18 de junho de 2017

Frase do dia

Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até à consumação dos séculos, esse não se discute. (Jose Saramago)

Vocação turística

Estamos em mais um final de semana fora da temporada de verão e, mais uma vez se constata que o poder público continua sendo incapaz de criar alternativas para movimentar a economia local. Pescadores e guias de barcos de pesca reclamam, há anos, da falta de atuação do poder público no que diz respeito ao desenvolvimento da pesca amadora no município. Ações simples, que reduziriam a presença de “galhudos” capturando sardinhas dentro da baía e, com isso, aumentando o estoque pesqueiro de espécies tradicionais da pesca amadora. Ações que poderiam criar pontos de concentração de peixes pela simples colocação de obstáculos submersos (blocos de concreto), além de outras mais.

Vocação turística II

No ano passado, por interferência do ex-vereador André Banana, a administração municipal passada até que recuperou, depois de quase um ano de descaso, as escadas do pier turístico de Itacuruçá. Pois não é que dois dos quatro pontos de atracação de traineiras e saveiros já estão, novamente, com problemas para o embarque e desembarque de passageiros?

Entendendo a história

De acordo com o professor historiador da Universidade de Brasília as oferendas deixadas nas encruzilhadas eram uma forma dos negros alimentarem seus irmãos escravos que estavam fugindo dos feitores. Os pretos escolhiam lugares estratégicos por onde escravos fugitivos passariam e colocavam comida pesada: carne, frango e farofa porque sabiam da fome e dos vários dias sem comer desses indivíduos e deixavam também uma boa cachaça pra aliviar as dores do corpo e dar-lhes algum prazer na luta cotidiana. As velas eram postas em volta dos alimentos pra que animais não se aproximassem e consumissem o que estava reservado para o irmão em fuga e aí surge o que todos conhecem como “macumba”. (Carlos Akinjole)

Entendendo a história II

O fundador da filosofia ocidental foi condenado à morte por não adorar os deuses de Atenas e “corromper” a juventude com ideias não aceitas pela sociedade da época. Sócrates, foi a julgamento e teve a chance de renegar suas ideias. Preferiu beber cicuta. Pagou com a vida o preço da impopularidade, mas não abriu mão de seus conceitos. Com isso, ele deixava uma última lição clara: não é possível levar a sério as opiniões alheias o tempo todo. Muitas vezes, é preciso ter a coragem de assumir suas próprias posições, por mais complicado que isso seja. É difícil agir assim. Afinal, ser popular é prazeroso. Observe: em uma roda de conversa, sempre aparece aquela pessoa simpática, carismática, que conta piadas de que todos riem e sente o prazer de ser bem recebido pelo grupo. Sócrates fazia o contrário: abordava estranhos na rua e perguntava, insistentemente, o que era a felicidade, quais os motivos para realizar sacrifícios para deuses, ou por que homens que vão às guerras são tão valorizados. Era irritante porque demonstrava o quanto os lugares-comuns não se sustentavam logicamente. “Sócrates era o chato que ninguém quer por perto”, afirma o filósofo Robert Rowland Smith, autor de Breakfast With Socrates . “Suas perguntas irritavam quem não tinha interesse em debater com profundidade questões que parecem óbvias, mas não são.” Seus poucos discípulos entendiam o espírito de tantos questionamentos. Aristótelessugeria que a amizade verdadeira só poderia existir quando duas pessoas compartilhassem sal — ou seja, dividissem refeições, impressões, opiniões. Já Platão, registrou em seus mais de 30 diálogos socráticos a dialética do mestre. Suas conversas se iniciavam com uma pergunta, que resultava em opiniões do interlocutor, primeiramente aceitas. Depois, era mostrado o contraditório daquelas opiniões, levando o interlocutor a reconhecer seu desconhecimento sobre o assunto.

Para Sócrates, o importante era ter em mente que todos seus conceitos de vida podem estar errados. Por isso, precisam ser examinados até que provem ter lógica. Mesmo que isso traga impopularidade. Até porque, ninguém consegue ser popular e agradar a todos.

