06/07 de dezembro de 2017

Frase do dia

Só sei que nada sei. O fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa. (Sócrates)

Taxi-boat

Terminando o período de baixa temporada, o que se constata é que pouco mais de oitenta barqueiros trabalharam no distrito no “tempo das vacas magras”. Agora, iniciando a temporada de verão, a previsão dos barqueiros regulares é que mais de duzentos barcos apareçam por aqui oferecendo transporte para as ilhas, passeios ou pescaria. É bom lembrar que já há alguns anos os barqueiros lutam pela regulamentação e fiscalização da atividade, justamente para impedir a presença desses aventureiros.

Marcação de consulta, o outro lado

A respeito da questão da longa fila para a marcação de consultas na UBS de Muriqui, a administradora da unidade publicou a seguinte nota: “Como Administradora da Unidade de Muriqui, devo informar que, o comentário sobre agendamento para o mês de março, não está correto. As agendas de todas as especialidades da Unidade foram abertas para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2018, e não foi só ontem o agendamento, e sim, ontem foi o primeiro dia de agendamento para o ano de 2018. (Ana Barbosa – Adm. UBS Muriqui)

Merecida homenagem

Fiscais fazendários, sob o comando da servidora Anne Stael, foram homenageados na Câmara Municipal de Mangaratiba no dia de ontem, por iniciativa do vereador Helder Rangel. Esse grupo, sob o mesmo comando, já se destacou em outras ocasiões pela competente repressão aos camelôs irregulares que invadem o município em dias de maior movimento. Agora, eles reivindicam um plano de produtividade, que sirva de estímulo para a carreira.

Sobre o PREVI.

O Instituto de Previdência virou uma galinha dos ovos de ouro. Mas a galinha está sendo depenada, como fazem com as que vão para a panela. O PREVI foi usado para cassar o prefeito anterior, pois em sua administração ele não repassava os valores devidos. Isso dá improbidade! Duas Leis de parcelamento de valores foram aprovadas pela Câmara de Vereadores: 842, de 18 de março de 2013 e 972, de 8 de outubro de 2015. Mas a obrigação dos vereadores não é fiscalizar o executivo? Aprovaram um parcelamento no início do mandato e outro quase no final. Será que não deveriam ter visto que a prefeitura não estava cumprindo com suas obrigações e tomar uma atitude para coibir? E o repasse pessoal, que foi descontado do nosso contracheque e que chega a casa dos 10 milhões (esse não pode parcelar e venceu em junho o prazo de 90 dias), ainda não foi pago! Não vão fiscalizar? Eu sei é que o nosso Instituto virou a galinha depenada, a dívida da Prefeitura com o PREVI chega, nos dias de hoje, a mais de 25 milhões. Acho que o cargo de Presidente do PREVI não pode ser indicação de governos, a pessoa precisa ter autonomia para cobrar da Prefeitura, evitando que futuramente isso ocorra novamente. Lanço no ar essa minha sugestão a todos os servidores do Município. O Conselho do PREVI também precisa ficar de olho nessas questões! Sei que temos conselheiros nessa atual gestão que são bem ativos, mas precisam de maioria na hora das votações. Do contrário, são votos vencidos. (De um servidor em rede social)

Carta aberta

Excelentíssimo Senhor Prefeito. Permita-me invadir sua caixa de correspondência. Estava um pouco em dúvida se deveria fazer isso. Afinal, sou uma cidadã educada, mas me lembrei das inúmeras vezes em que seus cabos eleitorais lotaram a minha caixinha com seus “santinhos” diabólicos e julguei que também estaria no direito de encher a sua paciência. Sei que Vossa Excelência é um homem ocupado. Um homem que usa seu tempo e o nosso dinheiro para cumprir sua missão. Entretanto, peço que dê um pouco da sua atenção a esta sua eleitora, a mesma a quem suplicou por votos na última eleição. Ao contrário do senhor e dos seus pares, que costumam ser enfadonhos em seus discursos, irei direto ao ponto: gostaria de lhe pedir para, por alguns minutos, imaginar-se no lugar de um cidadão comum, alguém que apenas deseja viver em Mangaratiba com um pouco de decência. Imagine-se, Senhor Prefeito, na fila de um posto de saúde ou no Hospital Victor de Souza Breves, às cinco da manhã, esperando por um atendimento que talvez nem aconteça: pode não ter médico ou remédio. Imagine seu filho estudando em uma escola sem merenda ou sem professor, imagine seus funcionários esperando pelo 13º salário para a Ceia de Natal, cujos filhos sonhando com os presentes? Sentiu o drama? (Concheta Malaveta – Via rede social -* editado)

