22 de julho de 2018

Frase do dia

Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir. (George Orwell)

Para pensar

Iniciada a temporada de fake news na terrinha amada, por vislumbramos uma nova eleição que deveria ser encarada com grande seriedade, pois mais uma eleição suplementar no município, nos envergonha como eleitores e cidadãos, comprova como somos levianos em nossas escolhas e o quanto a mediocridade pode ser desastrosa para o município. Claro que tal comportamento não é uma característica somente do município, mas é bastante acentuada e causa consequências muito mais evidentes, em um município sem desenvolvimento econômico e social. A cada “engano” cometido, retrocedemos e na melhor das hipóteses, estagnamos. Por estes motivos, a leviandade de alguns, comprometem a vida de todos e rouba o futuro de uma municipalidade. Não avaliar o candidato em sua trajetória política, não conseguir ter percepção dos atos praticados e a forma com que são praticados nos faz reféns da mesmice e alimenta um ciclo vicioso cujo único objetivo é o poder pelo poder.A cada discurso ou publicação da “máquina”, em um momento pré eleitoral, deveria servir de alerta, pois quer burlar e colocar em desvantagem aqueles que não podem fazer campanha eleitoral.

Segue

Sair pelas ruas do município para ser conhecido, e se inteirar dos problemas municipais, que qualquer cidadão que vive aqui conhece, e que deveria ser do conhecimento de todo detentor de mandatos, principalmente daqueles que já o exerceram por três vezes, não soa contraditório? Principalmente para aqueles que se perpetuaram na presidência da casa legislativa? Ter passagem pelo Executivo e não ter legado algum para a pasta, não é estranho? Em menos de um mês, ter levianamente trocado todos os funcionários comissionados, não soa como alerta da falta de sensibilidade quanto a vida daqueles que honestamente trabalham e que em nosso município a prefeitura é o maior empregador? Não poderia ter feito de forma gradativa, após conhecer trabalho destas pessoas? Essas pessoas receberam a metade 13º.? Férias?

Segue II

Não causa espanto, em meio a um ano letivo, trocar direções de unidades escolar, sem nem mesmo ter tido tempo de diagnosticar os problemas ou os avanços? Como pode da noite para o dia estarem tão preocupados com a segurança, ao ponto de em uma publicação, escrever que “suplicaram” e pediram mais PMs para Mangaratiba, se antes qualquer divulgação de “súplica” da população era tachada como terror da oposição? Ora, se tudo necessitava de tamanha intervenção, por onde andava o fiscal eleito pelo povo? Quem trata a coisa pública como coisa particular, deveria deixar a população atenta, como por exemplo os que detém uma concessão de exploração de solo público e tenta vender como se fosse proprietário. Não iria me manifestar, como não me manifestei no governo destituído, porém me citaram como parte de uma salada sem sentido algum e me dão o direito de externar minha opinião. E sabem como apagamos incêndios? (Leila Castro, via facebook)

Pensando adiante

A Casa do Sol, onde foi morar Hilda Hilst em 1966, hoje tombada e abrigando o instituto que leva o seu nome, tinha uma figueira mágica, reza a lenda, a qual atendia o desejo dos seus visitantes. O jovem Caio Fernando Abreu, ao chegar à casa, fez três pedidos: mudar a sua voz fina, mudar-se para o Rio de Janeiro e ganhar um prêmio literário. Os três pedidos foram atendidos, embora tivesse que trabalhar muito duro para realizá-los. A FLIP este ano homenageará a escritora Hilda Hilst. Vamos pedir as nossas árvores mágicas e trabalhar para que Mangaratiba tenha um grande projeto de incentivo à leitura e, quem sabe, também abrigar um festival literário? (Fábio Rodrigues)

Memória do “Muriqui Praia Clube”

