2 de abril de 2017

Frase do dia

Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. (Milan Kundera)

Expresso Mangaratiba, o início do fim

Após o anúncio da transferência, pelo Detro, de dezessete linhas da Expresso Mangaratiba para outras empresas, os moradores de Itacuruçá perceberam que piorou, mais ainda, o serviço de transporte público no distrito. Na manhã de ontem, o intervalo entre os ônibus indo ou vindo para Itaguaí era de mais de uma hora.

Expresso Mangaratiba, o início do fim II

Afirma um morador do município: “Essa história da Expresso Mangaratiba é mais uma jogada de uma empresa que não respeita seus passageiros e muito menos seus colaboradores. A empresa simplesmente transferiu diversas linhas para a Viação Costeira devido ao fato de não ter condições de adquirir veículos suficientes para cobrir todas as linhas, porém, a mesma ainda vai continuar operando normalmente. Em uma jogada de mestre, a “Viação Costeira” vai continuar operando as seguintes linhas: 495 T: Barra da Tijuca x Nova Iguaçu; 118 T: Duque de Caxias x Mangaratiba – Via Nova Iguaçu; 454 U: Itaguaí x Itacuruçá; 453 T: Duque de Caxias x Cabuçu – Via Nova Iguaçu; 456 T: Duque de Caxias x Itacuruçá ; 455 U – Itaguaí x Muriqui; 120 T: Duque de Caxias x Itaguaí – via Nova Iguaçu; 452 T: Duque de Caxias x Muriqui – via Nova Iguaçu; 456 T: Duque de Caxias x Km 32 – Via BR 465; 450 T: Nova Iguaçu x Itacuruçá – Via Av. Brasil e 116 T: itaguaí x Mangaratiba – Via Br 101. O que percebemos é que a população do Municipio de Mangaratiba, principalmente os distritos de Muriqui e Itacuruçá continuarão reféns de um transporte caótico, irresponsável e descomprometido. Precisamos nos mobilizar. As reclamações deverão continuar, porém não em nome da Expresso Mangaratiba cujo no Detro é RJ 137 e sim em nome da Viação Costeira cujo o registro é RJ 225. A bagunça vai continuar. Em tempo ressalto que a Viação Costeira LTDA – EPP está registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Juridicas – CNPJ através no número 01.496.622/0001-15 e numa pesquisa ao site da Receita Federal, a única atividade dela é 49.21-3-01: Transporte Rodoviário Coletivo de Passageiros, com itinerário fixo, municipal. Ou seja a mesma não pode operar linhas intermunicipais. Atenção autoridades: uma grande oportunidade de virarmos de vez esta página ruim da história de nosso Municipio.” ( De um morador sonhador )

Mordomias

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral é acusado de ter desviado dos cofres públicos R$ 300 milhões. Sua mulher, Adriana Ancelmo, implicada por lavagem de dinheiro e crime organizado. Só em jóias, ela torrou R$ 6 milhões com o dinheiro sujo da propina. Os dois estão presos – Adriana, agora, em casa. Melhor exílio impossível. Mas seria de imaginar que ambos estivessem amargando dias terríveis nos desumanos presídios cariocas, como se vê pela TV. Ledo engano. Cabral, e antes também Adriana, é tratado com tantos privilégios que nem parece preso. É hóspede vip no sistema penitenciário, com regalias das mais variadas. Ao contrário dos demais detentos, Cabral dorme na biblioteca com ar condicionado, usa internet e celular na sala da administração, manda lavar em casa a roupa suja, encomenda comida em restaurantes de fora e, dentro da cela, que sequer possui tranca, desfruta do que os outros presos jamais podem almejar: três ventiladores e vaso sanitário, – os demais são obrigados a se contentar com o famoso “boi” (buraco no chão). Tudo com as bênçãos dos dirigentes do presídio, comandado pelo governador Luiz Fernando Pezão, afilhado político e ex-vice de Cabral. O mais escandaloso, porém, foi o que ISTOÉ apurou com exclusividade junto a fontes de Bangu 8: no dia 24 de dezembro de 2016, entrou na cela individual da detenta Adriana Ancelmo uma cesta de Natal recheada por peru assado, farofa com fios de ovos e arroz com passas. Os demais presos passaram o Natal à marmitex com arroz e feijão. ISTOÉ teve acesso ao registro de entrada da ceia natalina. Um manuscrito. A mordomia foi autorizada pelo próprio Secretário de Estado de Administração Penitenciária, Cel. Erir Ribeiro Costa Filho, ex-Comandante-Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro na gestão de Cabral. (Fonte: Revista Isto é).

