06 de julho de 2016

Frase do dia

Não morda um prazer antes de certificar-se de que não tem um anzol oculto. (Thomas Jefferson)

Tragédia

Os mergulhadores do Corpo de Bombeiros localizaram e resgataram na manhã de ontem o corpo de uma criança de cerca de seis anos que morreu afogada nas proximidades da Pombeba no último domingo. Ao que se sabe, os pais estavam pescando na região quando permitiram que cinco crianças ficassem brincando em um bote. Uma súbita onda ou rajada de vento virou a embarcação. Quatro das crianças foram resgatadas, mas uma desapareceu.

Maré vermelha

Apesar de ser feriado em Itaguaí, o subsecretário de pesca do município vizinho e morador de Itacuruçá Giovanni Kede, foi ontem ao Rio de Janeiro para se informar, junto ao INEA, sobre uma possível contaminação de mariscos que já teria provocado a suspensão do consumo desses frutos do mar na costa norte de São Paulo. Pelos indicativos, a chamada “maré vermelha”, que já determinou a interdição da produção de ostras em Santa Catarina e Paraná, jé está chegando na nossa região.

Resposta padrão

Aqueles que enviarem denúncias ao TRE a respeito das eleições do corrente ano, receberão a seguinte resposta: “Prezado Eleitor. O Tribunal Regional Eleitoral agradece sua contribuição à democracia. Sua denúncia foi processada e encaminhada à zona eleitoral com atribuição para fiscalização eleitoral. Denúncias podem ser encaminhadas diretamente ao email propaganda.eleitoral@tre-rj.jus.br, e, pelo facebook, em Denúncias Eleitorais RJ 2016.
Ajude-nos a fazer eleições limpas. Att. Marcello Rubioli, Juiz Eleitoral, Coordenador de Fiscalização de Propaganda Eleitoral”

Cancelado

Foi cancelada a sessão extraordinária da Câmara Municipal de Mangaratiba marcada para o dia 12 de julho a fim de votar a Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 01/2016. A iniciativa prevê a regulamentação de benefícios adquiridos pelos servidores públicos municipais.
Conforme estipulado pelo presidente da Casa, vereador Vitor Tenório dos Santos (DEM), a votação aconteceria a portas fechadas para evitar desordens como as ocorridas no dia 30 de junho quando manifestantes tumultuaram a sessão e inúmeras pessoas foram impedidas de entrar no prédio para acompanhar a reunião. Com o cancelamento, não há previsão para que a matéria volte à pauta para a apreciação dos vereadores. Fonte: Jornal Folha Real)

Adeus, Bangu 8

Com a condenação ocorrida há duas semanas, o ex-prefeito Capixaba também perdeu o direito a permanecer no presídio Bangu 8, destinado a portadores de curso superior e políticos no exercício do mandato. Ele foi transferido para o presídio Bangu 10, que é uma etapa de triagem destinada a selecionar onde serão cumpridas as penas definitivas. O Capixaba corre o risco de seguir para a penitenciária Alfredo Tranjan, mais conhecida como presídio Bangu 2, onde fica “a geral”, caso não consiga comprovar sua condição de portador de diploma de curso superior.

O que passa o Capixaba

O trecho a seguir foi publicado pelo estudante Igor Mendes a respeito de sua prisão no complexo de Gericinó. “O Complexo Penitenciário de Gericinó é o maior conjunto de presídios do Brasil. Deve ter em torno de 35 mil presos – uma cidade. Uma cidade muito particular, certamente, cercada por muros altos e grades, e homens armados nos tetos. Uma cidade na qual, atrás dos seus portões de ferro, as leis do país e conquistas humanas que já datam mais de duzentos anos, como a própria noção de direitos, só valem até certo ponto, variando de acordo com o administrador de cada presídio, com o status social do preso ou até mesmo com o humor dos funcionários de plantão. Nesse meio ano que estou aqui já vi muitas coisas, já ouvi muitas histórias. Pretendo contá-las, sem dúvida: quando aquilo que acontece atrás desses muros deixar de ser invisível, é possível que muitas opiniões sejam revistas, inclusive a noção tão difundida que “leis mais duras” e cadeia podem ser a solução para as profundas mazelas sociais e suas consequências que nos assolam secularmente. Mas a hora de cumprir essa tarefa, plenamente, ainda não chegou, mesmo porque eu continuo aqui, a via-crucis não terminou. Queria apenas compartilhar com vocês um pouco dessa experiência, não através de uma análise sociológica, tanto porque existem pessoas mais competentes para isso assim como porque não disponho de nenhum material de pesquisa, e sim pintando um quadro humano desse lugar. Desses 180 dias o primeiro mês foi, sem dúvida, o mais difícil. Todo o estresse que envolve a prisão, a sensação de não saber, enquanto aguardava transferência da cidade da Polícia para Bangu o que me esperava. O contato com celas e algemas, o pensamento febril concentrado sobre todas as coisas que precisavam ser feitas, e agora teriam que ser adiadas. Dentro da cela temporária, ainda na Polícia Civil, guardei uma frase deixada por algum infeliz que por lá passara: “A cadeia é longa, mas não é perpétua”. Foi a primeira vez que li essa que é uma das máximas do universo na prisão. Há outras, como, por exemplo, “Não confie em ninguém”, “Quem fala menos, erra menos”, e por aí afora. Por volta das três horas da tarde daquele 03 de dezembro cheguei ao presídio Bangu 10, atual triagem do sistema prisional. Em média os detentos permanecem lá dois, três ou quatro dias, após os quais são transferidos para outras casas de custódia e penitenciárias. Sendo uma cadeia de triagem, ela não assegura aos detentos alguns direitos básicos que tornam a sua vida mais suportável, como banho de sol ou acesso a itens levados pelos familiares. Vive-se rigorosamente com o que fornece a prisão, o que significa uma vida miserável. Esse período eu o enfrentei todo isolado numa cela, sem dela sair para nada (exceto para falar com os advogados), e me lembro que quando, no fórum, me olhei no espelho.”

Apesar do Toffoli

A Justiça Federal, em São Paulo, bloqueou R$ 102 milhões dos investigados da Operação Custo Brasil. Entre os alvos da decisão estão o PT, o ex-ministro Paulo Bernardo, o ex-tesoureiro do partido Paulo Ferreira e pessoas jurídicas que teriam envolvimento com o esquema Consist – empresa de software que teria desviado R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento na gestão Paulo Bernardo. A decisão é do juiz Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O bloqueio tem caráter solidário, ou seja, cada investigado terá que desembolsar uma parte dos R$ 102 milhões. Este valor é correspondente a desvios do esquema Consist – fraudes em contrato de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento. Sob o comando de Paulo Bernardo, que liderou a Pasta de março de 2005 a janeiro de 2011 no governo Lula, o Planejamento assinou acordo com o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar e a Associação Brasileira de Bancos. Essas entidades contrataram a Consist para desenvolver o sistema de gerenciamento e controle dos créditos consignados. De 2010 a 2015, o esquema teria gerado R$ 100 milhões em propinas sobre o contrato da Consist. (Fonte: Revista Isto É)

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