Até 1941, Muriqui era apenas uma fazenda produtora de lenha, carvão e bananas. Em 1942, começou a ser loteada e durante a década de 40, foi enorme a procura por terrenos na nova localidade. Em sete anos de loteamento, se desenvolveu tanto que foi elevada à categoria de 4º Distrito de Mangaratiba, em maio de 1949. Como um pequeno balneário voltado ao lazer e ao descanso dos moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro, Muriqui cresceu no cenário municipal e estadual, sendo denominada nas propagandas de venda de terrenos, como a “Copacabana Fluminense”. No propósito de atender ao lazer, os moradores e veranistas, logo fundaram dois clubes na próspera localidade: “Muriqui Esporte Clube”, mais tarde denominado como “Muriqui Country Clube”, e “Muriqui Iate Clube” (atualmente fundidos em um só clube). Esses dois clubes promoviam muitas atividades recreativas e culturais, marcando presença nos campeonatos esportivos, nos saudosos bailes carnavalescos, nos desfiles de beleza, shows artísticos e outros eventos. Porém, essas atividades não alegravam todos os cidadãos muriquienses, pois não era permitida a entrada de negros, nem de desquitados, nesses dois estabelecimentos.

Memória do “Muriqui Praia Clube” II

Apesar de Muriqui, no final da década de 40, já possuir dois clubes sociais, um triste quadro de discriminação contra desquitados e negros, fez surgir à necessidade da construção de um terceiro clube, na localidade: “Muriqui Praia Clube”. Este novo clube surge tendo como principal sócio fundador um dos excluídos, que por ser desquitado, não era permitida a sua entrada nos dois clubes, anteriormente construídos. Outro importante sócio fundador teve a filha (negra) também barrada na porta desses dois estabelecimentos recreativos.

Memória do “Muriqui Praia Clube” III

Assim, lutando por uma bandeira democrática, surge em 1949, (ano da criação do distrito de Muriqui), o “Muriqui Praia Clube”. O jornal informativo do clube (“O Praiano”), na sua primeira edição, em novembro de 1949, deixa claro que o principal objetivo da criação dessa instituição era o de estreitar laços de amizades em franca e democrática camaradagem. Nesse documento, os sócios fundadores agradecem a todos que prestaram solidariedade ao grupo, (naturalmente ao grupo dos discriminados), pela feliz iniciativa de colaborar com a criação do novo clube, destacando que o sentido da empresa (clube) era de se constituir em um “espaço-escola”, fecundo de vida, alegria e amizade.

Memória do “Muriqui Praia Clube” IV

Poucas são as construções que guardam a memória da fundação de Muriqui. Infelizmente, não existe mais o prédio do antigo cineminha, da estação, da charmosa “casa-castelinho, da capelinha, das antigas escolas, das primeiras sedes dos clubes Muriqui Esporte Clube e do Muriqui Iate Clube e outros mais, que guardam a memória dessa localidade. Por sorte, esse prédio do antigo “Muriqui Praia Clube” que representa um precioso patrimônio histórico de Muriqui, permanece internamente muito bem preservado, com seu salão de baile em prefeito estado, destacando, no centro, a famosa estrela solitária, símbolo do “Botafogo Futebol e Regatas”, clube que já foi proprietário do imóvel. Também preserva a linda armadura de madeira de seu teto e o pequeno e charmoso palco. Suas dependências internas ainda apresentam uma boa cozinha-bar e dois eficientes banheiros (masculino e feminino). Vale ressaltar que, além de abrigar o “Muriqui Praia Clube” e o “Botafogo Futebol e Regatas”, essa construção foi também sede do “Muriqui Lions Clube”.Atualmente, encontra-se sob a administração da Prefeitura Municipal de Mangaratiba, funcionando como um Centro de Capacitação Profissional (CECAP). No próximo ano, juntamente com o distrito de Muriqui, esse prédio histórico completará 70 primaveras. Por esses e outros motivos, defendo a idéia de transformá-lo em um “Centro Cultural de Muriqui”. (Miriam Bondim, historiadora e arqueóloga) https://www.facebook.com/mirian.bondim

