02 de abril de 2016

Frase do dia

O Brasil precisa, muito mais, que contenhamos o governo nos seus arbítrios, que a imprensa nos seus excessos. (Nilo Peçanha, em 1910)

Pega na mentira

O dia de ontem sempre foi conhecido como o “dia da mentira”. Nada mais apropriado, então, para ser a data limite da promessa feita pelo presidente do Detro quanto à Expresso Mangaratiba. Disse ele em dezembro, quando pressionado pela população: “Em fevereiro, mais tardar março, faremos nova licitação para colocar outra empresa para substituir a expresso.”

Assim vai

Encontro entre prefeito e comandante pode resultar no aumento do policiamento na cidade. A Prefeitura deverá aderir ao Programa Estadual de Integração na Segurança ganhar um aumento no número de policiais militares nas ruas. Este mecanismo permite que o policial em dia de folga trabalhe como “extra”. A diferença neste caso é que o município seria responsável pelo pagamento dos serviços prestados pelo PM no dia em que trabalhar. Essa medida foi uma possibilidade apresentada pelo comandante do 33° BPM, tenente-coronel Luiz Régis, durante um encontro formal na sede da Prefeitura, com o prefeito Ruy Quintanilha, vereadores e militares, ontem. O prefeito solicitou ao comandante um estudo de efetivo considerado ideal para atender a cidade e aumentar a segurança. O comandante comprometeu-se a entregar este estudo na próxima segunda-feira. Após este levantamento será possível analisar a viabilidade de adesão ao Proeis. Enquanto isso, o Comando prometeu mais atuações no patrulhamento ostensivo e atuar com mais policiais de algumas áreas em rondas frequentes nos locais que apresentaram mais casos de polícia, como Muriqui e Itacuruçá. (Fonte: PMM)

Os riscos da radicalização

Sob o argumento que atitudes radicais e intolerância  podem provocar uma convulsão social, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, fez nessa quinta-feira um apelo ao diálogo entre as forças políticas. “Nós vamos baixar o tom ou vamos esperar o primeiro cadáver? Se algo não for feito, não tenham dúvida de que isso vai ocorrer. Se continuarmos alimentando a intolerância, é evidente que vamos ter algo traumático no Brasil. A polarização pós-eleições extrapolou o campo político para legitimar toda forma de radicalismo e violência“, emendou o ministro.

Compras abertas

Dilma tenta refazer a equipe com partidos aliados que assegurem votos contra o impeachment, na Câmara dos Deputados. A votação deve ocorrer em meados de abril e, para barrar o processo, a presidente precisa do aval de 171 deputados. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em jantar com a presidente Dilma, na quarta-feira, comentou sobre as negociações dos últimos dias. Mesmo com a suspensão da posse para a Casa Civil Lula tem feito uma reunião atrás da outra com deputados, senadores e dirigentes de partidos aliados. As conferências têm acontecido no hotel onde Lula está hospedado ou na casa de seus interlocutores, como aconteceu com o senador Jader Barbalho, pai do ministro dos Portos, Helder Barbalho. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, possivelmente ficará na Esplanada, pois foi indicado pelo líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, que promete “entregar” de 25 a 30 votos ao Planalto, embora o partido tenha anunciado a saída da base aliada.

Vale tudo

Está em curso um golpe às escondidas para impedir a realização de um desejo da esmagadora maioria dos brasileiros, o de ver o governo da presidente Dilma pelas costas. Sabe quanto custará o golpe na boca do caixa? O que está sendo oferecido a deputados para que votem contra o impeachment ou se abstenham de votar. Os que votarem contra receberão R$ 1 milhão para a construção de obras em seus redutos eleitorais. Os que faltarem à votação, R$ 400 mil. Fora  cargos. Isso era o que o governo oferecia até ontem à noite. Mas o mercado de votos para derrotar o impeachment está com viés de alta. E é por isso que dirigentes de partidos e deputados individualmente preferem esperar para decidir na próxima semana. Até lá, o preço do apoio ao governo ficará mais caro. O dinheiro sairá via liberação de emendas apresentadas pelos parlamentares ao Orçamento da União. O governo só libera tal dinheiro quando carece de apoio. Nunca careceu tanto como hoje, quando se vê ameaçado de não chegar ao fim do mandato de Dilma. Dito de outra maneira: quando vê o fim do mandato se aproximar velozmente. O governo precisa de 172 votos ou de 172 abstenções para sobreviver ao impeachment. Dilma foi dormir, ontem, imaginando contar com 130 fechados. A oposição foi dormir contando com 306. Para aprovar o impeachment, a oposição precisa que 372 deputados, dos 513, comparecam ao plenário da Câmara no dia marcado e votem “sim”. Não vale abster-se. A meta dela é chegar lá com 380 votos. (Ricardo Noblat)

Cálice

Para meditar quanto ao que pode vir por aí caso haja maior radicalização entre defensores da presidente Dilma e o restante (maioria) da população.

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Uma resposta em “02 de abril de 2016

  1. Professor:
    Na minha infância quando um amiguinho perdia a razão e a argumentação partia prá porrada com frequência.
    Parece esta a solução de Dona Dilma.
    Mas ela não está crescidinha?

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