26 de julho de 2017

Frase do dia

Nada é para sempre, neste mundo. Nem mesmo os nossos problemas. (Charles Chaplin)

Dia da padroeira

Levantada antes de 1698 pelos jesuítas, como capela, a igreja católica de Itacuruçá foi elevada em 1846 à condição de paróquia da Nossa Senhora de Sant’Ana de Itacuruçá, desmembrada da Matriz de Mangaratiba, com jurisdição sobre as ilhas próximas. A bela fachada com torre central constitui, hoje, o principal monumento cultural de Itacuruçá.(Texto extraído na íntegra do Guia de Bens Tombados da SEC-RJ/Inepac. Disponível em http://www.inepac.rj.gov.br/.)Mangaratiba_Nossa-Senhora-de-Santana1

A conta-gotas

O diário oficial de Mangaratiba de número 713, publicado no dia de ontem, trouxe a exoneração de diversos “assessores”, com data retroativa a abril de 2017. Na comparação entre nomeações e exonerações das últimas edições do DOM, foram menos de cinco páginas de exonerações nas últimas publicações e mais de cinquenta de nomeações.

No caminho da Expresso

Como têm o mesmo “Dna”, era certo que a viação Costeira viesse a repetir os mesmos problemas de sua “falecida” irmã Expresso Mangaratiba. No dia de ontem, um de seus ônibus que fazia a ligação Itacuruçá x Nova Iguaçú, quebrou na altura da curva do Iate Clube do distrito. Em Muriqui, outro, o da imagem abaixo, também quebrou.Costeira quebrado

A “falecida”

Alguns “arautos das desgraças” andam anunciando pelas ruas que a Expresso Mangaratiba vai voltar. Em parte pode ser verdade, já que o DETRO suspendeu a concessão de suas linhas pelo prazo de trezentos e sessenta e cinco dias. Ela poderá sim voltar, desde que apresente (e seja aceito) um completo plano de recuperação da frota, solução de todos os problemas trabalhistas, etc. Na realidade, não se nota qualquer tipo de movimento nesse sentido, ao contrário, já se transcorreu metade do tempo e suas garagens continuam vazias e seus trabalhadores foram todos demitidos. Em janeiro de 2018, os órgãos de fiscalização devem jogar, finalmente a tal “pá de cal” nessa possibilidade.

Verdade inconteste

Medo, quatro letras que choram, que têm nos trazido sofrimento, insegurança, desconforto e insegurança. As balas zunem nos céus do país, nos céus das grandes cidades, cortando vidas, aleijando, marcando gerações a ferro e fogo, pegando até quem ainda nem nasceu. Derramando sangue nas calçadas e sarjetas. Acertam o que não veem. Vêm de todos os lados e não há como se proteger nessa guerra ainda não declarada apenas, creio, porque não se sabe como nomeá-la, e quais leis e restrições seriam impostas se finalmente declarada oficial. Qual lado seria o bom, o mau. Medo do bandido. Ele não tem o que perder, e só quer tirar o que é seu, toca o terror porque sabe que a sua própria vida é muito curta, tenta ganhar mais minutos tirando a dos outros em um pacto diabólico. Você também podia estar passando ali por um deles. Medo da polícia que se confunde, ora de um lado; ora de outro. Que reage a bala, mal treinada para outras táticas, e polícia que se defende atirando no peito de um pobre coitado em surto, catador de latas e papelão, “burro sem rabo”, que pacatamente todos os dias arrastava sua carroça e sua loucura pelas ruas e ladeiras. Polícia que à luz do dia intimida as testemunhas do seu próprio despreparo. Tudo fica por isso mesmo. Você podia estar passando ali, podia ter assistido a essa cena, ter sido atingido.

