17 de setembro de 2018

Frase do dia

Todas as pessoas tomam os limites de seu próprio campo de visão, como se fossem os limites do mundo. (Arthur Schopenhauer)

Juro que vi

Manhã de sábado, estou em São Paulo para visitar filha e netos. O costume de acordar cedo continua. A padaria próxima convida a buscar pão quentinho e a caminhada não dura mais que cinco minutos. No caminho, sob a marquise de lojas do bairro de alto padrão, moradores de rua se encolhem enrolados em cobertores fornecidos pela assistência social. No caminho de volta, um deles chama a atenção. Mexe-se sob a coberta. Em seguida, uma mão sai de sob a proteção e, empunhando um telefone celular, digita algum número. Espanto! Surpresa! Como? É morador de rua e tem celular?

Juro que vi II

Quem mora no Rio de Janeiro chega a desconfiar ser “lorota” a afirmação do ex-governador de São Paulo e candidato a presidente de que, naquele estado, a criminalidade caiu cerca de setenta por cento. Pois, enquanto por aqui, apesar da intervenção das forças armadas, há dois ou três tiroteios diários; caminhões de carga continuam sendo assaltados; roubo a pedestres agora são corriqueiros e à mão armada e, principalmente, policiais militares só usam identidade e uniforme quando estão a serviço e, mesmo assim, já são cerca de setenta mortos só em 2018, em São Paulo, policiais militares são vistos caminhando sozinhos nas ruas, fardados, indo ou vindo, sem medo da bandidagem.

Juro que não vi

Tentando acompanhar, à distância, os acontecimentos em Mangaratiba, logo na manhã de sábado chamou a atenção a absoluta ausência de postagens apoiando a candidatura Vitinho nas redes sociais. Parece que até o PDT abandonou o barco definitivamente. Os pouquíssimos anúncios de apoio à candidatura do vereador afastado trazem, no máximo, o número 12 e uma letra V de Vitinho.

Pode x não pode

Alerta para os responsáveis pela campanha do Evando e Leandro. A justiça eleitoral proíbe, já há alguns anos, a confecção de camisetas padronizadas para divulgação da campanha.

Evando

Bike fest

Terminou ontem, em Itacuruçá, sem nenhum registro de problema digno de nota, o evento Bike fest 2018. Já em Muriqui, no final da feira livre, ocorram vários disparos de arma de fogo efetuados por um padrasto em seu enteado. A vítima foi socorrida mais não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. A polícia compareceu ao local e prendeu o autor do crime.

Bike fest 2

Mão pesada

Em decisão tomada no último dia 11 de setembro e publicada no dia de hoje, o desembargador Francisco José de Asevedo, relator na segunda câmara criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou a ampliação do sequestro de bens dos ex-presidentes da câmara municipal de Mangaratiba, Edison Ramos, Pedro Bertino Vaz e Vitor Tenório nos seguintes termos: “Considerando o resultado do bloqueio online (anexo) e a urgência quanto a efetiva instrução do processo e garantia do ressarcimento dos prejuízos à Fazenda Pública, determino o cumprimento do item 2 da decisão de fls. 11/13 com a efetivação do SEQUESTRO, na forma do art. 125 e seguintes do Código de Processo Penal, dos bens móveis e imóveis dos informados, quanto bastem, até o valor de R$ 17.182.755,33 (dezessete milhões, cento e oitenta e dois mil, setecentos e cinquenta e cinco reais e trinta e três centavos), corrigidos com juros e atualização monetária, vigentes até a presente data. Expeçam-se ofícios aos CARTÓRIOS DE REGISTROS DE IMÓVEIS das respectivas circunscrições, por intermédio da CORREGEDORIA-GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, a fim de que seja efetuada a averbação do sequestro decretado à margem do respectivo assentamento. Determino a averbação de bloqueio de veículos automotores junto ao DETRAN/RJ. Expeça-se ofício, com a mesma finalidade, à CAPITANIA DOS PORTOS/RJ, em relação a barcos, lanchas, entre outros. Por fim, defiro o pedido de fls. 27/28, determinando a expedição de ofício às instituições financeiras nas quais os acusados mantêm conta, para que remetam os extratos bancários dos 30 (trinta) dias anteriores ao cumprimento da ordem judicial. Cumpridas as diligências, dê-se vista ao Ministério Público. Rio de Janeiro, 11 de setembro de 2018. FRANCISCO JOSÉ DE ASEVEDO Desembargador Relator” O documento pode ser visualizado, na íntegra, no link https://tinyurl.com/ycu94rl4

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

3 comentários em “17 de setembro de 2018”

  1. Bom dia, Professor Lauro e leitores.

    Muito bem observada a situação da segurança pública em São Paulo, estado este até pouco tempo atrás vinha sendo governado por Geraldo Alckmin e que reduziu consideravelmente o índice de homicídios. Em 2016, o índice foi de 9,5 assassinatos por 100 mil habitantes, algo bem inferior à taxa do país, de 28,1 mortes.

    Ora tais números demonstram que foram as políticas públicas de um governo sério que, decisivamente, contribuíram para o resultado, tornando São Paulo um oásis de segurança. Trata-se do único estado em todo país que possui taxa de assassinatos dentro do nível considerado “aceitável” pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Mais do que nunca, é preciso que o brasileiro perceba que problemas como o da violência não se resolvem nem na bala e nem na faca. Porém, será com inteligência e por meio de políticas públicas eficientes que o Estado irá criar condições para garantir a segurança dos seus cidadãos.

    Estou com Geraldo Alckmin pois considero o meu candidato a melhor opção para governar o Brasil. No dia 28/10, quando teremos o segundo turno das eleições gerais junto com o pleito suplementar de Mangaratiba para prefeito, quero poder apertar o 45 duas vezes na urna eletrônica.

    Ótima segunda feira a todos!

  2. Professor, muitos desses moradores de rua em SP como no RJ na verdade são trabalhadores que não possuem moradia próxima ao trabalho e precisam se submeter a dormir na rua para garantir o trabalho do dia seguinte. Por isso, muitos tem celular e as vezes até casa própria.
    O desemprego que assola o interior faz com que essas pessoas não tenham outra alternativa.
    Grande beijo

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