13 de julho de 2015

Frase do dia

Uma nação em crise não precisa de planos, precisa de cidadãos. (Eugênio Gudin)

Sem férias

Depois dos três dias seguidos de reportagens do jornal “O Dia” a respeito de Mangaratiba, os vereadores devem começar hoje a apresentar suas explicações ao conselho de ética da câmara. Considerando que as declarações do vereador José Maria de Pinho prestadas ao ministério público foram feitas em contexto de “delação premiada”, na qual o delator não pode mentir e deve apresentar provas do que denuncia, não vai ser fácil, nem para os envolvidos, nem para a comissão de ética, contornar o enorme problema surgido.

Na praça

Continua transitando nas ruas de Itacuruçá e agora até atacando pessoas, o mendigo que se “aboletou” no coreto da praça da igreja. Na semana passada, uma moradora denunciou que ele, de repente, foi em sua direção a ofendendo e querendo quebrar seu telefone. Ela foi salva pela chegada de uma van na qual entrou. Apesar de ele estar has ruas há meses, impedindo, inclusive, a utilização do coreto, a secretaria da ação social e direitos humanos até hoje não tomou qualquer providência.

Cena inversa

Na manhã de sábado, um grupo de pessoas que todos segundo sábado do mês vêm pescar em Itacuruçá, tiveram a van na qual vieram multada pela guarda municipal. Já na manhã de domingo, na pracinha próxima à passagem de nível, uma grande família de Itacuruçá também entrou em uma van com destino ao Rio de Janeiro, onde foram participar de uma comemoração. Não foram incomodados nem aqui nem, certamente, no destino.

King Nigth

A vereadora Cecília Cabral, que também é irmã da nova presidente da Fundação Mário Peixoto, anuncia, através das redes sociais, que o King Nigth será utilizado como espaço cultural. Resta saber se será em caráter provisório ou definitivo? Afinal, a área foi comprada pela prefeitura para a construção de uma escola.

E o trem dos mares?

O turismo ferroviário está perto de andar nos trilhos no Rio. O apito de partida para a exploração de ramais desativados da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) para este fim já ecoa em Miguel Pereira, no Sul Fluminense. O município ganhou da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Amigos do Trem uma luxuosa e reformada Litorina (vagão ferroviário dotado de motor próprio), fabricada nos Estados Unidos há 57 anos. Deve estar pronta para entrar em operação em outubro, num trecho inicial de 4,5 quilômetros. A cidade será a primeira do interior a ter novamente composição para turistas. Na sexta-feira, o secretário estadual de transportes, Carlos Osorio, revelou que o governador Luiz Fernando Pezão autorizou estudos para a reativação de mais dois circuitos ferroviários destinados a viagens de lazer. O primeiro liga Miguel Pereira, Vassouras, Paty do Alferes e Paraíba do Sul, no Centro-Sul Fluminense. O outro entre Lídice (distrito de Rio Claro) e Angra dos Reis, no Sul do estado. Os dois percursos mantinham locomotivas turísticas no passado. (Fonte: O Dia)

Me engana

Na escala técnica que fez na cidade do Porto, em Portugal, antes de seguir para a Rússia, Dilma teve um encontro reservado com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, fora da agenda oficial. Políticos da base aliada foram informados de que a conversa foi ampla e que incluiu entre os temas a Operação Lava Jato, que investiga a roubalheira na Petrobras, mas o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou que a Lava Jato tenha sido tema da conversa e alegou que se tratou apenas de “um encontro casual” solicitado por Lewandowski, que estava na cidade de Coimbra com ele e outros ministros do STF para participar de um evento jurídico.

Na lata

O jornalista Ricardo Noblat desmentiu o ministro: “Dilma, Lewandowski e Cardozo discutiram, sim, a Operação Lava Jato. O empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, confessou ter dado dinheiro sujo para a campanha de Dilma à reeleição. Dilma nega, mas está preocupada com o que possa acontecer se isso acabar provado. Da Operação Lava Jato, os três passaram a avaliar as chances de um pedido de impeachment de Dilma. Por falhas, o Tribunal de Contas da União poderá rejeitar as contas do governo de 2014. E o Tribunal Superior Eleitoral concluir que houve abuso de poder econômico na campanha de Dilma. Os jornalistas brasileiros destacados para cobrir a viagem de Dilma à Rússia não foram informados sobre o encontro dela no Porto com Lewandowski. Muito menos os que ficaram aqui.” E os dois “apostaram que ninguém ficaria sabendo do encontro”.

O que disse o Noblat

A cena descrita pelas repórteres Natuza Nery e Marina Dias, da Folha de S. Paulo, ocorreu na sexta-feira dia 26 de junho, na biblioteca do Palácio da Alvorada. Estavam ali a presidente Dilma Rousseff e os ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, Edinho Silva, da Comunicação Social, e José Eduardo Cardozo, da Justiça. E também Giles Azevedo, assessor especial de Dilma. A presidente os convocara para discutir reportagem da VEJA onde o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, havia dito que doara dinheiro sujo para a campanha de Dilma no ano passado. Às vésperas de embarcar para se reunir com o presidente Barack Obama nos Estados Unidos, Dilma estava furiosa. Segundo o relato publicado pela Folha, “agitada, andando em círculos e gesticulando muito”, Dilma olhou para seus auxiliares e bradou, indignada: “Não sou eu quem vai pagar por isso. Quem fez que pague”. E insistiu: “Eu não vou pagar pela merda dos outros.” Lá pelas tantas, a culpa acabou caindo nas costas do ministro da Justiça. “Você não poderia ter pedido ao Teori Zavascki para aguardar quatro ou cinco dias para homologar a delação?”. Ela se referia ao ministro responsável no Supremo Tribunal Federal pelos processos da Operação Lava Jato. Foi ele que homologou a delação premiada de Pessoa. – Isso é uma agenda nacional, Cardozo, e você fodeu a minha viagem. O PT não se conforma de Cardozo não controlar a Polícia Federal. E, pelo visto, Dilma gostaria que ele também controlasse a agenda do ministro Zavascki. No início da semana passada, Cardozo intermediou um encontro às escondidas na cidade do Porto, em Portugal, entre Dilma e Ricardo Lewandowski, presidente do STF. Os três discutiram o aumento dos servidores do Judiciário, a Operação Lava Jato e o que o STF poderá fazer para impedir o eventual sucesso de um pedido de impeachment de Dilma. (Ricardo Noblat em O Globo)

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