17 de abril de 2016

Frase do dia

O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles. (Simone de Beauvoir)

É hoje

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal que não anulou o parecer de Jovair Arantes, como queria o governo, os aliados do vice Michel Temer ganharam mais argumentos para reunir votos pró-impeachment. Mas o governo continuou em campo para tentar reverter a posição de cerca de 30 deputados federais. Hoje, o grupo de Temer diz ter entre 360 e 370 votos a favor do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Mas assegurados mesmo seriam 360, uma margem apertada, já que são necessários 342 deputados. Os articuladores da presidente dizem possuir votos para barrar o pedido, mas as contas mais realistas no Palácio do Planalto apontavam na tarde de sexta um suporte entre 130 e 140 votos, o que seria insuficiente. Daí a busca por cerca de 30 votos, o que tornaria a disputa bem apertada no plenário da Câmara. Em resumo, no início da noite de sexta, a tendência ainda seria a aprovação do pedido de impeachment, mas faltavam cerca de 48 horas até o momento decisivo. (Kennedy Alencar, rádio CBN)

Último trunfo

O trem político desgovernado, que aponta para o afastamento da presidente Dilma no dia de hoje, ainda pode apresentar uma novidade, a participação dramática do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowsky. Os indicadores são dois, quais sejam: o ministro permaneceu em Brasília neste final de semana, o que significa que ele está habilitado a receber e decidir, de forma monocrática, sobre qualquer recurso que seja apresentado ao STF. Segundo, após a decisão do plenário, na última sexta-feira, ele afirmou; Que fique essa fundamentação na ata, que acabo de explicitar, para que essa questão da tipificação possa eventualmente ser reexaminada no momento oportuno. […] Não fechamos a porta para uma eventual contestação no que diz respeito à tipificação dos atos imputados à senhora presidente no momento adequado”. Essa declaração do ministro deixa margem para o governo questionar no Supremo se acusações contra Dilma no processo, a prática das chamadas “pedaladas fiscais” (uso de bancos públicos para bancar programas sociais) e a assinatura de decretos de Dilma que abriram créditos incompatíveis com a meta fiscal poderão ou não ser caracterizadas como crimes de reponsabilidade. Somente esse tipo de crime justifica o impedimento de um presidente da República.

Me engana …

Na última sexta-feira o governo da presidente Dilma divulgou que “por conta de abaliações políticas”, decidira não mais convocar rede nacional para explicações a respeito do processo em curso na câmara dos deputados. A verdade dos fatos é que a juíza Solange Salgado, da 1ª Vara do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, do Distrito Federal, concedeu liminar em ação popular proposta pelo líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Antonio Imbassahy, e proibiu a presidente da República, Dilma Rousseff de convocar cadeia nacional de rádio e televisão para veicular pronunciamentos contra o impeachment.  A juíza pede ainda que a presidente se abstenha de afirmar, nos possíveis pronunciamentos, “que há um golpe em curso no país”, alegar que“defensores do impeachment podem até ter suas justificativas, mas que a história os deixará com a ‘marca do golpe’“, e ainda “que não pesa nenhuma denúncia de corrupção contra ela”. A magistrada pediu que Dilma e o representante judicial da presidente sejam citados e intimados urgentemente, “ambos via mandado de intimação, acompanhado de cópia integral do processo” para prestarem esclarecimentos.  O pronunciamento, gravado na manhã de hoje, deveria ser veiculado nessa noite, mas o governo o suspendeu a pedido da Advocacia-Geral da União. O governo ainda tinha planos de veicular as palavras de Dilma contra o impeachment amanhã à noite, ou mesmo nas redes sociais.(Com Estadão, Conteúdo)

Conversas de alcova

O senador Otto Alenca reuniu-se com Lula no ministério extraordinário do quarto de hotel. Conversaram sobre impeachment. Otto relatou a experiência a pelo menos três colegas. Disse que Lula lhe pediu ajuda para desencavar votos na Câmara contra o impeachment. Otto comprometeu-se a conversar com a bancada de deputados federais do PSD da Bahia. Porém, Otto avisou: “Se chegar ao Senado, não terei como votar contra o impeachment.” Eis a resposta de Lula, segundo o relato do senador: “Se chegar ao Senado, Dilminha terá que entender que acabou”. (Josias de Souza)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s