02 de novembro de 2016

Frase do dia

Oh, pedaço de mim. Oh, metade exilada de mim, leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais. (Pedaço de mim – Chico Buarque)

Pesca na baía

O que falta para Itaguaí, Mangaratiba e Angra dos Reis se juntarem em busca de uma legislação conjunta e fiscalização rigorosa para, literalmente, salvar a nossa baía no que diz respeito à questão da pesca? Há cinquenta anos, a principal atividade econômica da região era a pesca. Havia, inclusive, um vagão do primeiro trem para o Rio de Janeiro destinado, exclusivamente, ao transporte do pescado. Antes disso, no governo Getúlio Vargas, chegou-se a implantar uma escola de pesca na Marambaia. Bem mais adiante, já nos anos noventa, todos os dias, pescadores amadores de várias regiões tinham Itacuruçá ou a ilha da Madeira como ponto de partida e chegada de seus dias de lazer no mar. Últimamente, contudo, a presença desses grupos tem diminuído sensívelmente. O motivo, a visível diminuição dos estoques pesqueiros.

Pesca na baía – causas

São vários os motivos para o declínio da atividade pesqueira, tanto artesanal quanto esportiva na região. O principal deles, sem dúvida, a implantação de grandes projetos econômicos que afetam a baía, como a base de submarinos, o porto de Itaguaí, o porto da LLX, o terminal da Guaíba, o terminal de Angra dos Reis. Outros empreendimentos também concorrem, como a implantação de empreendimentos imobiliários em áreas que deveriam ser de presevação ambienlat, como os manguezais. Em terceiro lugar, e não menos importante, a presença constante das traineiras dedicadas à pesca da sardinha para ser usada como iscas na pesca oceânica.

Pesca na baía – situação atual

Quando alguém mais vivido conta a um jovem que já viu um pescador fisgar um “mero” de duzentos quilos, ou que era possível capturar lagostas de bom tamanho nas “tocas” ao redor das ilhas, ou ainda, capturar robalos de bom tamanho mesmo da beira da praia, logo percebe o olhar de desconfiança de seu interlocutor que não diz, mas pensa: “isso é história de pescador”. O fato é que nesse meio de ano, vários grupos de pescadores esportivos foram ao mar e voltaram, ao fim do dia, frustrados, trazendo poucos e pequenos peixes.

Pesca na baía – primeiros passos

Há duas semanas, um grupo de verdadeiros pescadores esportivos realizou, a partir de Itacuruçá, O primeiro Desafio de pesca em caiaque. O evento foi um grande sucesso, em termos de movimentação do turismo fora da alta temporada. Nas palavras de seus organizadores: “Foi uma festa bonita, com contratempos, mas graças a Deus ficou tudo dentro da ordem. Fizemos um trabalho de conscientização com relação a espécie e tamanho de peixe, limpeza na praia  (distribuição de sacolas para recolher o lixo. O melhor de tudo conseguimos mais de meia tonelada de alimentos não perecíveis para uma instituição apadrinhada pela prefeitura,  mesmo não tendo apoio da prefeitura.”  

Pesca na baía – o caminho a seguir

O principal destino turístico brasileiro para a pesca amadora é o pantanal matogrossense. O Pantanal tem suas regras próprias a fim de preservar os recursos pesqueiros, que devem ser respeitadas pelos pescadores. Até o final de fevereiro, por exemplo, é permitida somente a prática do pesque e solte. A partir do dia 1.º de março, os peixes podem ser levados para casa, desde que respeitadas algumas normas. Uma delas é a quantidade que cada pescador pode pegar, no máximo dez quilos de peixe mais um exemplar de outro. Outra regra é em relação ao tamanho mínimo dos peixes. O dourado, por exemplo, deve ter, no mínimo, 55 centímetros; o pacu, 45; o pintado, 80 e o barbado, 60 centímetros. Se não tiverem essas medidas mínimas devem ser soltos. Para pescar no Pantanal é preciso ter a Autorização Ambiental para Pesca Desportiva. (Fonte: Governo do Mato Grosso)

Non sense

Se você tem sobrenome “Santos”, parabéns pelo dia de ontem. Afinal, ontem foi “dia de todos os Santos”.

Finados – em memória dos que já foram

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