19/20 de novembro de 2016

Frase do dia

Sobre a imensa nação brasileira, nos momentos de festa ou de dor. Paira sempre a sagrada bandeira, pavilhão da justiça e do amor. (Hino à bandeira)

Esclarecimento

Na última sexta-feira, no início da tarde, por conta das chuvas, uma árvore  caiu em uma das ruas da Brasilinha, em Itacuruçá. Por causa do incidente, a região ficou sem energia elétrica e sem comunicação de internet. A questão da energia se resolveu perto da meia-noite. Já o acesso à internet ficou prejudicado durante todo o final de semana. Esse o motivo de não terem havido postagens no blog nos últimos dois dias.

Tempo de resposta

A queda da árvore demonstrou, mais uma vez, um problema recorrente no município. Notificada, a Defesa civil chegou ao local em menos de vinte minutos. Considerando que havia o comprometimento de fios da rede elétrica, eles comunicaram à Ampla quanto à necessidade da presença de equipes da concessionária para desligar a energia. Pois, a primeira equipe da concessionária só compareceu ao local cerca de três horas depois do alerta, o que induziu a Defesa Civil a realizar o corte da árvore mesmo sem os procedimentos prévios de segurança.

Pirraça

Fazendo jus ao apelido, herdado dos tempos em que era repórter de campo dos jogos de futebol narrados pelo locutor José Carlos Araújo, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Matheus, o “Garotinho” se portou como um verdadeiro menino birrento, ao ser transferido do hospital Souza Aguiar para o complexo prisional de Bangu.

Aliás

A fase ruim do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, parece estar só começando. Agora, é o seu diploma universitário que está sendo questionado. Segundo matéria do jornal O Globo, inconsistências em datas, documentos e carga horária de aulas põem em dúvida sua formação em Teologia, o que pode mudar seu destino no sistema carcerário. Detentos com curso superior ficam em Bangu 8, mais confortável que outros presídios do sistema. (Fonte: Jornal O Globo)

Vendi meu voto

A curta e direta frase que encabeça esta postagem foi proferida, com todas as letras, por uma varredora de rua de Itacuruçá enquanto aguardava, sob uma marquise, parar a chuva que impedia seu trabalho. Mesmo contestada por outros trabalhadores, ela se manteve irredutível em dizer que vendeu sim, e venderia novamente. Disse mais, que vendeu para três candidatos.

20 de novembro

Hoje foi dia de feijoada na Marambaia. Um ato de resistência dos moradores, descendentes dos escravos do comendador Breves, bem como de resistência a todas as tentativas da Marinha do Brasil em extirpar a comunidade de sua área histórica. Apenas para registro, comparecer ao evento depende de autorização prévia da Marinha.

20 de novembro II

As vezes,é preciso um olhar de fora para iluminar aquilo que já sabemos sobre nós, mas que muitas vezes não queremos admitir. O estudante de medicina Fleury Johnson veio do Togo, país africano, para estudar na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2011, esperando encontrar um país livre de racismos, xenofobias e outras doenças sociais, no qual os negros teriam acesso a tudo em oportunidades iguais. A realidade do Brasil, porém, lhe atropelou feito uma desagradável surpresa. Fleury então escreveu um impactante depoimento em seu blog, detalhando esse confronto com a realidade que lhe marcou profundamente, e que merece ser transcrito aqui – sob a estranha sensação de reconhecermos uma vergonhosa porém evidentemente verdadeira realidade brasileira. “Sou Fleury, estudante de medicina na UFRJ. Cheguei no Brasil em 2011 através de um programa de convênio entre o governo brasileiro e o governo do meu país. Fora do Brasil, temos a visão de um país onde os negros têm acesso a todos os patamares. Chegando aqui, a realidade é completamente outra.Eu me lembro que quando eu dizia que eu sou do Togo, as pessoas me perguntavam: o que é isso? Outros ainda perguntavam: fica em qual país da Angola? É o Congo? Eu dizia “não, é o Togo”, e tem infelizes que respondiam  “é tudo a mesma coisa”. A minha resposta era: então Argentina e Brasil é tudo a mesma coisa. O que mais me surpreendeu foi o dia que eu estava no ponto de ônibus na ilha do fundão e parou um carro na minha frente, e os alunos que estavam dentro do carro, e vestiam camisas da “engenharia UFRJ”, gritaram para mim: volta para o seu país, angolano. Eu fiquei triste mas não por mim, por eles. Fiquei me perguntando como alguém consegue passar para o curso de engenharia e não sabe que ser preto com cara de estrangeiro, não quer dizer ser angolano. Eu fui entender esse pensamento defeituoso um tempo depois: a imagem de que a África é um país, não um continente que tem 54 países. Outra coisa a mencionar é a história da África aqui vendida de pobreza e de miséria. (Fleury Johnson , estudante de medicina)

Anúncios

Uma resposta em “19/20 de novembro de 2016

  1. Ó grande cultivador da educação Brasileira!
    A pergunta que não quer calar!Quem será, o gurú de Mangaratiba?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s