23 de julho de 2017

Frase do dia

Tudo depende de como olhamos para as coisas, e não de como elas são em si mesmas. (Carl Gustav Jung)

Blog o Peixotão

Novidade na área da cultura do município. Aproveitando a penetração das redes sociais e das ferramentas de internet, a Fundação Mário Peixoto acaba de criar um blog de acesso amplo através da rede mundial. Seu conteúdo pode ser acessado através do link: https://opeixotao.wordpress.com/

Uma palinha

Um dos primeiros conteúdos do blog é um curioso artigo da historiadora Miriam Bondim, a respeito de uma certa laranjeira que existia no município ao tempo do início da nossa colonização. Conta ela: “A história de Mangaratiba guarda muitas curiosidades, entre elas podemos citar o fato de uma laranjeira ter sido registrada como marco definidor de limites de terra,  na sua primeira carta de sesmarias, doada ao Bartholomeu Antunes e Dona Vitória de Sá, em 1618. O texto dessa petição é interessante por definir Mangaratiba como “costa braba”, termo que identificava terras de “índios brabos”, ou seja, habitadas por tupinambás. E, também, por marcar limite de terra com uma laranjeira. Essa misteriosa laranjeira marcou presença em diversos mapas como “Ponta das Laranjeiras”. Também, passou a denominar a localidade por muitos anos. Só após a construção da linha férrea, o local deixou de ser conhecido por “Laranjeiras” e ficou denominado como “Engenheiro Junqueira”, em homenagem ao engenheiro construtor da estrada de ferro que gostou do lugar e construiu, ali, uma residência.” (Leia o texto completo no novo blog O peixotão)

Será que consegue?

A situação de Sérgio Cabral não alterou os planos do filho dele, o deputado federal Marco Antônio Cabral. O herdeiro político do ex-governador sabe que, dadas as circunstâncias, terá de trabalhar mais do que os outros para se reeleger. Por isso, já começou a campanha. Ele vem viajando a várias cidades do interior do Rio com o objetivo de se manter vivo e conseguir os votos necessários para permanecer na Câmara a partir de 2019. (Fonte Radar: Revista Veja)

Dá para acreditar?

Com o colapso de governos populistas no mundo, e após 13 anos de uma gestão petista responsável por mergulhar o País na maior crise econômica e moral da história recente, é inegável até mesmo entre os próprios militantes do PT a urgência da revisão e modernização das ideologias e práticas da esquerda. Por iniciativa do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), o Instituto Dom José Gomes, de Chapecó, em Santa Catarina, ligado ao PT, resolveu lançar um curso de pós-graduação batizado de “A Esquerda no Século XXI”. Até aí, tudo bem. Reflexões plurais são sempre bem-vindas na democracia. Mas como se fosse uma piada de mau gosto, convidaram para ser uma das “professoras” do curso, que custará R$ 7.200,00 por aluno, ninguém menos que a ex-presidente Dilma Rousseff. Isso mesmo. A pessoa que conseguiu estraçalhar as bandeiras e a imagem da esquerda brasileira, pois em apenas seis anos de gestão foi capaz de aumentar a desigualdade sócio-econômica, tirar a sociedade da condição de pleno emprego para arremessar 14 milhões de trabalhadores para fora do mercado de trabalho e a afundar a economia nacional. Em seu fracassado governo, ela já dava aula: mas de como se quebrar um País em tão pouco tempo.

Segue

Suas pérolas são conhecidas e inspiradoras de memes nas redes sociais. Como não lembrar do dia em que Dilma quis ensinar o País a estocar vento? E o discurso em que afirmou que a bola, símbolo da nossa evolução, nos transformou em “homo sapiens” e “mulheres sapiens”? Fora o “respeito pelo ET de Varginha” e a célebre saudação à mandioca, “uma das maiores conquistas do Brasil”. Para usar outra expressão celebrizada por Dilma, nas aulas ministradas no instituto Dom José Gomes, em Chapecó, “nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”. Vai mesmo. A trajetória da jovem Dilma Vana Rousseff, militante que enfrentou a ditadura militar poderia até servir de inspiração. Mas essa, pelo que se sabe, não será a pauta das aulas. Nem mesmo o desempenho dela como ministra-chefe da Casa Civil no governo Lula deve servir de ensinamento, já que foi a partir de sua autorização que a Petrobras adquiriu o bilionário mico chamado refinaria de Pasadena, no Texas, apelidada de “ruivinha”, em razão da ferrugem que tomava conta das estruturas físicas da empresa. Além de constituir um exemplo bem acabado de tudo o que não se deve fazer em um governo, Dilma também deveria servir como modelo do comportamento que leva ao fracasso: jamais praticar a autorreflexão, a de não saber ouvir críticas e sequer permitir espaço para as ideias de seus auxiliares, e assumir-se como centralizadora e dona absoluta da verdade. Visto por esse ângulo, até que as aulas ministradas pela ex-chefe do Executivo poderiam ser produtivas. Algo como: “O que não praticar, por Dilma Rousseff”.