A volta do cipó de aroeira

O Ministério Público do Estado do Rio ofereceu denúncia nessa sexta-feira e pediu a prisão preventiva do ex-prefeito de Itaguaí Luciano Carvalho Mota, do ex-diretor de Informática da prefeitura David Brites de Macedo e do ex-secretário municipal de Administração, Fuad Sacramento Zamot, além de seis vereadores da cidade. Todos eles são acusados de integrar um esquema de remuneração ilegal de 112 funcionários fantasmas da prefeitura, por meio da inserção de dados falsos no sistema de informações municipais. O MP também pediu o bloqueio de bens dos acusados. Ao todo, 121 pessoas foram denunciadas — incluindo os 112 funcionários fantasmas, que devem responder por peculato. De acordo com o órgão, a denúncia foi oferecida pelo subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Institucionais e Judiciais, Alexandre Araripe Marinho, por delegação do procurador-geral de Justiça, MarfanMartins Vieira. O documento afirma que o ex-prefeito Luciano Mota, junto com os subordinados David e Fuad, desviaram R$ 1,2 milhão dos cofres municipais com o esquema, por meio de pagamentos de salário aos fabntasmas entre janeiro e março do ano passado. Os trabalhadores não tinham qualquer vínculo legal com a prefeitura e muitos não souberam sequer explicar com o que trabalhavam. A maioria citou funções como “fiscalização de ilhas, monitoramento visual de postes de iluminação, verificação do volume de águas de cachoeiras, controle dos buracos das ruas da cidade ou até medição da temperatura da água dos bebedouros das escolas municipais”, diz o MP, em nota. Os funcionários também não tinham qualificação compatível com o trabalho. Seus salários, no entanto, eram altos, e variavam entre R$ 5 mil a R$ 15 mil mensais. O MPRJ também está investigando o mesmo procedimento fraudulento nos anos anteriores, o que pode elevar o valor do rombo aos cofres públicos. De acordo com a investigação, a inclusão dos funcionários na folha de pagamentos foi determinada por Luciano Mota sem que nem sequer fosse editado qualquer ato regular de nomeação. O esquema, entretanto, foi executado em acordo com os vereadores denunciados Marcos Aurélio de Souza Barreto, Márcio Alfredo de Souza Pinto, Vicente Cicarino Rocha, Eliezer Lage Bento, Silas Cabral e Roberto Lúcio Espolador Guimarães, em troca de apoio político e também de “blindagem” do governo na Câmara Municipal de Itaguaí. Os vereadores ficavam com parte dos salários destinados aos apadrinhados. A quantia era repassada diretamente ou por meio de outras pessoas, para preservar a identidade dos políticos. (Fonte: Jornal Extra)

 

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11 respostas em “18 de junho de 2017

  1. Entendendo a história II.
    “Era irritante porque demonstrava o quanto os lugares-comuns não se sustentavam logicamente”
    Eu tento.
    Política,religião e futebol se discute sim.
    Tudo deve ser debatido.
    A razão não nasce do silêncio obsequioso.
    Nasce do contraditório para quem raciocina.
    Rebanho segue,não pensa.
    Confortável sem dúvida.
    PS.:Ao contrário de Sócrates , prefiro cachaça.Cicuta não combina com limão e gelo.
    “comida pesada: carne, frango e farofa ” também vão muito bem não só metaforicamente…

  2. Professor.
    Dúvida.
    Não é provocação.
    Eu juro(não cruzei os dedos).
    Charlinho se safou no Eleitoral.
    Corre que ele foi condenado a 14 anos e 6 meses (regime fechado , pois).
    É fato ?
    Ou fake new ?
    Esclareça se quiser.
    Ou souber.
    Talvez o Ilmo Sr.Dr.Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz saiba e possa trazer à Luz (perdoe a gracinha)

  3. Gostei também do “Entendendo a história I”, algo que jamais eu tinha imaginado que pudesse ser assim.

    Pois é. Desmistificando e ensinando, como respondeu um conhecido meu ateu num dos grupos de Whatsapp onde compartilhei a informação daqui com os devidos créditos.

    No entanto fico a pensar se realmente os que hoje fazem suas oferendas nas cidades e nas praias têm esse conhecimento e compreensão da História? Se pudessem ver as razões dos rituais, talvez os restribgussem a una tradição eventualmente praticada.

  4. FHC, 86
    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso completa 86 anos neste domingo (18). Atualmente ele preside o Instituto FHC, e também é um dos ‘imortais’ da Academia Brasileira de Letras.
    Ele aqui e Bill Clinton lá.
    Bons tempos…

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