Mordomias II

Para conseguir traçar um panorama do cotidiano da família Cabral em Bangu 8, ISTOÉ ouviu agentes penitenciários, parentes de outros presos, fontes ligadas à direção da cadeia e até do Ministério Público Estadual. Logo ao serem recepcionados, Cabral e Adriana foram agraciados com o primeiro privilégio: receberam colchões novos, sem uso. Os demais, não dispõem da mesma sorte. Dormem em colchões fétidos. Muitas vezes até no chão duro. Os dois puderam levar, ainda, roupas de cama e banho novas. Outra regalia: uma vez por semana, Cabral manda lavar em casa e recebe tudo limpinho de volta nos dias de visita. Para os outros presos a realidade é um pouco mais amarga: eles lavam suas roupas na própria cela. O Inspetor de Segurança de Administração Penitenciária e presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Rio, Wilson Camilo Ribeiro, disse à ISTOÉ ter provas de que o ex-governador dorme todas as noites na biblioteca com ar refrigerado do presídio. Cabral também se alimenta de comidas diferenciadas que pede à cantina, assim como Adriana fazia. Em alguns casos, os pratos são comprados em restaurantes externos. “Já entregaram aqui comida para eles, comprada no restaurante Espetto Carioca”, contou Ribeiro.”Adriana também usava internet na sala de Segurança e Classificação (onde fica a documentação dos presos) e chegou a receber uma pizza comprada na rua pela própria diretora da unidade Feminina de Bangu 8 (Rita de Cássia Alves)”, contou uma funcionária do setor, revoltada com o “poder paralelo” dos dois. A mesma fonte comprova que ex-governador recebe visitas fora de hora, como está no livro que registra a entrada de parentes e políticos e que foi mostrado à reportagem de ISTOÉ: entre 24 de novembro e 4 de março, por exemplo, foram 61 visitas, sendo que 32 feitas somente pelo filho Marco Antonio Cabral, que usa a prerrogativa parlamentar para encontrar o pai. Muitas dessas visitas, por serem em dias extras, não passam pelas vistorias de praxe. Até autoridades do governo Pezão, como o Secretário de Administração Penitenciária, já despacharam com Cabral, como se ele ainda fosse governador do Estado. (Fonte: Revista Isto é)

Mordomias III

Recentemente, descobriu-se que as câmeras de vigilância da unidade do ex-governador não estavam funcionando e, portanto, não havia controle de entrada e saída em sua cela. Na quinta-feira 23, a Justiça mandou recolher as imagens existentes. O juiz da Vara de Execuções Penais, Guilherme Schilling Pollo Duarte, analisa o material. “Simplesmente soltaram os fios das câmeras onde os presos circulavam. Dentro das unidades prisionais, era como estivessem blindados, nada era visto, nada passava pelo registro. O sistema penitenciário do Rio é composto por bandidos, em geral. É totalmente corrupto e desigual”, lamentou um integrante do quadro da Segurança estadual. A simples chegada do casal ilustre fez com que a rotina de Bangu 8 fosse alterada. E algumas vantagens acabaram se estendendo a todos. Por exemplo, como Cabral se recusou a vestir a calça do uniforme distribuído na cadeia, o uso de calça jeans, uma exigência do ex-governador, foi permitido a todos. O presídio também era rigoroso quanto à utilização dos tênis pelos detentos. Só poderiam ser fornecidos pela cadeia e limitados a dois tamanhos: 39 para mulheres e 44 para homens. Mesmo que a presa calçasse 35, como Adriana, ela teria de se contentar em andar com um sapato quase três dedos maior. Agora, a penitenciária possibilita que eles encomendem o calçado de casa. (Fonte: Revista Isto é)

