17 de outubro de 2019

Frase do dia

Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais seguro para o sucesso é sempre tentar, apenas uma vez mais. (Thomas Edison)

O andar da carruagem

Publicada, na última sexta-feira, duas decisões do Superior Tribunal de Justiça a respeito da situação do ex-vereador Vitinho. Na primeira delas a corte negou o agravo pedindo que a competência para julgamento seria da comarca de Mangaratiba, sob a alegação de que ele teria renunciado ao mandato. Também foi negada a revogação de sua prisão preventiva.

O andar da carruagem II

O Tribunal de Contas do Estado acolheu, parcialmente, representação de um concorrente contra diversas exigências constantes do edital tornado público pela prefeitura no sentido de promover a locação de máquinas e equipamentos. Considerou o relator que o poder público incluíra no certame diversas exigências descabidas, posto que seriam aspectos que ela mesma descumpriria, caso realizasse tais atividades por meios próprios e não através de terceiros.

O andar da carruagem III

Matéria publicada no Blog do Elizeu Pires destaca o parecer do Ministério Público sustentando a legalidade das ações de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente de Mangaratiba no caso do Condomínio Porto Real Resort, alvo de uma operação de fiscalização e que impetrou mandado de segurança contra a prefeitura. Entendeu o MP que não houve ocorrência de ilegalidade por parte da administração pública, apenas o regular exercício do poder de polícia por parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Ideias viáveis

No bojo das discussões quanto aos transportes públicos no município, ressurge, nas redes sociais, uma ideia apresentada pelo então candidato Cledson Dutra de implantação de transporte aquaviário no município, interligando desde Conceição de Jacareí a Itacuruçá e, posteriormente, ilhas. O modelo já existe e funciona em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. O assunto já andou sendo ventilado na câmara de vereadores, em intervenção do vereador Emilson Coelho ao tempo em que se discutia a criação da empresa municipal de transportes Conecta.

Ideias inviáveis

Os dois principais eventos capazes de atrair turistas nesse segundo semestre foram, sem dúvida, o encontro de motociclistas, no início de setembro, e o DKF pesca de caiaque, no início deste mês de outubro. A principal característica de ambos é que foram criados e executados, desde suas primeiras edições, sem a interferência direta do poder público, apenas apoio logístico e o famoso “nada a opor”. Entusiasmados, outro grupo de motociclistas pretendeu e chegou a anunciar a realização de mais um evento do tipo na Praia do Saco, neste próximo final de semana. Pois, apareceu uma interferência que resultou no cancelamento do evento. A nota de cancelamento publicada pelo grupo diz o seguinte: “Venho mais uma vez informar infelizmente o nosso evento que seria este fim de semana, foi cancelado pelo fato do poder municipal de Mangaratiba, ter a infeliz ideia de dividir a responsabilidade do evento, que a princípio seria somente do Predador MC, com outros motoclubes da região, medida segundo o executivo municipal politicamente correta, mas moralmente reprovável, pois palavra de rei não volta atrás, nada contra os motoclubes locais, mas “meia é bom nos pés”! e já tivemos experiências passadas negativas com essa prática, portanto o 1 Mangaratiba Biker weekend foi cancelado por preciosismo, orgulho e incoerência de alguns envolvidos! Aquela velha história de mosca de padaria “não come e não deixa ninguém comer”

Quase memória

Parodiando Carlos Heitor Cony, para quem tem mais de setenta anos e foi passageiro de bondes. “Veja ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado. E, no entanto, acredite, quase morreu de bronquite, salvou-o o Rhum Creosotado”

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

Uma consideração sobre “17 de outubro de 2019”

  1. Caro Prof. Lauro e leitores,

    Sem dúvida, a proposta sobre termos uma linha aquaviária indo de Itacuruçá até Conceição de Jacareí, com catamarãs de hora em hora, passando por todos os distritos litorâneos, como foi defendido na campanha do pleito suplementar pelo candidato Cledson, seria algo bem interessante. E, embora ele não fosse o meu candidato na ocasião, pensei que, mesmo com a vitória do atual prefeito, o governo bem que poderia estudar a ideia com espírito aberto, pensando no melhor para Mangaratiba.

