01 de janeiro de 2016

Frase do dia

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente. (Carlos Drummond de Andrade)

Lema para 2016

“Se você tem alguém em sua vida que mais parece uma bola de ferro atrelada ao seu pé, livre-se dela, seja amigo ou parente. Você nunca irá para a frente carregando esse peso.” (De um morador da favela do Borel)

Falta de educação

De nada adiantaram os esforços das equipes de limpeza da prefeitura na última semana.O ponto de descarte de lixo nas proximidades da passagem de nível de Itacuruçá estava, ontem (31/12) assim.WP_20151231_12_31_44_Pro[2]

E agora, você acha que foi crime?

Ainda é cedo para saber se o uso de R$ 73 bilhões, de um fundo de emergência, para cobrir os considerados crimes das pedaladas, não é mais uma pedalada; não dá para saber se o governo não está mais uma vez usando artifícios contábeis, novas formas de contabilidade criativa, a mãe das pedaladas. Mas desde ja sabe-se que esta ultima semana de 2015 ficará marcada por duas notícias: primeira, filas em hospitais, microcefalia espalhada, sofrimentos e mortes precoces por falta de atendimento médico, porque os Estados não têm dinheiro para fazer o necessário; e segunda, para escapar da acusação de crime fiscal, caracterizado como pedaladas, o governo usa surpreendentemente a astronômica soma de quase R$ 73 bilhões de um fundo de emergência para cobrir o deficit que tinha com bancos estatais, parte deste valor para financiar juros subsidiados a empresários, alguns falidos e envolvidos em escândalos da Lava Jato por amizade com autoridades do governo. Ainda é cedo para saber as consequências técnicas, financeiras e fiscais, desta ginástica fiscal, mas já é possível fazer a análise moral que no futuro marcará estas notícias do final de 2015: É indecente um governo usar um fundo de emergência para cobrir o que poderia ser considerado crime fiscal que ameaça o mandato da presidente, e não ter usado este fundo para salvar vidas, assistindo imóvel ao mais absoluto caos tomar conta dos hospitais do Rio de Janeiro e outros Estados. Para esconder um crime fiscal, o governo cometeu crime contra a humanidade, ao deixar pessoas sofrendo e morrendo em filas, dispondo do dinheiro necessário para ser usado com a simples assinatura da presidente em uma Medida Provisória. Como justificar uso de dinheiro para esconder erros/crime que ameaçam o impeachment do mandato e não usá-lo para enfrentar o caos na saúde pública que ameaça e vítima a vida humana. (Cristóvam Buarque, senador)

Visão do mundo

O Brasil deveria começar 2016, ano em que o País será o primeiro da América do Sul a sediar uma Olimpíada, com um humor “exuberante“, mas enfrenta um “desastre econômico e político”, afirma a revista britânica “The Economist” na principal reportagem em sua página na internet nesta quarta-feira, 30. A publicação acredita que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, pode conseguir realizar mais coisas na política econômica, por ter apoio do PT, mas vê dificuldades no avanço de reformas mais substanciais em meio às discussões sobre o impeachment. “Apenas escolhas duras podem colocar o Brasil de volta aos trilhos. Mas Dilma Rousseff não parece agora ter estômago pela elas”, afirma a Economist na longa reportagem sobre o país, que recebeu o título “A queda do Brasil”. A expectativa era de que o Brasil estivesse na vanguarda do forte crescimento dos emergentes, mas ao invés disso tem que lidar com turbulências políticas e econômicas e “talvez com o retorno de uma inflação galopante”.

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