19 de janeiro de 2016

Frase do dia

Os cabelos brancos são arquivos do passado. (Edgard Allan Poe)

Cedae

Enquanto, para uns, é temporada de verão, sol, praia e quetais, para os moradores de Itacuruçá é temporada de sofrimento e preocupação. Não bastasse a Ampla continuar com a constante oscilação da tensão e os pequenos e grandes “apagões”, agora é a Cedae. Desde a última sexta-feira, vários locais do distrito não recebem uma mísera gota de água. Há quem assegure que é por causa de dois vazamentos ainda não reparados.

Tragédia anunciada?

Diariamente tenho andado pela Praia de Muriqui e observado a ausência dos salva-vidas em plena temporada de janeiro. Se alguém passa mal, se afoga ou uma criança sofre queimadura de água-viva, cadê o socorro? Além disso, a praia está se tornando um lugar de risco, com garrafas de vidro descartadas indevidamente, pedras largadas na areia, cordas nas quais uma pessoa pode tropeçar, espetos de churrasquinho que podem perfurar os pés e a terrível poluição do ambiente. Alô, Prefeito! Vê se toma alguma providência! (Rodrigo Âncora da Luz)

Desníveis e buracos

Não há o que duvidar quanto à mudança, da água para o vinho, entre os quatro anos da gestão Capixaba e os nove meses da atual gestão. Todavia, quem se propõe a ocupar cargo público, sabe que nunca chegará o dia da “satisfação plena”. Esta a seguir foi postada em uma rede social pela moradora Sueli Costa. “Infelizmente as calçadas e as ruas de Mangaratiba são verdadeiras armadilhas para nós que temos necessidades especiais. Está um verdadeiro inferno tentar andar nelas, para tentar aliviar nosso sentimento de abandono pois não bastasse nosso sofrimento, ainda temos que pensar muito antes de sair de casa pois um descuido pode ser fatal. É o menos que precisamos, o direito de ir e vir.” (Sueli da Costa)

Desníveis e buracos II

Nos dias de semana, ou nos tranquilos oito meses de baixa temporada, uma das mais marcantes características do município é a presença, nas ruas e praças, de pessoas da terceira idade. Olhares mais atentos, no entanto, já constataram várias situações em que o idoso ou a idosa para, titubeia, claudica e olha ao redor em busca de um passo alternativo mais seguro. Os motivos quase sempre são: uma calçada inclinada, ou formada de pedras portuguesas soltas, ou ainda com evidentes sinais de limo, após alguma chuva. Não faz muito tempo, um fuzileiro naval aposentado, que hoje beira os setenta anos e tem mais de cento e quarenta quilos, caiu numa dessas “passadas erradas”. Ficou sentado no chão quase meia hora, até que um conhecido o viu e ajudou-o a se levantar.

Saúde

A moradora Juliana Moura traz a público um fato acontecido há cerca de um mês. “Estive na casa de uma amiga em Itacuruça onde fiquei sabendo do caso de uma criança que veio a falecer na demora para se fazer o parto. Como houve demora até a decisão pela realização da cesárea, o bebê engoliu fezes e o hospital não tinha aparelhagem adequada. Além disso, houve demora na transferência para outro hospital. Quando a transferência aconteceu, já era tarde demais. Como pode uma situação destas em pleno seculo XXI?”

Solidarizado

Não saiu da memória de ninguém do município o que aconteceu com a bebê Jéssica no HMVSB há alguns anos, quando a obstetra ficou mais de quarenta minutos falando ao celular e, quando decidiu que era hora de partir para uma cesárea, já era tarde demais e, além disso, o corpo da bebê foi entregue à família em uma caixa de papelão. Pois é justamente o avô desse bebê, o Mauro Guedes, quem acabou tomando a frente do caso. Disse ele em resposta à Juliana Moura: “Já que veio a publico, gostaria de informar que estive com a família. Estou esperando os documentos para que possa tomar as medidas necessárias. Inclusive vou levar o caso ao conselho de saúde do município.” (Mauro Guedes)

Mais perdas para o município

Esta notícia interessa, profundamente, ao pessoal do meio-ambiente e a todos os que lutam pela preservação das características originais do município. “A mortalidade dos botos cinza nas baías costeiras do Rio de Janeiro tem sido fator de preocupação do Instituto Boto Cinza. Somente em 2015, seus representantes recolheram carcaças de 70 botos na Baía de Sepetiba e mais 30 entre as baías de Ilha Grande e Guanabara. A continuidade do trabalho está em risco devido à falta de patrocínios. Ao apontar os problemas ecológicos marinhos, o Instituto Boto Cinza acaba indo de encontro aos interesses das grandes empresas. Sem recursos, o monitoramento fica precário: mais de 10 denúncias de avistamento de carcaças de botos não puderam ser verificadas no ano passado. Um prejuízo que dificulta, por exemplo, identificar as principais causas das mortes e mapear os grupos mais vulneráveis: machos ou fêmeas, adultos ou filhotes. O trabalho é realizado em parceria com a UERJ, onde a necropsia é feita pelo Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores mas, sem verba, é possível que o Instituto precise fechar sua sede e o seu museu em breve, espaços que são também importantes para o esforço de sensibilização ambiental junto às escolas.” (Fonte: TVBrasil)

A propósito

Vale o registro do quanto as questões nacionais chegam ao nosso dia-a-dia. O Instituto Boto Cinza trabalhou muitos anos apoiado pelo patrocínio da Petrobrás, que não media esforços em apoio à causa. Tanto que custeava o salário de biólogos e outros profissionais, material de apoio operacional, expediente e consumo e, até mesmo, uma pick-up para os necessários deslocamentos. Com o advento do escândalo do “Petrolão”, uma das primeiras providências da petrolífera brasileira foi extinguir o convênio. Muitos dos profissionais dedicados à causa tiveram de passar à condição de “voluntários”, trabalhando sem remuneração. Com essa nova notícia, até mesmo a sede e o museu do IBC estão ameaçados.

O 1º passo para derrubar um governo.

Não adianta oposição, políticos e até mesmo a Justiça, tentar prejudicar e derrubar um governo. Quem dá o 1º passo é o próprio governo, mostrando-se incompetente, não conseguindo colocar para funcionar o básico, e colocando a culpa no passado, o que adianta colocar a culpa no Benedito Amorim, Sagário, Charlinho e até mesmo no Luciano Mota? O que eles podem fazer? Absolutamente nada! Quem tem a autoridade de mudar algo é e sempre será o atual governo. Então prefeito, secretários e principalmente cabos eleitorais, mostrem para o povo trabalho, resultados, quanto mais vocês colocam a culpa no passado, vocês se mostram mais incompetentes. (Breno Itaguaí em Boca no trombone)

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Uma resposta em “19 de janeiro de 2016

  1. Sem guarda vidas? O que acontecerá? Com certeza os guardas municipais que diariamente são massacrados pela atual gestão, que não tem passagem completa para irem trabalhar, adicional de risco e sequer fardamento irão ajudar os que se afogarem ou acidentar até pq duvido muito o Dr Ruim adotar medidas sobre esse risco ao banhista.

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