22 de outubro de 2016

Frase do dia

Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará. (Como uma onda, Lulu Santos)

Arrastão

Há muitos anos, alguém falar em arrastão em Itacuruçá certamente estaria se referindo a pessoas puxando redes de pesca na orla em busca de siris e camarões. Também era possível estar se referindo a um pequeno restaurante que funcionava onde é, hoje, a padaria da praia. Pois, a realidade mudou, e muito. Na noite de quinta para sexta-feira o temido “arrastão” que vez por outra aterroriza os frequentadores das praias do Rio de Janeiro, deu o ar de sua graça em Itacuruçá.

Arrastão II

Eram cerca de vinte e duas horas quando três elementos, armados, ocupando um barco azul de alumínio, desceram na praia de Itacuruçá, assaltaram cerca de quinze pessoas em cinco quiosques, deram 3 tiros pra cima e navegaram de volta em direção a Muriqui. Todas as famílias que estavam na praia correram pra suas casas. Colaborou para o incidente a escuridão na praia e nas ruas de Itacuruçá.

Arrastão III

Um dos primeiros relatos a respeito desse crime, divulgado em uma rede social, foi do ex-vereador Giovane Kede, morador do distrito há mais de setenta anos. Disse ele: “Foram 15 pessoas assaltadas. Acho de suma importância, a presença da polícia militar em Itacuruçá quando o comércio encerra suas atividades à noite. Acho também que não custa nada fazer uma ronda até tarde da noite dando segurança ao comércio dos quiosques na praia. Nossa cidade é balneária e vive do turismo. Requer segurança.”

Arrastão IV

No inusitado e ousado assalto, os bandidos inovaram tanto para chegar quanto para fugir. Utilizando uma pequena lancha, seguiram em direção a Muriqui e logo desaparecendo na escuridão do mar fugindo, assim, de um eventual cerco policial. Mesmo que houvessem meios de perseguição, até que houvesse a mobilização de uma lancha da Marinha, por exemplo, eles já estariam longe de serem alcançados.

No cumprimento do dever

Apesar de estar terminando o seu mandato na Câmara Municipal, o vereador Alan Bombeiro apresentou dois projetos de lei na sessão da última quinta-feira que, caso aprovados, serão importantes contribuições para Mangaratiba. Um deles, o de n.º 59/2016, propõe critérios para a contratação de fornecedores do Município, dando outras providências. O objetivo desse primeiro projeto de lei é proteger a moralidade administrativa, evitando o abuso do poder político e econômico impedindo que tanto a Prefeitura como a Câmara Municipal contratem fornecedores que não tenham idoneidade para prestar serviços ao Poder Público. Segundo ele,  a legislação municipal deve proibir a contratação de empresas condenadas em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, bem como em relação à: economia popular, a fé pública, a fazenda pública, a administração pública e o patrimônio público; ao patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência; o meio ambiente e a saúde pública; à lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; ao tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; à de redução à condição análoga à de escravo; contra a vida e a dignidade sexual; e aos atos praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando. Se aprovado, o projeto de Alan, certamente será uma excelente possibilidade para Mangaratiba seguir um novo rumo.  Quanto ao segundo projeto o de n.º 60/2016, a proposta é assegurar às pessoas com deficiência visual o direito de receberem as guias de IPTU confeccionadas em código Braille.

Aviso aos navegantes

Pelo menos três pessoas foram conduzidas coercitivamente, nesta quinta-feira, numa operação do Tribunal Regional Eleitoral sob a acusação de difamação de candidatos pela internet em municípios da Baixada Fluminense. No endereço do escritório que foi alvo da apreensão, em Nova Iguaçu, fiscais do tribunal encontraram material de campanha do candidato a prefeito Rogério Lisboa, que disputa o segundo turno naquele município contra Nelson Bornier. O juiz responsável pela propaganda eleitoral, Marcelo Rubiolli, disse que os acusados comandavam uma “central de boatos” por meio de três computadores. Segundo o magistrado, o trio detido espalhava charges e reportagens com conteúdos difamatórios por meio de perfis falsos em redes sociais. Os suspeitos também seriam responsáveis por gerenciar o perfil oficial da campanha de Lisboa e também produziriam pesquisas de intenção de voto sem registro, o que é proibido por lei. Oos acusados criavam perfis falsos onde estavam ancoradas fan pages que criam esse conteúdo digital difamatório. Os detidos trabalhavam para o candidato, mas também produziam esse tipo de propaganda negativa contra outros candidatos em Queimados, Mesquita e Casemiro de Abreu, segundo o juiz Rubiolli. O artigo 57 da lei das eleições proíbe o gerenciamento de escritórios para mídia difamatória e prevê pena de até quatro anos de prisão. (Fonte: O Globo)

Pode piorar?

Para enxugar a folha de pagamento, o governo estadual avalia reduzir em 10% os salários de servidores concursados e comissionados e diminuir a carga horária do funcionalismo. Segundo fontes, o Palácio Guanabara trabalha na elaboração de um decreto que deverá ser publicado no Diário Oficial nos próximos dias. Para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal o estado fica autorizado até mesmo a demitir concursados. A redução no número de secretarias deve ser maior do que se imagina: das 20 atuais para algo entre 8 e 12. Sobre o impacto para servidores concursados, o advogado trabalhista André Viz avalia: “Tem uma lógica, que seria reduzir proporcionalmente a carga horária. Mas é uma questão delicada, porque você altera uma relação já construída. A princípio, vejo prejuízo ao servidor público.” (Fonte: O Dia)

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