28 de julho de 2017

Frase do dia

Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho. (Clarice Lispector)

Espada de Dâmocles

Com o fim do recesso do judiciário na próxima segunda-feira, quem estava enrolado nas questões dos desvios na saúde do governo passado, devem começar a pensar em dormir com uma “malinha” pronta. Há rumores de há a iminência de prisões.

Ética e póder

Inadmissível que um (a) secretária de um governo, se dê ao abuso de pedir a demissão de um funcionário de um fornecedor, por motivos que fogem a prestação do serviço executado por este funcionário. Ir pessoalmente ao fornecedor e exigir a dispensa porque o mesmo primou por executar suas funções de forma profissional, pedindo que o “favorzinho” de burlar as regras estabelecidas fossem devidamente autorizadas por este (a) gestor ( a) em documento. A sede de poder é tanta que uma atitude profissional ofende e passa a ser tratada como pessoal. Ainda veremos muitos desses casos na terra em que o importante é venerar gestores. (Leila Castro, via facebook)

Flagrados

Denúncias de moradores asseguram que algumas Van’s da Cooperman, nos finais de tarde, deixam de fazer suas linhas regulares percorrendo os distritos de Mangaratiba para fazer lotadas piratas no trecho Itaguaí x Itacuruçá.

Pós verdade

Anualmente a Oxford Dictionaries, departamento da University of Oxford responsável pela elaboração de dicionários, elege uma palavra para a língua inglesa. A de 2016 foi “pós-verdade” (“post-truth”). O significado da expressão seriam notícias “criadas” que acabam tomando ares de verdades incontestes depois de divulgadas. Para diversos veículos de imprensa, a proliferação de boatos no Facebook e a forma como o feed de notícias funciona, foram decisivos para que informações falsas tivessem alcance e legitimidade. Este e outros motivos têm sido apontados para explicar ascensão da pós-verdade. Plataformas como Facebook, Twitter e Whatsapp favorecem a replicação de boatos e mentiras. Grande parte dos factóides são compartilhados por conhecidos nos quais os usuários têm confiança, o que aumenta a aparência de legitimidade das histórias. Os algoritmos utilizados pelo Facebook fazem com que usuários tendam a receber informações que corroboram seu ponto de vista, formando bolhas que isolam as narrativas às quais aderem de questionamentos à esquerda ou à direita.”

Curiosidade

A palavra da moda, nesses tempos de Lava Jato, é a “propina”. No séc. XVIII, o vocábulo propina era usado para designar  a bebida que se pagava a alguém para premiá-lo por um bom serviço prestado, prática que foi simplificada com a simples oferta da quantia correspondente. Nos países de língua espanhola, esse continua sendo o sentido preponderante do vocábulo; dá-se propina ao garçom, ao porteiro do hotel ou ao carregador de malas para recompensar sua eficiência ou sua boa vontade. No Brasil atual, no entanto, criou-se uma curiosa distinção entre o antes e o depois: essa gratificação  por um serviço qualquer  é chamada de gorjeta, enquanto propina passou a designar o dinheiro que o brasileiro dá antecipadamente a alguma autoridade corrupta para garantir a obtenção daquilo que ele deseja; como invariavelmente se trata de atos ilícitos, o funcionário corrompido cobra sua recompensa  “antes”,  para evitar possíveis calotes do corruptor. Em Portugal, no entanto, propina adquiriu um significado totalmente diferente daquele que tem no Grego, no Latim, no Espanhol ou no Português do Brasil; na terra de Eça e de Camilo Castelo Branco, o termo designa simplesmente as anuidades cobradas pelas faculdades e pelos colégios, sejam privados, sejam  públicos (que também são pagos). Várias instituições de ensino divulgam, na internet, o seu “regulamento de propinas“; o estudante bolseiro (que nós chamamos de “bolsista”) está isento de pagar a propina; o Conselho de Reitores fixa o valor da propina — e assim por diante. (Fonte: Sua Língua – Origem das palavras)

 

Anúncios

Uma resposta em “28 de julho de 2017

  1. Bom dia, Prof. Lauro.

    Lendo a postagem de hoje em seu blogue, achei estranho a van da foto transportando passageiros para Itaguaí, estar com placa vermelha pois os veículos da Cootam geralmente costumam trafegar com placas de cor cinza, isto é, como automóveis para fins particulares. De qualquer modo, cabe denúncia ao DETRO como pode ser feito via WhatsApp pro número (21) 98596-8545 já que se trata de uma intromissão no transporte intermunicipal rodoviário.

    Ótima sexta-feira!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s