Segue

Medo de qualquer barulho. Das sirenes. Das buzinas. Dos gritos de horror e fúria dos torcedores fanáticos afiando suas facas em barrigas adversárias. Você podia estar passando por ali naquela mesma hora do estouro dessa energia ruim. O jogo podia acabar assim, sem vencedores, sem bola, sem gols, sem times.Medo de ser atingido por um carro desgovernado, dirigido por um bêbado que se divertia irresponsavelmente. Você podia estar passando ali, podia ser você. Sem socorro. Não é medo bobo. É medo. Na sua mais pura acepção, de sentimento de insegurança em relação a uma pessoa, situação, objeto, ou perante qualquer situação de eventual perigo, quando passamos então a enxergá-lo nas coisas mais bobas. O problema é que ele – esse medo – já não pode ser localizado. Pior, nem evitado. É geral. Você pode, podia, estar diante de todos esses perigos mostrados no noticiário e que dizimaram vidas, e que falam de personagens que não mais poderão contar suas histórias. Nós teremos de contar por elas. É medo generalizado que ataca até os corajosos. Nos tira a paz. Nos faz não querer sair de casa, pensar duas vezes antes de andar por aí. Angústia. Medo que nos prende e condena a uma prisão muito particular, a de nossos pensamentos – esses, sim, não sabemos por que estamos sendo condenados a temer. Na moral. Apavorados, vemos a situação estar saindo completamente do controle, e em todo o mundo que se dizia civilizado. Como naqueles violentos jogos de ficção a que assistimos em filmes e seriados, estes estão sendo rodados tendo a nós como protagonistas em tramas que dificilmente alguns roteiristas ousariam imaginar ver acontecer na vida real, mas onde se repetem de forma ainda mais cruel.

Segue II

Um fato um dia, o horror; no outro mais um o sobrepuja e faz com que esqueçamos continuamente, sobrando apenas a possibilidade de, ao fim, de tempos em tempos, mostrá-los como estatísticas impessoais, números, percentuais, comparações com o mesmo período do ano passado. Para que servirão? – você pensa. O medo também pode ser provocado por razões sem fundamento ou lógica racional. Mas não é deste que tratamos. Fantasmas, sacis, mulas sem cabeça viram nada diante dos demônios que tomam os humanos, deixando-os bestas irracionais e desmedidas, irreconhecíveis até por eles mesmos entre si. O nosso medo tem muita justificativa nesse momento urbano. (Marli Gonçalves, jornalista)

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4 respostas em “26 de julho de 2017

  1. Bom dia , lendo a reportagem sobre a igreja de itacuruca gostaria q o amigo verifica-se o nome correto da padroeira ..pelo q me disseram a algum tempo vindo pra própria paróquia o nome correto é Senhora de Santana e não Nossa Senhora de Santana. Agradeço o espaço e tenha um bom dia .

  2. Lauro!
    Capixaba continua guardadinho??
    Como anda o atual processo do Prefeito em exercicio??
    O Vereador q estava cheio de denuncias vai ter algum impedimento??
    Os vereadores de Itaxuruca fizeram algum projeto relevante para nossa cidade ou distrito??,pois fizcalizar prefeitura é um sonho….tem essas informacoes??<3kkkk

  3. Bom dia, professor Lauro.

    Eu estava neste ônibus da foto que quebrou no caminho, em Muriqui, antes de chrgae na Rio-Santos.

    Na ocasião, abri uma reclamação no DETRO, via Whatsapp, a qual foi registrada sob o número de protocolo 20170720788.

    Apesar de não confiar numa atuação eficiente do órgão fiscalizador, não deixo de formalizar meus registros em seus canais de atendimento. Colecionando-os, obtenho embasamento para levar esses casos a outras esferas.

    Abraço.

  4. Eu acho quase impossível a expresso voltar, inclusive a costeira, pelo que vai, poderá também está com os dias contados, na segunda feira um amigo meu fotografou quase 20 ônibus viação costeira pernoitando em postos de combustíveis na via Dutra em direção a São Paulo. Estes carros foram apreendidos pelo banco e recolhidos para leilão.

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