    Fato é que a ideia do candidato da Rede foi inspirada na experiência ocorrida no município paulista de Ilhabela em que a Prefeitura de lá, durante a administração passada, iniciou o projeto do “Aquabus”, adquirindo, em 2015, na gestão do ex-prefeito Antônio Collucci (PPS), três embarcações a um preço superior a R$ 4 milhões. Cada veículo comprado foi entregue com uma capacidade para conduzir cerca de 60 pessoas sentadas, com sistema de ar-condicionado e TVs de tela plana, sendo que, para a navegação, os ônibus aquáticos contam com motores modernos e sistema de GPS.

    Todavia, pelo que pude verificar, houve uma demora para que houvesse uma implantação do sistema de transporte aquaviário lá. Os veículos, a princípio, nem foram usados, visto que o Ministério Público de Contas de São Paulo identificou irregularidades na aquisição das embarcações e na licitação para fazer os píeres. Isto porque o MP cobrou que a prefeitura da cidade paulista elaborasse estudos preliminares técnicos, econômicos e de impacto ambiental, reclamando também que os barcos não corresponderam às características exigidas na licitação, já que estes foram entregues com número de assentos inferior ao previsto no Edital. Ou seja, devido a esses erros cometidos, os aquabus acabaram gerando um prejuízo mensal R$ 21 mil aos cofres públicos para ficarem parados numa marina em Caraguatatuba…

    Em meados deste ano, porém, os atuais gestores do referido município decidiram dar continuidade ao projeto do Aquabus. A ideia inicial foi realizar testes para conhecer as embarcações e rever a viabilidade do sistema aquaviário.

    Apesar dos percalços, prefiro acreditar na ideia pois considero dificuldades superáveis, desde que o governo faça tudo certinho do início ao fim a começar pelos estudos de viabilidade socioeconômica para a operacionalidade, sendo certo que o serviço necessitará de subsídio a fim de que o preço da tarifa seja módico para o morador. Sem esquecermos de que também será preciso uma construção adequada de píeres, com abrigos para os passageiros nos mesmos enquanto aguardam a chegada da embarcação.

    Por outro lado, creio que uma proposta dessas só poderá ser realizado num governo seguinte de duração completa que tenha quatro anos garantidos de mandato. Pois, com o projeto elaborado, teríamos que, primeiramente, construir toda essa estrutura de maneira que, neste mandato tampão que vai até o dia 31/12/2020, o máximo que poderia ser feito é o planejamento para depois ser defendido nas próximas eleições.

    De qualquer modo, caso se mostre viável, o transporte aquaviário poderá ser muito bom para Mangaratiba, tornando-se não só uma opção para os passageiros que garantiria mais mobilidade para as famílias que vivem nas ilhas, como também viria a ser explorado turisticamente. Principalmente no período do verão, nos finais de semana e feriados, nos quais seriam vendidos bilhetes de uso diário através dos quais o usuário faria quantas viagens desejasse e, assim, teria a chance de conhecer o litoral do Município de norte a sul pela via marítima.

    Vale lembrar que o programa de governo do atual prefeito contempla algumas ideias sobre o transporte aquaviário. Senão vejamos os itens 7.11, 7.12 e 7.13 do documento que foi apresentado pela coligação à Justiça Eleitoral:

    “7.11. Construção de duas estações aquaviárias, sendo uma no Centro de Mangaratiba e a outra em Itacuruçá.

    7.12. Criação de uma linha de transporte aquaviário entre Itacuruça e a Ilha de Jaguanum.

    7.13. Modernização do cais de Conceição de Jacareí.”

    Portanto, fica aí a sugestão para que o prefeito, uma vez que já teve tempo suficiente para situar-se no cargo, estude e discuta a proposta defendida pelo seu concorrente no pleito suplementar. Pois, se for algo viável, um projeto desses certamente trará inúmeros benefícios para Mangaratiba no decorrer da próxima década. Afinal, precisamos pensar em ideias melhorar a nossa cidade.

    Para concluir, lembro aqui uma frase de James Freeman Clarke que assim diz:

    “Um político pensa na próxima eleição; um estadista, na próxima geração”.

    Que possamos ter essa visão!

    Ótima quinta-feira a todos!

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