Outras “estrelas”

Entretanto, a disciplina para a qual ela está destacada não tem nada disso. Chama-se “Partidos Políticos e a Esquerda Brasileira” e será ministrada em parceria com o petista Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul e ministro das Cidades no governo Lula. Há 50 vagas para o curso, que deve durar um ano. Como há a procura de mais de 500 interessados, o Instituto Dom José Gomes deve fazer uma seleção, levando em consideração critérios da “atuação em entidades ligadas à classe trabalhadora”. Leia-se: petistas confessos. O curso terá o aval da Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, onde Dilma é conselheira. Além de Dilma, outras figuras carimbadas que monopolizam há anos o comando dos movimentos sociais farão parte do “corpo docente” da pós-graduação em esquerdismo, como João Pedro Stédile, líder do MST e Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, conhecidos por suas táticas de invadir propriedades privadas. Também integra o elenco de professores o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que nas últimas semanas se dirigiu às redes sociais para dizer que o juiz Sergio Moro condenou Lula a nove anos de prisão pelo fato de o ex-presidente só ter nove dedos. É melhor parar por aqui.

E por falar em saudade, vale recordar

Pérolas da “professora” Dilma: “Eu queria dizer que tenho muito respeito pelo ET de Varginha”. “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”. “O vento, podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento. Vamos supor que vente mais à noite, como eu faria para estocar isso?” “Então, aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil” “Para mim essa bola é um símbolo da nossa evolução. Nós nos transformamos em Homo Sapiens ou “Mulheres Sapiens”.

Autor: Prof. Lauro

Psicólogo, Professor Universitário, aposentado, e escritor, 72 anos, divorciado, três filhas e seis netos. Com residência de temporada em Itacuruçá desde 1950 e definitiva a partir da aposentadoria em 2001.

6 comentários em “23 de julho de 2017”

  1. Boa tarde, Prof. Lauro.

    Visitei o novo blogue da FMP e li o texto “Quem plantou essa laranjeira?”, escrito por Mirian Bondim: https://opeixotao.wordpress.com/2017/07/21/historia_mangaratiba/

    Achei interessante saber que, naqueles tempos da velha laranjeira, aqui era visto como “terra de índios brabos”, os valentes tamoios que não aceitaram ser subjugados.

    Mas o que dizer hoje em dia do nosso povo e de sua coragem?

    Cadê o Cunhambebe deste século XXI?!

  2. Boa tarde, Prof. Larto.

    Visitei o novo blogue da FMP e li o texto “Quem plantou essa laranjeira?”, escrito por Mirian Bondim: https://opeixotao.wordpress.com/2017/07/21/historia_mangaratiba/

    Achei interessante saber que, naqueles tempos da velha laranjeira, aqui era visto como “terra de índios brabos”, os valentes tamoios que não aceitaram ser subjugados.

    Mas o que dizer hoje em dia do nosso povo e de sua coragem?

    Cadê o Cunhambebe deste século XXI?!

  3. Dá para acreditar?
    “PT e PC do B assinam apoio a regime de Nicolás Maduro”.
    E eu achando que já tinha visto de tudo…

  4. A novidade do Município de Mangaratiba é a vinda de homens fardados, mas que não pertencem a União, Estado ou Município, ou seja , ninguém sabe quem são ou a quem pertencem. Se auto entitulam : GPAN ( grupamento de proteção ambiental nacional ). Segundo os mesmos trabalham em troca de doação dos comerciantes. Acho que já vimos algo parecido na Zona Oeste do Rio e sabemos como terminou. Até o filho do vereador da Locadora em sua rede social pede moção ao grupamento pela participação em um evento no Município e articula para que possam permanecer no município. Ou seja comerciantes, teremos homens fardados não pertencentes a nenhum ente federativo nas suas portas pedindo doação para suas atividades. Só pra lembrar, que o município já possui seu GPA, conforme decreto estadual, formado por agentes oriundos da guarda municipal e com curso específico na área. Portanto se não possui nenhum desses atributos , então é ILEGAL.

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