20 de julho de 2018

Frase do dia

Não há dor que dure para sempre! Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos! (Chico Buarque)

Efêmero

Pelo visto não é só o caso do enfermeiro Marcos Vitoriano o único a demonstrar o modo do prefeito interino de fazer política. Um vereador do município procurou-o no intuito de interceder em favor de uma contratada que havia sido demitida. Quando disse o sobrenome da moça, ouviu como resposta:“de jeito nenhum, já estou com uma lista de nomes dessa família que serão todos demitidos.” Mais não disse e nem precisava, o vereador preferiu calar-se e ir contar à família o futuro que os espera.

A lista de Schindler

Como uma “lista de Schindler às avessas”, há notícias de que, descumprindo as metas do Plano Municipal de Educação, alguns diretores de escolas estão sendo exonerados com o simples objetivo de acomodar simpatizantes do atual governo interino.  O Plano Municipal de Educação é uma formulação, discutida exaustivamente pela comunidade escolar, alinhado ao Plano Nacional de Educação, que é uma Lei Federal, com diversas metas a serem cumpridas desde sua aprovação até o ano de 2024, por todos os gestores municipais.

A lista de Schindler II

Uma dessas metas estabelece:  “Divulgar critérios técnicos, de mérito e desempenho para a nomeação de diretores de escola e que a escolha dos dirigentes escolares seja validada por meio de consulta à comunidade escolar em assembleia com quórum mínimo e com a presença dos quatro segmentos: professores, alunos, funcionários da Educação e pais de aluno. E que os critérios sobre a escolha do diretor seja definido pela comunidade escolar e divulgado pela SME no prazo de seis meses. Garantir que a nomeação/exoneração do diretor seja pautada também na aprovação da comunidade escolar.”

Terrorismo doméstico

Bem `moda das milícias que aterrorizam moradores das comunidades, há denúncias de que “mensageiros” estão proibindo funcionários de falarem com pré-candidatos, inclusive de tê-los no Facebook, assim como curtir e comentar postagens.

Precisa explicar!

Fazendo uma breve pesquisa no Portal da Transparência, obtivemos o valor de oito milhões e cem mil reais transferidos do Executivo para o Legislativo, no período de janeiro a julho de 2018. O GAP, desde sua criação, cobra do Legislativo a prestação de contas destes valores. Cobra da Instituição e dos vereadores, individualmente.  De que forma esse valor foi utilizado? Em que atividades do Legislativo? Quanto coube a cada vereador e seu gabinete? É de extrema importância que tenhamos essas respostas. O GAP acredita na total transparência e entende que é dever de cada vereador deixar totalmente claro o que recebe e como gasta o dinheiro público. Para refletir: o Legislativo atual vale o gasto de oito milhões e cem mil em seis meses ou este valor poderia ser utilizado de forma mais útil para o município? (GAP-Mangaratiba)

Eleições 2018

Começa hoje o calendário eleitoral para as eleições gerais de outubro. A internet poderá ser utilizada para enviar a ata da convenção, que é um registro das deliberações tomadas nas reuniões partidárias, e transmitir os pedidos de registro, que podem ser feitos do dia 20 de julho até as 23h59 do dia 14 de agosto. Contudo, o candidato que não utilizar o meio eletrônico tem até as 19h do dia 15 de agosto para protocolar presencialmente uma mídia com os documentos na Justiça Eleitoral. (Fonte: TSE)

Dia do amigo

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

3 comentários em “20 de julho de 2018”

  1. Em tempo!

    O prefeito em exercício que atuou como presidente do Legislativo Municipal até o primeiro semestre do ano deve explicações a sociedade sobre essas questões levantadas pelo GAP. Até porque cabia a ele autorizar certas viagens pagas com dinheiro público.

    Precisamos de transparência e mais respeito na política de Mangaratiba!

    1. Entendo que ate o vereador Edinho, quando Prefeito Interino, não fez toda essa arruaça na Prefeitura, considerando “estar Prefeito”, somente para cumprir a lei que no caso de afastamento do gestor deve assumir o Presidente da Câmara dos Vereadores. Já o Vitinho, com sua falta de humildade, passa por cima até do Plano Municipal de Educação, na saga de conquistar eleitores, desrespeitando até o corpo docente e discente da área de educação, que de uma hora pra outra assiste a inclusão, nas escolas, de pessoas mau preparadas para exercerem esses cargos de grande importância na educação do município. Nesse ponto convido a Professora guerreira e amiga Elizabeth Antunes pra fazer um vruuum na Entrada Monumental da Prefeitura, e lá instalar um movimento pacífico mas enérgico no sentido de tentar frear o ímpeto reacionário desse Prefeito (interino) de neutralizar a educacao de nossas crianças, maiores prejudicados nesses atos inconsequentes.

  2. Bom dia, Prof. lauro e leitores.

    Ao que parece, o prefeito interino de Mangaratiba, senhor Vítor Tenório, vulgo Vitinho, já está mostrando quem ele realmente é…

    Como um prefeito em exercício, isto é, um vereador que responde provisoriamente pelo Executivo Municipal, caberia a ele com humildade não fazer muitas mudanças na administração da cidade quanto às nomeações e procurar ouvir o que a sociedade, vereadores e funcionários da Prefeitura penam pois esta seria a atitude mais coerente num momento de crise.

    Torna-se nítida a existência de um projeto de poder nessa gestão temporária em que as atividades da máquina pública mostram-se direcionadas para o pleito suplementar esperado para ocorrer nos futuros meses e quiçá em outubro. Aliás, bem provável que o TSE autorize a data de 28/10 (segundo turno das eleições gerais) que foi solicitada pelo TRE-RJ.

    Certamente que o eleitor de Mangaratiba já está cansado do abuso de poder político e econômico de seus governantes. Principalmente das perseguições e das enrolações que são feitas, lembrando que muitas das ações recentes da Prefeitura são mera maquiagem e algumas realizações resultam do trabalho feito por prefeitos anteriores.

    Além do mais, as nomeações feitas sempre terão limite, ainda que excessivamente, porque nunca atingirão a maioria da população mangaratibense, assegurando no máximo uns 4 mil votos. E aí deve ser considerado que muitos dos que agora estão trabalhando na Prefeitura sabem que irão perder o cargo no ano que vem, ainda na remota hipótese de eleição do prefeito interino (TOC TOC na madeira).

    Espero que nesse processo todo, a oposição seja consciente e saiba se entender bem para não permitir que a Prefeitura fique nas mãos de alguém que poderá ser altamente danoso para a nossa cidade e que já responde a uma ação penal.

    Ótima sexta-feira a todos!

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