O cruzeiro

A Fundação Mário Peixoto gostaria de compartilhar as informações referentes a restauração do Cruzeiro de Pedra de Nossa Senhora da Guia. A restauração de um patrimônio histórico na administração pública obedece a algumas etapas para sua realização que nem sempre se dão de modo simples. Existem uma série de exigências que perpassam a administração pública junto às exigências dos órgãos responsáveis pelo Patrimônio Cultural. No caso do Cruzeiro de Pedra de Mangaratiba, este órgão é IPHAN. São diversas fases até o projeto se concretizar, dentre elas: um projeto executivo com rigor técnico necessário e especializado para restauração de patrimônio cultural e contratação de mão de obra especializada em restauração. Após a confecção do projeto executivo, é necessário que se entre com um pedido de intervenção junto ao IPHAN, apresentando-o como proposta . Hoje, a tentativa de restauração do Cruzeiro de Pedra da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, se encontra em estágio final de elaboração. Esse estágio é muito importante, pois define o que será exigido da prestadora de serviço quando confeccionar o projeto e define de que forma será realizada a intervenção no monumento. Em Maio, como foi postado na página oficial da Fundação Mário Peixoto, recebemos a visita de técnicos do IPHAN, o doutor Antônio Carlos e arquiteta Cláudia Nunes, para dialogar sobre as exigências dessa instituição para com o projeto executivo a ser elaborado. Assim, gostaríamos de tornar público que as providências cabíveis para restauração do nosso estimado patrimônio histórico-cultural, o Cruzeiro de Pedra da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, já estão em andamento e sendo conduzidas com responsabilidade. Agradecemos a atenção e convidamos aos interessados a conhecer mais sobre o projeto a comparecerem ao departamento de Pesquisa Histórica da Fundação Mário Peixoto, que fica localizado no Centro Cultural Prof. Cary Cavalcanti- Centro de Mangaratiba. (Fundação Mário Peixoto, via facebook)

O cruzeiro II

Esse comunicado é, decerto, muito bem vindo, especialmente porque estão sendo seguidos todos os procedimentos corretos para a restauração do patrimônio cultural. No entanto, continua no ar uma pergunta: o(s) responsável(eis) pela “maluquice” de pendurar bandeirolas e gambiarras de luz no monumento histórico foram devidamente identificados e penalizados? No fim das contas deveriam ser eles a pagar pela restauração.

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

4 comentários em “06/07 de dezembro de 2017”

  1. Caro Lauro, a queda de um patrimônio histórico não gera punições, senão para o órgão gestor que tem de arcar com o recurso para o restauro. O Iphan atua como a aeronáutica quando há um acidente aéreo, procura causas e resoluções para que não aconteça novamente.

  2. “Acho que o cargo de Presidente do PREVI não pode ser indicação de governos, a pessoa precisa ter autonomia para cobrar da Prefeitura, evitando que futuramente isso ocorra novamente. Lanço no ar essa minha sugestão a todos os servidores do Município.”

    Falou tudo! Melhor que a proposta que a assembleia do sindicato deliberou e não estava ontem na nota do Sispmum depois reproduzida para que o prefeito escolhesse um dos nomes de uma lista tríplice. É o trabalhador, ele próprio, quem deve assumir a gestão do que é seu interesse. Não é o Aarão e nem os vereadores que vão receber um centavo do nosso instituto. Basta!

  3. “Mas a obrigação dos vereadores não é fiscalizar o executivo? Aprovaram um parcelamento no início do mandato e outro quase no final. Será que não deveriam ter visto que a prefeitura não estava cumprindo com suas obrigações e tomar uma atitude para coibir?”

    Eles sabem. Estão nas mãos do prefeito. Se o Aarão começar a dar secretarias pra eles, então vão votar tudo que vier do governo como já fazem tendo cada um dúzia de comissionados mamando. Então os que aprovam permaneçam como estão.

  4. “O PREVI foi usado para cassar o prefeito anterior, pois em sua administração ele não repassava os valores devidos. Isso dá improbidade!”

    E pode ser novamente usado para cassar o atual porque já está fazendo uma outra dívida com o instituto.

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