15 de março de 2019

Frase do dia

Muitas vezes o que se deixa de falar faz maior impacto do que o que se diz. (Píndaro)

Pulando fogueiras

Logo na primeira semana após os cem dias de governo, a nova gestão já teve de “pular duas fogueiras”, a Audiência de Instrução e Julgamento na justiça eleitoral e o pedido de impeachment na câmara. O fato é que, as tentativas de criar problemas e mesmo o impedimento do atual prefeito, acabaram dando em nada. Daqui para a frente o executivo municipal pode contar com tempos menos turbulentos e seguir em busca de implantar seu processo de renovação político-administrativa do município.

A propósito, disse o prefeito

Gostaria de mais uma vez tranquilizar a todos vocês a respeito dos boatos que tem sido veiculados a respeito da nossa administração. Hoje, a Câmara Municipal de Mangaratiba votou a nosso favor, e contra, a denúncia apresentada por dois munícipes que pediram nosso impedimento e afastamento frente ao executivo municipal. Foram 11 votos contra o pedido de afastamento, o que demonstra a inclinação dos vereadores em votar a favor dos interesses dos cidadãos de Mangaratiba, já que há um consenso quase geral de que as seguidas interrupções nos trabalhos administrativos de nossa cidade só favorecem o caos e prestam um desfavor a toda a população. Gostaria também de agradecer aos vereadores que demonstraram hoje bom senso e idoneidade em plenário, colocando os interesses de Mangaratiba e de sua população acima das diferenças políticas e partidárias, inclusive com vereadores de oposição à nossa administração reconhecendo a importância da manutenção e do prosseguimento dos trabalhos desenvolvidos. Tivemos hoje uma aula de democracia, onde a Câmara Municipal e seus integrantes cumpriram seu papel de fiscalizar e analisar os atos do executivo municipal, mas colocando os interesses do povo acima de tudo. Seguimos em frente, um dia de cada vez, na esperança de trazer um novo tempo para Mangaratiba, com o apoio de todos e a ajuda de Deus. (Alan bombeiro – prefeito)

Trabalho sério

A edição de número 904 do diário oficial de Mangaratiba tornou pública as condições para a concessão da licença para a instalação do condomínio Bela Vista, em Muriqui. Pelo nível de detalhamento exigido, bastará haver uma fiscalização constante e exigente para que o empreendimento não cause nenhum dos transtornos temidos pelos que se opunham à obra, inclusive com a realização de audiência pública com os moradores de Muriqui.

Animus caluniandi

A expressão do título foi formulada nessa semana pelo presidente do Supremo Tribunal Federal a respeito de denúncias que correm nas redes sociais contra alguns ministros daquela corte. Em muitos aspectos, também serve “como uma luva”, para algumas pessoas do município que, escondidos atrás de perfis falsos, aproveitam para atacar, indiscriminadamente, seus adversários. Para quem escreve, há um nível de graduação que nunca pode ser esquecido. Existe o que é real, existe o que é verossímil, existe o que é ficção e existe o absurdo. Após a divulgação da decisão dos vereadores em não acolher o pedido de instalação de uma comissão processante contra o prefeito, um “fake” resolveu ataca-los afirmando que a comissão só não se instalou porque teria havido “um acerto” envolvendo todos os vereadores em troca de altíssimos valores em dinheiro. È prudente lembrar que calúnia é crime classificado como “afirmação falsa e desonrosa a respeito de alguém”. Sendo cominada a pena de seis meses a dois anos de prisão para cada evento. Assim, dez vereadores caluniados significariam de cinco a vinte anos de prisão.

Agora é lei

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

4 comentários em “15 de março de 2019”

  1. Muçulmanos oravam na mesquita de Linwood, em Christchurch, na Nova Zelândia e foram massacrados.
    Deus errado?

  2. Professor:
    Hoje,trafegando pela RJ-14,altura de Ibicuí,surpreendi-me com 2(DOIS) novos quebra-molas em um lugar sem trânsito de pedestres.Entre os dois está a saída de um depósito de materiais.
    Isto justificaria mais esta agressão à suspensão de nossos veículos e consequentemente aos nossos combalidos bolsos?
    Qual o critério,lembrando que não conheço relato de nenhum acidente no local?

