07 de dezembro de 2018

Frase do dia

Para conhecer os amigos, é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade. (Confúcio)

Como assim?

No final da tarde de ontem, quando retornava para sua residência, um morador se deparou com uma cena onde um conhecido seu repentinamente caíu na calçada e lá permaneceu inerte. Preocupado, ele foi verificar o estado da pessoa, que não se levantava, nem fazia qualquer esforço nesse sentido. Imediatamente telefonou para o posto de saúde de Itacuruçá relatando o fato e pedindo uma ambulância para atendimento. Entre as perguntas a que teve de responder, o morador disse que não saberia dizer qual teria sido a causa da queda e que até poderia ser uso abusivo de álcool, mas que não era médico para poder afirmar. Por conta dessa resposta, recebeu a informação de que a UBS não poderia mandar uma ambulância e que ele deveria ligar para o SAMU ou transportá-lo em carro particular até o posto.

Como assim II

Indignado, especialmente por saber que a ambulância do SAMU demoraria, no mínimo meia hora para vir de Mangaratiba até Itacuruçá, o morador em questão entrou em contato com o editor do blog relatando o fato. Fomos até o local onde o homem continuava prostrado na calçada, com um ferimento significativo no cotovelo direito e sem consciência de contato com a realidade. Tais sintomas, por si só, também poderiam ser considerados como não característicos de uma simples bebedeira, vez que há muita similaridade, por exemplo, com um acidente vascular cerebral. Foi feito novo contato com o Posto de Saúde e a recepcionista novamente recomendou apenas chamar o SAMU, alegando que a ambulância do PS é para transporte de pacientes. Vale lembrar que vários incidentes e acidentes ocorridos com moradores de Itacuruçá e turistas, sempre foram socorridos sim pela ambulância do PS, sem questionamentos quanto às causas do evento.

Atualização: A nova responsável pelo PS de Itacuruçá entrou em contato com o blog lamentando o ocorrido, informando sobre o estado de saúde do morador que, finalmente acabou sendo conduzido ao PS por um particular e prometendo tomar providências para que situações como essa não voltem a se repetir.

Governabilidade

Por conta de pedido de “vistas” da vereadora Cecília Cabral, foi adiada para a próxima terça-feira a discussão, na câmara municipal de Mangaratiba, quanto à questão da redução da possibilidade de autonomia de até 50% de suplementação orçamentária por parte do prefeito para 5%. Qualquer necessidade, acima disso, ficará submetida à necessidade de aprovação do poder legislativo. Já há quem veja na manobra uma tentativa de alguns vereadores pretenderem tutelar o novo prefeito.

Aliás

Chamou a atenção, nas últimas sessões, que apenas três vereadores, Wlad da pesca, Emilson da farmácia e Renato fiu-fiu serem os únicos que aprovam matérias de interesse do executivo.

Diferenças

Publicados os acórdãos dos julgamentos pelo Superior Tribunal de Justiça, em meados de novembro, que concedeu habeas corpus ao ex-vereador Pedro Capixaba e negou o mesmo benefício ao vereador afastado Vitor Tenório. Quando ao primeiro, diz o relator: “Embora reconhecida a gravidade dos fatos delituosos narrados na exordial acusatória, diante do vultoso desvio de dinheiro público, são imputadas ao paciente condutas praticadas nos anos de 2013 e 2014, quando exerceu a Presidência da Câmara Municipal de Mangaratiba, tendo a prisão preventiva sido decretada apenas em 27/8/2018, sem relatos de novas condutas delitivas imputadas ao paciente após o ano de 2014, o que denota a ausência de contemporaneidade dos fatos justificadores da segregação.Habeas corpus concedido para a soltura do paciente, Pedro Bertino Jorge Vaz, oque não impede nova e fundamentada decisão de medida cautelar penal, inclusive menos gravosa que a prisão processual, essa última fundamentada exclusivamente em fatos novos.”

