois dei meu voto ao senhor por acreditar que és um homem justo e muito humano, quando o senhor esteve na minha casa em reunião tive a oportunidade de conhecê-lo um pouco mais e conversamos bastante sobre diversos assuntos, então não acredito que concorda com a postura dessa senhora. No mais, irei levar o caso à frente, porque sou graduanda em psicologia e não admito falta de empatia com a vida alheia, quanto mais em uma instituição pública de saúde, lugar de gente com senso de humanidade e acima de tudo respeito”. (Att. Aline Fontella)

Ética médica

O segredo médico pertence ao paciente sendo o médico seu depositário e guardador, somente podendo revelá-lo em situações muito especiais como: dever legal, justa causa ou autorização expressa do paciente. O médico deve manter o segredo médico mesmo após a morte do paciente e, na hipótese de ser intimado a testemunhar, e para tal tenha que revelar sigilo médico, comparecerá perante a autoridade e se declarará impedido, ressalvadas as situações especiais citadas acima. O revelar segredo médico sem justa causa ou dever legal, causando dano ao paciente, é crime! Nessa linha, tomar para si a filtragem de conteúdo de uma correspondência entre médico e paciente, também constitui crime.

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

2 comentários em “18 de outubro de 2019”

  1. Professor:
    Estou velho,e levemente bêbado,o que explicaria a postagem.
    Meus pais e coevos(dicionário)diziam::o tempora! o mores!.
    Eu achava senilidade.
    Diante do que vejo acontecer (NO MUNDO) é absurdo pensar que chegamos ao absurdo

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