  3. Em tempo! Segue o trecho da matéria do Jornal Atual sobre o episódio de ontem na Câmara e que esclarece sobre o equívoco informativo na postagem feita no perfil do prefeito aqui reproduzida:

    “A Câmara Municipal de Mangaratiba (CMM) arquivou dois pedidos de abertura de Comissão Processante contra o prefeito Alan Costa Campos, o Alan Bombeiro. O arquivamento dos documentos, de autoria de um servidor municipal, ocorreu durante a sessão de quinta-feira (14). Após a leitura dos documentos, ambos foram colocados em votação, tanto o primeiro, quanto o segundo receberam 10 votos contrários e apenas um voto a favor (…) Votaram pelo arquivamento das denúncias os vereadores Fernando do Zé Luiz do Posto, Cecília Cabral, Doutor Davi, Edu Jordão, Emilson da Farmácia, Helder Rangel, Humberto Costa, Professor Renato Fifiu, Rômulo Carcará e Wlad da Pesca. O vereador Rogério da Máquina não compareceu à sessão por motivo de saúde, justificada pelo presidente da CMM, Charles da Vídeo Locadora, que só votaria em caso de empate.”

    Fonte: https://jornalatual.com.br/2019/03/14/camara-de-mangaratiba-arquiva-pedidos-de-afastamento-e-cassacao-do-prefeito/

  4. Bom dia, Prof. Lauro e leitores.

    Acerca do impeachment do prefeito, estive pessoalmente ontem na Câmara Municipal acompanhando a votação dos vereadores quanto às duas denúncias que haviam sido protocoladas no começo da semana, feitas por um servidor municipal contra o prefeito da cidade, Alan Campos da Costa. Um dos processos seria sobre a falta de repasses das contribuições patronais da previdência dos funcionários do Município! Ambas as denúncias foram rejeitadas de plano por maioria de votos dos vereadores.

    Entretanto, confesso que não gostei da maneira superficial como as graves questões ali trazidas foram apreciadas, sem terem os edis respeitado o denunciante por sua atitude corajosa e coerente em buscar do Legislativo uma providência.

    Assim sendo, discordo dos argumentos usados por uma vereadora quando ela deu a entender que a denúncia servia “para satisfazer as pessoas que estão aí insatisfeitas por não está fazendo mais parte desse grupo [do grupo do prefeito]”, conforme transcrevo o trecho de uma matéria do Jornal Atual.

    Ora, tal afirmação dá a entender que as pessoas, quando lutam por uma causa, apenas estariam agindo em favor de si próprias por não estarem se beneficiando, o que não é verdade. Aliás, ao que parece, isso seria uma tentativa de desqualificar quem resolve lutar por algo justo e, se o servidor decidiu romper com o prefeito, deixando de fazer parte de seu grupo político, foi porque se decepcionou com a conduta do Chefe do Executivo, o qual hoje é totalmente diferente da época em que fora vereador de oposição e se candidatou no pleito de 2016.

    Por sua vez, o argumento usado por outro vereador, de “que Mangaratiba hoje não aguenta mais saída e entrada de prefeitos”, por si só não se sustenta porque, se, supostamente, houve uma violação capaz de autorizar a cassação ou o afastamento de um prefeito, o Legislativo deve analisar a situação e aí sim decidir. Claro que para tanto precisa haver uma justa causa caracterizada dentro dos princípios da razoabilidade já que um processo de impeachment mexe com a estabilidade de um governo.

    Todavia, o julgamento de um pedido de impeachment, como bem sabemos, tem um caráter mais político do que jurídico, diferentemente de quando o Tribunal julga um prefeito denunciado pelo Ministério Público quanto à prática de crime de responsabilidade. Mas entendo que, mesmo se a Câmara entendesse não ser caso de instaurar um processo de afastamento/cassação, os vereadores deveriam, no mínimo, cumprir com o seu papel de fiscalizar os fatos narrados na denúncia.

    Quanto à reprodução da postagem do senhor prefeito, há dois equívocos em sua fala. Uma é quando ele diz que a denúncia foi “apresentada por dois munícipes”. E a outra é que teriam sido “11 votos contra o pedido de afastamento”. Porém, como estou acompanhando o caso desde segunda-feira (11/03), quando acompanhei o denunciante em sua entrevista e comentei a respeito, posso dizer que foram duas representações assinadas por um único autor e tratando de temas diferentes. E, tendo prestado a atenção na presença e na votação dos vereadores, pude constatar que apenas dez e não onze votaram contra, tendo um ficado a favor e o presidente não votado, sendo que teve a falta justificada de um edil.

    Para concluir, gostaria de dizer que, independentemente de se concordar ou não com o pedido de cassação do prefeito, precisamos respeitar quem fez a denúncia que é um servidor íntegro, decente e que está lutando pelo que é justo. Por isso, fui lá dar um apoio moral a ele ainda que essa exposição possa ser mal interpretada por algumas pessoas má intencionadas que se dedicam a denegrir a imagem alheia. Logo, vida que segue e desejo que haja respeito pelo servidor que representou contra o Chefe do Executivo já que se trata de um direito permitido a todo e qualquer cidadão eleitor, devendo nos acostumarmos a esses acontecimentos.

    Ótima sexta-feira a todos!

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