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

4 comentários em “22 de julho de 2018”

  1. Em tempo 2!

    Foram bem pertinentes as colocações da internauta Leila Castro reproduzidas acima, inclusive quando ela fala da desvantagem que o prefeito interino cria quanto aos seus demais concorrentes nesse momento pré-eleitoral ao fazer uso das divulgações da máquina pública, tendo em vista que ele e a vereadora Cecília Cabral têm projetos de formação de chapa para a disputa do pleito suplementar. Pois a cada inauguração ou ato praticado (tipo uma vistoria ou pequeno reparo), faz-se uma inserção nas redes sociais focada na promoção pessoal do gestor.

    Mais do que nunca é preciso que o TSE decida quanto a solicitação encaminhada pelo TRE-RJ para que tenhamos eleições suplementares em 28/10 e, deste modo, haja a fixação de um calendário eleitoral proibindo certos tipos de promoções que acabam tendo reflexos quase que diretos no novo pleito.

    No meu entender, a postura do prefeito em exercício não tem sido nada ética e, tendo em vista que ele não foi eleito para governar a cidade, tratando apenas de um vereador que responde provisoriamente pelo Executivo, deveria ouvir mais a população e os seus representantes a fim de realizar um trabalho de transição até a entrega da Prefeitura a um novo governante.

    Para que abusos não ocorram nesse período, a sociedade precisa ficar de olho não só quanto a eventuais ilegalidades quanto também às condutas que, embora permitidas, não podemos considerar corretas a luz do que é justo e democrático.

  2. Em tempo!

    Também apoio a proposta defendida pela nossa ilustre historiadora, Miriam Bondim, sobre termos um centro de cultura onde era o antigo clube em frente a praia.

    Conforme havia já me manifestado nas redes sociais e postado dia 17/07 no blogue “Propostas para uma Mangaratiba melhor”, não podemos nos conformar com a realidade atual e devemos sonhar com algo melhor para a nossa cidade, sendo que a recuperação deste espaço não somente atenderia às demandas da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (as formaturas das turmas do CECAP poderiam ser bem ali ao lado e não mais no Iate Clube) como também satisfaria às várias reivindicações da sociedade local de Muriqui. Isto porque poderíamos ter ali palestras, audiências públicas, reuniões dos movimentos sociais, exposições, novamente as aulas de dança que havia em 2016, dentre outras atividades mais.

    Devemos considerar que Muriqui carece de um espaço cultural tal como já existe no Centro do Município e em Itacuruçá, que são respectivamente o Centro Cultural Cary Cavalcante e o Centro Cultural Ferroviário.

    Ademais, segundo informações da historiadora Miriam Bondim, cujas fotos ela divulgou no Facebook teríamos com a ideia a possibilidade de um importante resgate histórico para o 4° Distrito e para o Município.

    Portanto, fica aqui compartilhada a minha posição para que o assunto seja pautado pela Prefeitura, lembrando que o CECAP encontra-se em obras e estas poderiam incluir a reforma do prédio do antigo Lions. Logo, torna-se sugestivo que os nossos gestores não só analisem a ideia como também consulte a população sobre os seus anseios quanto às atividades que poderão ser desenvolvidas ali.

  3. Para pensar

    Para qualquer eleição este ano o tema é: NÃO REELEGER ninguém que já ocupou cargo eletivo e principalmente os familiares.

    Desculpe-me as letras maiúsculas.

  4. Bom dia, Prof. Lauro e leitores.

    A ideia de termos uma feira literária no Município certamente seria alavancadora para o turismo local nessa época de recesso escolar considerada de baixa temporada para as regiões litorâneas e tem tudo a ver com o Centro de Mangaratiba.

    Precisamos pensar nessas soluções como bem propos o internauta Fábio Rodrigues, caso queiramos criar condições para a população nossa não depender tanto de cargos dentro da Prefeitura.

    Ótimo domingo!

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