14 de abril de 2016

Frase do dia

Os cidadãos têm medo do futuro. Os políticos têm medo do passado. (Chico Anísio)

Estado falido

Nem só os aposentados e pensionistas sofrem os efeitos da crise que se abate sobre o Rio de Janeiro. Ontem, um evento prosaico mostrou o quanto ela pode ser profunda. Os alunos do colégio Estadual Montebello Bondim, em Muriqui, não puderam fazer provas e foram dispensados no meio da manhã por falta de papel para “rodar” as provas.

Tá feia a coisa

Relato divulgado em uma rede social noticiou que um ônibus da Expresso Mangaratiba, que seguia para Itaguaí por volta das seis e meia da manhã de ontem, foi tomado por dois assaltantes armados que o desviaram para o arco metropolitanto. Segundo o relato de uma das vítimas, eles falavam que se tivesse policial à paisana meteriam bala. Levaram dinheiro, celulares e cartões de banco e todos os documentos dos passageiros. O relato é de Sandrellu Araújo, cujo marido foi uma das vítimas.

Renomeando Mangaratiba

Há um morador de Itacuruçá que é vítima constante de seus amigos graças a seus erros de pronúncia. Ele chama o peixe corvina de “cruvina”; que a esposa fez um delicioso “gogó de camarão”; que morou muitos anos no “Grejeú”. Até aí, tudo não passa de brincadeiras e risadas de botequim. No entanto, anda por aí um candidato a prefeito que segue o mesmo caminho, vez que já disse que comprou uma casa no “Assaí” e que vai visitar moradores da ilha do “Guaiamum”. Não seria no Sahy e Jaguanum?

Reclamação cidadã

Como nos mudamos para Muriqui e queremos prestigiar nosso município, fomos ao TRE de Mangaratiba para transferirmos nosso título e podermos votar aqui. Qual não foi nossa surpresa ao nos depararmos com dois indivíduos mal educados e totalmente despreparados que, sem nem nos olhar, pois estavam “ocupados” teclado na Internet, disseram que não poderiam fazer a transferência pois já estava lotado (não tinha ninguém por la) pois já estava no fim do período de transferência. Pelo que consta a mesma pode ser feita até 04 de maio. Essas pessoas não têm a menor condição de fazer um atendimento e precisam ser recicladas com urgência. Ou então substituídas por gente competente. (Josenete Abrão)

Vida de servidor

Com 17 anos dedicados ao serviço público e duas matrículas na rede estadual, era de se esperar que a professora Célia da Costa Moreira, de 61 anos, tivesse uma situação financeira, no mínimo, estável. A realidade, no entanto, está longe disso. A servidora sente na pele os efeitos da crise financeira do estado. Com as sucessivas mudanças no calendário de pagamento dos servidores (primeiro para o 7º dia útil, depois para o 10º), Célia deixou de quitar as contas em dia e foi bombardeada por multas e juros. O problema virou uma bola de neve de consequências catastróficas: o telefone e a TV a cabo já foram cortados, e a internet está com os dias contados. Para evitar o corte da luz, Célia se viu obrigada a parcelar a dívida. Em 17 anos de estado, eu nunca havia tido um salário atrasado. Como servidora concursada, espero poder ao menos pagar o aluguel em dia. Hoje, nem isso eu posso. A via crúcis de Célia começou no fim do ano passado, quando o estado sugeriu que os servidores fizessem um empréstimo bancário no valor do 13º salário. Célia seguiu o conselho, mas, por causa do empréstimo, ficou impedida de fazer refinanciamentos que já havia programado. Seu planejamento financeiro foi por água abaixo. Agora, a servidora, que sustenta a filha e o apartamento onde mora, em Niterói, precisa contar com a ajuda de amigos para encher a geladeira. “É constrangedor, mas essa é a situação atual dos servidores.” (Reportagem de Pedro Zuazo, Jornal Extra)

Reta final

A decisão do PP de votar a favor da abertura de processo de impeachment torna provável a queda da presidente Dilma Rousseff. Coloca o governo numa situação de imensa fragilidade política. A expectativa do governo era ter o apoio de cerca de 20 dos 47 deputados do PP. Se esse número ficar em oito ou nove, gerará efeito semelhante em legendas como PSD, PR, PROS, PRB e outros partidos médios e pequenos. O governo, que contabiliza aproximadamente 200 votos garantidos contra o impeachment, poderá ver essa conta descer para algo entre 140 e 150. A oposição, que declarou ontem ter atingido 342 votos, os dois terços de que precisa, poderá chegar à faixa dos 370 a 380 deputados a favor do impedimento. A votação no plenário da Câmara está prevista para domingo. O governo terá pouco tempo para estancar a sangria e reverter apoios que perdeu. Só uma reviravolta poderia impedir a queda da presidente Dilma Rousseff. É impossível barrar o impeachment? Não. É improvável que o governo consiga? Hoje, a resposta realista seria sim. É improvável. (Kennedy Alencar, rádio CBN)

Baile da ilha fiscal

A Ilha Fiscal, a menos de um quilômetro da Praça XV, no Rio de Janeiro, é conhecida historicamente como o local do último baile do Império do Brasil, ocorrido em 1889, ano em que o país passou à República. Pois, Brasília será palco no próximo domingo de um dos mais importantes episódios da historia da política brasileira atual: a votação do impeachment no plenário da Câmara dos Deputados contra a presidente Dilma Rousseff. Para a ocasião, manifestantes contra e a favor já chegaram a Brasília para acompanhar a votação na Esplanada dos Ministérios, que foi dividida por uma cerca para evitar confrontos. A chegada dos manifestantes petistas contra o impeachment de Dilma chamou atenção. Enquanto as cerca de 25 pessoas pró-impeachment instalaram 14 barracas e se hospedaram ao ar livre no Parque da Cidade, os sindicalistas do PT foram para o luxuoso hotel Royal Tulip, no Setor de Turismo e Hotéis Norte, o mais caro de Brasília. Segundo o setor de reservas do Royal, a diária no quarto simples, de 36 metros, para duas pessoas, com duas camas de solteiro e vista para o Lago Paranoá, custa R$ 421 por dia, mais 15% de serviço, que dá total de R$ 484, por pessoa. (Fonte: Cláudio Humberto)

A propósito

O nome antigo da Ilha Fiscal, antes da construção do palácio em estilo gótico seguindo os moldes de um típico castelo do século XIV, em Auverne, sul da França, era “Ilha dos ratos”. Muito apropriado, pois não?

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2 respostas em “14 de abril de 2016

  1. Vida de servidor.
    Professor:
    Soube,com horror,que o Estado do Rio,graças à uma cagada fiscal eleitoreira do finado Mantega ,que permitiu novos financiamentos de estados caloteiros,compromete com a folha 110% da arrecadação.
    Não há solução nos próximos tempos.
    Enquanto isso minha sogra aposentada de 91 anos passa pelo vexame de recorrer a parentes para sobreviver.
    A bem da verdade nosso Município vem pagando em dia(às vezes adiantado)nossos servidores e mantendo os serviços(bem ou mal,diga vc)funcionando.
    Diante da catástrofe petista que se abateu sobre nós, considero um milagre.

  2. Qual a opinião dos vereadores e do prefeito sobre o impeachment? Nesse momento de crise moral é preciso escolher um lado, o povo de Mangaratiba merece saber o que pensam seus governantes.

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