17 de outubro de 2018

Frase do dia

Eu quis dizer. Você não quis escutar. Agora não peça, não me faça promessas. Eu não quero te ver, nem quero acreditar que vai ser diferente, que tudo mudou. (Paralamas do sucesso)

Democrático

Não se pode acusar a Enel de privilegiar esse ou aquele distrito quanto à irregularidade do serviço de fornecimento de energia prestado em Mangaratiba. Ontem, foi a vez dos senhores vereadores experimentarem um apagão durante a sessão da câmara. A sessão teve de ser interrompida após sete minutos de iniciada justamente por falta de energia elétrica e retomada algum tempo depois.

Reação aos fakes

Minhas amigas e meus amigos. Como todos sabem, nossa campanha vem sendo vítima de uma série de notícias falsas, que são criadas por nossos adversários como uma forma de atingir minha honra, minha família, e minha equipe. Mas as mentiras não passarão! Estive hoje na 165ª Delegacia de Polícia em Mangaratiba e registrei uma ocorrência para averiguação dos crimes de calúnia, difamação e injúria. Agora, meus detratores terão que responder na justiça pelos crimes que estão cometendo. E eu peço a vocês que me ajudem a combater estas mentiras que só querem desestabilizar nosso projeto de uma Mangaratiba melhor para todos! (Alan Bombeiro, candidato a prefeito)

Avaliando

Continuidade ou mudança? O que você quer para Mangaratiba? Mangaratiba vive a pior crise politica de sua história: um prefeito preso, condenado a 52 anos de prisão, um prefeito duas vezes cassado e um prefeito fugitivo, escondido da justiça. Todos eles por má conduta administrativa. Agora, esse mesmo grupo do prefeito fugitivo tenta se manter no poder. Você, eleitor Mangaratibense, decide o destino de sua cidade. Ou você muda essa história ou continua como antes. (Paola Baracho, na página Mangaratiba falando a verdade)

Tv digital

Tv digital

Muy amigos

Em evento de apoio à candidatura de Fernando Haddad, na noite de segunda-feira, o senador eleito Cid Gomes fez dura crítica ao PT. Convidado a discursar, o irmão de Ciro Gomes, cobrou da direção da legenda que faça um “mea culpa” dos erros que cometeu. “Tem de fazer um mea culpa, pedir desculpa, ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”, disse. “Não admitir os erros que cometeram é para perder a eleição. E é bem feito”, ressaltou. Sob vaias de militantes petistas, Cid chamou de “babacas” aqueles que protestavam contra seu discurso e disse que o partido “merece perder” caso não faça uma autocrítica. “Vão perder feio porque fizeram muita besteira, aparelharam as repartições públicas e acharam que eram donos de um país. E o Brasil não aceita ter donos”. O senador eleito elogiou Haddad, a quem se referiu como “boa pessoa”, mas acusou o partido de ter criado o candidato do PSL, Jair Bolsonaro. “Foram essas figuras que acham que são donas da verdade, que acham que podem fazer tudo”. Como reação, a plateia petista gritou o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele respondeu: “Lula o quê? Ele está preso, babaca. Lula vai fazer o quê? Babaca, babaca. Isso é o PT e o PT desse jeito merece perder”.  (Fonte: Diário do Poder)

Lucidez

Desculpem os amigos, mas não é de um “machismo”, de uma “homofobia” ou de um “racismo” do brasileiro. A imensa maioria dos eleitores do candidato do PSL não é machista, racista, homofóbica nem defende a tortura. A maioria deles nem mesmo é bolsonarista. O Bolsonaro surgiu daqui mesmo, do campo das esquerdas. Surgiu da nossa incapacidade de fazer a necessária autocrítica. Surgiu da recusa em conversar com o outro lado. Surgiu da insistência na ação estratégica em detrimento da ação comunicativa, o que nos levou a demonizar, sem tentar compreender, os que pensam e sentem de modo diferente. É, inclusive, o que estamos fazendo agora. O meu Facebook e o meu WhatsApp estão cheios de ataques aos “fascistas“, àqueles que têm “mãos cheias de sangue”, que são “machistas”, “homofóbicos”, “racistas”. Só que o eleitor médio do Bolsonaro não é nada disso nem se identifica com essas pechas. As mulheres votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Os negros votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Uma quantidade enorme de gays votou no Bolsonaro. Amigos, estamos errando o alvo. O problema não é o eleitor do Bolsonaro. Somos nós, do grande campo das esquerdas. O eleitor não votou no Bolsonaro porque ele disse coisas detestáveis. Ele votou no Bolsonaro apesar disso. O voto no Bolsonaro, não nos iludamos, não foi o voto na direita: foi o voto anti-esquerda. Foi o voto anti-sistema, foi o voto anti-corrupção. Na cabeça de muita gente, o sistema, a corrupção e a esquerda estão ligados. O voto deles aqui foi o mesmo voto que elegeu o Trump lá nos Estados Unidos. E os pecados da esquerda de lá são os pecados da esquerda daqui.