Diferenças II

Já no julgamento do vereador afastado Vitor Tenório, o ministro relator não só manteve a prisão, como convenceu seus pares à unanimidade nos seguintes termos: “Não há que se falar em falta de contemporaneidade dos fatos justificadores da prisão, visto que o paciente ocupou o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Mangaratiba até junho de 2018 e, segundo a exordial acusatória “o denunciado VITOR TENÓRIO, ainda na condição de Presidente da Câmara de Mangaratiba, ordenou audacioso empenho no ano de 2018 no exorbitante valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), mesmo após notificação do Tribunal de Contas a respeito da ilegalidade dos sobreditos pagamentos.Habeas corpus denegado.”

Onde vai chegar?

Após três meses do atentado contra o presidente eleito Jair Bolsonaro, ainda pairam algumas dúvidas sobre o caso. O garçom Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho? Quem bancou os advogados que viajaram numa aeronave privada para atender o esfaqueador preso em Juiz de Fora, Minas Gerais? Essas questões estão sendo apuradas pela Polícia Federal que passou a investigar integrantes da defesa do réu confesso. Num depoimento sigiloso, um dos suspeitos contou detalhes de como foi contratado para ajudar o criminoso perante a Justiça. O criminalista Zanone Manuel de Oliveira Junior, coordenador da defesa de Adélio Bispo, afirmou para a Polícia Federal que, logo após o atentado contra Bolsonaro, foi procurado por um desconhecido para atuar no caso: “Aquela pessoa se apresentou como conhecido de Adélio Bispo da cidade de Montes Claros, esclarecendo que conheceu o autor do fato criminoso em relacionamentos vividos no meio religioso naquela cidade”. O advogado ainda lembra que o contratante disse ter conhecido Adélio numa “evangelização na cidade de Salinas, Minas Gerais”.

Segue

Em depoimento, Zanone contou que se reuniu com o desconhecido em seu escritório em Belo Horizonte, Minas Gerais, na manhã seguinte ao atentado, em 7 de setembro. Naquele encontro, o advogado disse que cobrava, em média 150 000 reais em honorários. Mas o contratante achou o valor alto. O criminalista, então, topou dar um desconto de 83% e receber 25 000 reais até a conclusão da investigação da Polícia Federal. A pessoa aceitou a proposta e pagou inicialmente o valor de 5 000 reais em dinheiro. O restante  seria pago em outras parcelas mensais. No entanto, o interessado em ajudar Adélio “desapareceu”. Ao se justificar por que aceitou defender Adélio por um valor inferior ao que costuma cobrar de seus clientes, Zanone disse que a “causa seria de interesse de qualquer advogado”. Ele também afirmou que contava com a possibilidade de participar de uma audiência em plenário do júri em que estariam presentes testemunhas como o ex-presidente Lula, o deputado federal Jean Wyllys, a cantora Preta Gil e a deputada Maria do Rosário. O advogado arrolou essas pessoas, consideradas por ele desafetos do presidente eleito, para serem interrogadas no tribunal. A estratégia era dar uma grande exposição ao caso, assim como no julgamento do goleiro Bruno Fernandes de Souza, em que Zanone representou o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Segue II

À Polícia Federal, o advogado contou um episódio curioso: um de seus parceiros na causa, o criminalista Pedro Possa, chegou a dizer para Adélio que a mãe do esfaqueador estava pagando os honorários da defesa, mas quando soube que “ela era falecida disse apenas que era alguém do seu relacionamento da igreja”. Questionado sobre a identidade do “patrocinador”, o advogado disse que não a revelaria para preservar o sigilo profissional e a integridade física do contratante, “que corre risco de morte”. Zanone colocou à disposição da PF os seus extratos bancário e telefônico a partir do dia 6 de setembro, data do atentado contra o presidente eleito. Essas e outras informações estão sendo analisadas pelo delegado Rodrigo Morais Fernandes, responsável por conduzir o inquérito. Procurado, ele não quis comentar. Zanone afirmou que topou trabalhar no caso porque sabia que teria uma “grande exposição”. A investigação deverá ser concluída no início do próximo ano. (Fonte: revista Veja)

Curiosidade

Curiosidade

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

Uma consideração sobre “07 de dezembro de 2018”

  1. O paciente não deve ser socorrido por leigos, podendo haver alguma lesão. O uso abusivo de álcool é caso de saúde pública, devendo a pessoa ser tratada como doente. Ocorreu negligência por parte da recepcionista. A mesma deve ser melhor orientada.

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