Mordomias IV

Um ex-agente de segurança contou à ISTOÉ que o cardápio também foi incrementado. “Panqueca, lasanha, churrasco e até camarão, nada disso tinha para vender em Bangu 8, até porque os presos comuns não têm dinheiro para comprar. Agora, esses produtos fazem parte do cardápio”, afirmou. Cada preso tinha uma cota de R$ 100 para gastar por semana com a refeição. Depois da chegada da família Cabral, a cota subiu. Cabral e Adriana chegaram a gastar até R$ 400 por semana cada um. Os familiares dos detentos também só podiam entrar com duas sacolas de alimentos por semana. O casal ilustre exigiu três e a nova regra passou a valer para todos. Na última semana, ao ser transferida para a “prisão” domiciliar, um luxuoso imóvel no Leblon, a pretexto de ter de cuidar dos filhos, Adriana Ancelmo foi recebida debaixo de protestos. Pudera. No mesmo dia, outra detenta, em situação similar, teve sua liminar indeferida. Leide Diana Lopes Conde, também está em prisão temporária e é igualmente mãe de dois filhos – de 3 e 8 anos. O marido também está preso e recorreu à mesma justificativa da privação imposta às crianças do convívio materno. Mas o Código Penal que funcionou para Adriana, não valeu para Leide. E não se aplicam a tantas outras mães mantidas em cárceres Brasil afora. Adriana não pode ter acesso a celular, mas voltará a viver nababescamente em seu suntuoso apartamento. Para ela, o crime compensou. (Fonte: Revista Isto é)

Lista fechada

Para entender o que diz o noticiário político quanto à possível reforma eleitoral. O que é o sistema de” Lista Fechada”. É uma variante do sistema de eleição proporcional no qual o eleitor vota somente no partido e este é que determina a ordem de cada um de seus candidatos na lista de classificação. Antes da eleição, o partido apresenta a lista com o nome dos seus candidatos por ordem de prioridade. Esse sistema é utilizado na maior parte dos países que adotam o voto proporcional, mas não vigora no Brasil. (Fonte: Senado Federal)

Lista fechada II

Uma anedota para se refletir:” Garçom, me veja o cardápio, por favor.

– Nós não trabalhamos mais com cardápio, senhor.
– Vocês usam uma tabuleta, você me fala os pratos?
– Não, senhor, trabalhamos agora com lista fechada.
– Como assim, “lista fechada”?
– O senhor escolhe o restaurante (no caso, escolheu o nosso), e o nosso gerente escolhe o que o senhor vai comer.
– E o que é que eu ganho com isso?
– O senhor não precisa perder tempo escolhendo.
– Mas como vou saber o que vou comer?
– O senhor come o que o gerente achar que o senhor deve comer.
– Mas baseado em quê, se ele não sabe do que eu gosto.
– Baseado nos critérios dele.
– Que são…
– Ele pode querer que sejam os pratos mais caros. Ou os que usam ingredientes que estão com prazo de validade perto de vencer. Ou os que já estão prontos. Ou os que dão menos trabalho. Isso não cabe ao senhor decidir.
– Então eu me sento e… (Anônimo)

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3 respostas em “2 de abril de 2017

  1. Boa noite, Prof. Lauro.

    Apesar de muitos se dizerem felizes comentando nas redes sociais sobre o fato de essas dezessete linhas da Expresso Mangaratiba estarem passando temporariamente para outras concessionárias a partir de 08/04, outros andam a lamentar. Isto porque alguns trajetos como o de Muriqui – Itaguaí, Itacuruçá – Itaguaí e Mangaratiba – Itaguaí (via Muriqui e Axixá) permanecerão nas mãos do mesmo grupo que também é dono da viação Costeira…