Lucidez II

O Bolsonaro teve os votos que teve porque nós evitamos, a todo custo, olhar para os nossos erros e mudar a forma de fazer política. Ficamos presos a nomes intocáveis, mesmo quando demonstraram sua falibilidade. Adotamos o método mais podre de conquistar maioria no congresso e nas assembleias legislativas, por termos preferido o poder à virtude. Corrompemos a mídia com anúncios de empresas estatais até o ponto em que elas passaram a depender do Estado. E expulsamos, ou levamos ao ostracismo, todas as vozes críticas dentro da esquerda. O que fizemos com o Cristóvão Buarque? O que fizemos com o Gabeira? O que fizemos com a Marina? O que fizemos com o Hélio Bicudo? O que fizemos com tantos outros menores do que eles? Os que não concordavam com a nossa vaca sagrada, os que criticavam os métodos das cúpulas partidárias, foram calados ou tiveram que abandonar a esquerda para continuar tendo voz. Enquanto isso, enganavamos com os sucessos eleitorais, e nos tornamos um movimento da elite política. Perdemos a capacidade de nos comunicar com o povo, com as classes médias, com o cidadão que trabalha dez horas por dia, e passamos a nos iludir com a crença na ideia de que toda mobilização popular deve ser estruturada de cima para baixo.

Lucidez III

A própria decisão de lançar o Lula e o Haddad como candidatos mostra que não aprendemos nada com nossos erros ou, o que é pior, que nem percebemos que estamos errando, e colocamos a culpa nos outros. Onde estão as convenções partidárias lindas dos anos 80? Onde estão as correntes e tendências lançando contra-pré-candidatos? Onde estão os debates internos? Quando foi que o partido passou a ter um dono? Em suma: as esquerdas envelheceram, enriqueceram e se esqueceram de suas origens. O que nos restou foi a criação de slogans que repetimos e repetimos até que passamos a acreditar neles. Só que esses slogans não pegam no povo, porque não correspondem ao que o povo vivencia. Não adianta chamar o eleitor do Bolsonaro de racista, quando esse eleitor é negro e decidiu que não vota nunca mais no PT. Não adianta falar que mulher não vota no Bolsonaro para a mulher que decidiu não votar no PT de jeito nenhum. Não, amigos, o Brasil não tem 47% de machistas, homofóbicos e racistas. Nós chamarmos os eleitores do Bolsonaro disso tudo não vai resolver nada, porque o xingamento não vai pegar. O eleitor médio do cara não é nada disso. Ele só não quer mais que o país seja governado por um partido que tem um dono. E não, não está havendo uma disputa entre barbárie e civilização. O bárbaro não disputa eleições. Está havendo uma onda Bolsonaro, mas poderia ser uma onda de qualquer outro candidato anti-PT. Eu suspeito que o Bolsonaro só surfa nessa onda sozinho porque é o mais antipetista de todos.

Lucidez IV

E a culpa dessa onda ter surgido é nossa, exclusivamente nossa. Não somente é nossa, como continuará sendo, até que consigamos fazer uma verdadeira autocrítica e trazer de volta para nosso campo, e para os nossos partidos, uma prática verdadeiramente democrática, que é algo que perdemos há mais de vinte anos. Falamos tanto na defesa da democracia, mas não praticamos a democracia em nossa própria casa. Será que nós esquecemos o seu significado e transformamos também a democracia em um mero slogan político, em que o que é nosso é automaticamente democrático e o que é do outro é automaticamente fascista? É hora de utilizar menos as vísceras e mais o cérebro, amigos. E slogans falam à bile, não à razão. (Gustavo Bertoche – Dr. em Filosofia)

Meu erro 

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

5 comentários em “17 de outubro de 2018”

  1. Oi Professor. Tenho umas fotos antigas de Itacurussá. Gostaria de recebe-las por email?

  2. Bom dia Prof. Lauro e leitores,

    Concordo plenamente com as críticas apresentadas pelo Dr. Gustavo Bertoche que muito bem editou atribuindo-lhe a lucidez que vem faltando tanto na esquerda brasileira quanto na política em geral. E, se fizermos uma análise ainda mais profunda, veremos que algo semelhante há tempos acontece também na nossa política de Mangaratiba.

    Ótima quarta-feira a todos!

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