28 de agosto de 2017

Frase do dia

Você nunca sabe que resultados virão da sua ação, mas se você não fizer nada, não existirão resultados. (Mahatma Ghandi)

Palmas

Pelo que se viu no início da noite de ontem, as ações de competência do poder público no evento “Estação Rio”, foram realizadas a contento. Desde cedo, além das restrições ao tráfego nas áreas centrais do distrito, equipes do “choque de ordem” atuavam nas ruas. Mais que isso, não se percebeu “jeitinhos” nem “arranjos”. Várias mercadorias de ambulantes, que pretendiam vendê-las no evento, foram apreendidas. Sob o comando de uma servidora não identificada pelo blog, a ordem era simples: “Tem nota fiscal mas não tem autorização da prefeitura, leve de volta. Não tem nota fiscal das mercadorias? Apreensão sem remédio.”

Poule de dez

Nos bons tempos das corridas de cavalos no jóquei clube da Gávea, quando se tinha certeza de que um cavalo era absoluto favorito para ganhar uma prova, dizia-se que ele era uma “poule de dez”, ou seja, apostar nele significaria ganhar de volta o mesmo dinheiro. Pois a Enel e suas indefectíveis interrupções no fornecimento de energia tem todas as condições de passar a ser uma “poule de dez”, em dias de maior movimento no município. Ontem, por volta das sete da noite (como já era esperado), houve mais uma interrupção no fornecimento. Ainda bem que os produtores do evento trouxeram grandes geradores para prevenir tais “acasos”.

Rebaixados?

O Estação Rio estreou em abril de 2013 com show de Arlindo Cruz e DJ Malboro no Complexo do Alemão. A edição seguinte aconteceu em maio, em Duque de Caxias. O projeto, uma iniciativa da Globo, tem como objetivo criar oportunidades de convivência comunitária e de valorização das tradições culturais para os cariocas e sempre se realiza em comunidades carentes ou mais distantes dos circuitos culturais. Acontecer em Itacuruçá, portanto, também significa uma forma de reconhecimento de que estamos a menos de oitenta quilômetros da capital do segundo mais importante estado da federação e, ao mesmo tempo, “milhares de milhas” longe da civilização.

Faltou segurança

Também, como era esperado, um evento desse porte trouxe a presença dos aproveitadores de sempre. Foram muitos os relatos de furtos e roubos no meio da multidão. Os bandidos davam preferência a dinheiro e celulares.

Pressão total

Pelo jeito, a atual administração municipal encontrou, no movimento da Guarda Municipal, um adversário coerente, consistente e focado em seus objetivos. Aproveitando o evento em Itacuruçá, integrantes do movimento pela regulamentação da lei 13.022, denominada de Estatuto Geral das Guardas Municipais. Essa lei regulamentou o artigo 144, §8º, da Constituição, versando sobre atribuições, carreira e organização das Guardas Municipais em território nacional. O Estatuto Geral das Guardas concedeu prazo para adaptação dos municípios que têm Guardas Municipais conforme o seu artigo 22. Esse prazo, definido em dois anos, encerrou-se em agosto passado e, até hoje, não foi regulamentada aqui em Mangaratiba. Para continuar a pressionar o poder público por essa regulamentação, os manifestantes instalaram, no dia de ontem, uma barraca em Itacuruçá, para colher assinaturas de apoiamento.

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

5 comentários em “28 de agosto de 2017”

  1. Gostei da estratégia do Sispmum em ir pra onde estava rolando o movimento de pessoas no domingo em Itacuruçá. Só quero ver a cara do prefeito no desfile da Independência quando os guardas aparecerem na praça.

  2. Então residimos em um local que tem por caracteristica comunidade, pobre e sem oportunidade de arte, cultura e diversao.Poxa nao é q é verdade.kkkkkkkkkk

  3. Bom dia, Prof. Lauro.

    Passei na parte da tarde em Itacuruça e vi o evento sendo ainda organizado, oportunidade em que encontrei os integrantes da Guarda Municipal recolhendo assinaturas da população em frente à Igreja de Sant’Ana. Realmente o Distrito estava bem movimentado e com um público até superior ao da Praia de Muriqui.

    Como não gosto de muvuca, voltei para casa antes das 17 horas, por mais que os cantores que ali se apresentaram sejam dignos de nossos aplausos. Infelizmente, minha vizinha daqui de Muriqui foi lá com o marido e voltou sem a carteira e sem o celular.

    A meu ver, eventos assim precisam de mais segurança, coisa que hoje em dia o Estado do Rio de Janeiro não pode oferecer. Afinal, estamos numa sangrenta guerra em que só este ano 100 policiais foram assassinados.

    1. Doutor Rodrigo, vi sua postagem no Facebook comentando sobre a denúncia que mandou pro Alô Alerj contra as empresas de ônibus que não estão colocando aquele elevadorzinho pros portadores de deficiência. O senhor acha que os deputados vão fazer alguma coisa? Acredita ainda no Papai Noel?

      1. Bom dia a todos.

        Acredito que mesmo um discurso e/ou uma indicação possam contribuir de algum modo.

        Já encaminhei ao Ministério Público uma representação através da Ouvidoria do órgão na internet. Fiz isto em julho. Está na 3 PJTC.

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