    Conforme havia compartilhado ontem, ao comentar a postagem de 01/04 deste blogue, posso considerar uma grande vitória essas linhas da Expresso estarem agora sendo operadas por outras empresas, tendo acrescentado a necessidade de termos um sistema de transporte municipal integrado. Mas verdade é que já temos a Lei n.º 989, de 21 de janeiro de 2016, a qual criou novas linhas de ônibus distritais e interdistritais no Município que, segundo o seu artigo 1º, seriam estas:

    §1° – Linha 100-15 – Interdistrital entre o Centro de Mangaratiba X Serra do Piloto;

    §2° – Linha 110-15 – Interdistrital entre o Rubião X Mangaratiba (Via Praça da Bela Vista);

    §3° – Linha 120-15 – Interdistrital entre o Sahy X Conceição de Jacareí;

    §4° – Linha 130-15 – Interdistrital entre a Praia do Saco X Vila Benedita;

    §5° – Linha 140-15 – Interdistrital entre o Acampamento X Praia Grande;

    §6° – Linha 150-15 – Interdistrital entre o Vale do Sahy X Batatal;

    §7° – Linha 160-15 – Distrital entre o Acampamento X Junqueira;

    Infelizmente, essa iniciativa do governo anterior não saiu do papel! Pois o caput do artigo 2º que prevê “a concessão de serviço público, mediante procedimento de concorrência pública” jamais chegou a ser concretizado e acredito que tenha sido por causa do desinteresse da iniciativa privada e também da falta de credibilidade da própria Prefeitura em relação ao investidor. Até mesmo porque o artigo 7º da norma coloca o empresário totalmente nas mãos do arbítrio do prefeito a ponto de tornar o contrato precário com a imposição de multas e de novas obrigações, fazendo parecer uma autorização de serviço ambulante ou um aluguel de cantina de escola…

    Devemos levar em conta ainda que os trajetos previstos de algumas linhas na citada lei seriam relativamente longos para os passageiros esperarem pelo ônibus, podendo estes utilizar uma van que vá direto ao 1º Distrito. Deste modo, considero que o mais prático seria haver linhas que partem dos bairros e distritos ao Centro (ou à Praia do saco) com uma integração entre todas elas, semelhantemente como já venho defendendo desde uma postagem de 04/05/2013 no blogue “Proposta para uma Mangaratiba melhor”. Quer fosse através de um terminal de transbordo ou de um cartão exclusivo para consumidores cadastrados pagarem pelo serviço, tornando-se possível o usuário embarcar num outro ônibus urbano sem nenhum acréscimo de valor. Por exemplo, quem estivesse indo de Itacuruçá para o Batatal, bastaria descer no Ranchito e lá tomar gratuitamente um transporte para chegar ao seu destino.

    Neste sentido, uma boa solução seria a Prefeitura construir uma rodoviária próxima ao Ranchito, o que evitaria o tráfego de muitos ônibus pelas ruas do Centro e possibilitaria que os usuários aguardassem com conforto a sua condução ao abrigo de chuva e do sol forte. No mesmo local, porém em plataformas distintas, os ônibus intermunicipais também fariam suas paradas, o que facilitaria o embarque e o desembarque de passageiros, propiciando, consequentemente, o estabelecimento de guichês nos ônibus de “tarifa A” para a capital do estado, Niterói, Angra dos Reis, Paraty e Barra Mansa, obviamente que com a criação de novas seções em Mangaratiba pelo DETRO.

    Outro aspecto a ser observado é que precisamos criar alternativas para os usuários do transporte intermunicipal por meio de uma ou mais linhas que possam ir até à divisa de Itacuruçá com Itaguaí, tal como ocorre em Conceição de Jacareí quanto a Angra dos Reis e na Serra do Piloto em relação a Rio Claro. Logo, uma possibilidade seria o ônibus que partiria de Itacuruçá para o 1º Distrito passar em alguns horários na localidade de Itinguçu ao invés de seguir apenas pelo Axixá. Com isto, não só a viagem ficaria mais rápida como também possibilitaria que, na divisa, o passageiro embarcasse em outro ônibus urbano rumo ao Centro da cidade vizinha.

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