14 de abril de 2015

Frase do dia

O mais escandaloso nos escândalos, é que nos habituamos a eles. (Simone de Beauvoir)

Jogo de empurra

É assim que “se entendem e cooperam” a Defesa Civil, a Ampla e o Corpo de Bombeiros? “É muito revoltante não ter ninguém que consiga resolver o nosso problema! No poste da nossa casa se formou uma casa marimbondos que não conseguimos tirar porque está feita no nosso fio de energia elétrica lá no alto do poste. Então, liguei para os órgãos que eu acreditava que resolveriam o meu problema e deles só escutei isso: Defesa Civil: ‘infelizmente não podemos resolver o seu problema que esta no fio da luz de sua casa, ligue para ampla.”; Ampla: ‘você deve espera durante um mês, que é o tempo que posso te dar para a retirada dos insetos, e, por fim, Bombeiros: ‘Não podemos fazer nada, dependemos da Ampla. Esses marimbondos já morderam minha mãe, a sogra da minha irmã, meu sobrinho Vitor e agora acaba de morder meu filho. Pelo amor de Deus quem poderá me ajudar? Com a Ampla, a Defesa Civil e os Bombeiros, não pude contar.” (Vanessa Ferreira)marimbondos

Faixa de Gaza

Após mais de uma semana de intensas trocas de tiros entre policiais, traficantes e milicianos, a guerra territorial se estabeleceu, definitivamente, em Itaguaí, especialmente no “Cação” e Brisamar. No último sábado cinco vitimas foram executadas no bairro de Brisamar. Dentre essas execuções, um homem identificado como “Miguel” dono de uma barraca chamada ”Varandão do Miguel”. Outro comerciante apelidado de “Batata” e seu filho chamado Lucas.  Antes disso, na quarta-feira dia oito, o corpo de um jovem, identificado apenas por Wallace, de 20 anos, foi encontrado por pescadores dentro do Rio da Guarda. Segundo testemunhas, além de Wallace, que foi assassinado, outros dois jovens, todos moradores de Chaperó, foram levados por homens armados que estavam em um carro de placa não identificada. Na madrugada de segunda-feira, mais quatro jovens foram executados com tiros de fuzil, na cabeça, no bairro do Chaperó.

Orgulho e decepção

Definitivamente, não há nada mais gratificante para um professor do que estar em algum lugar e ouvir uma voz adulta chamando-o: “Olá, professor, há quanto tempo!” Ao olhar, deparar-se com um rosto vagamente familiar a lhe dizer: “Eu sou fulano, fui seu aluno na quarta série, há quinze anos. Acabei de me formar em Direito”. Também não há maior dor, para o mesmo professor, quanto a que sentiu uma veterana professora e diretora de uma escola da região, ao ver estampada na capa de um jornal local a foto de dois bandidos presos pela polícia, após cometerem assaltos. Conta ela que, pelo menos um deles já apresentava comportamento “desviante” nos tempos de escola, mas que, quando sua família era chamada, a mãe dizia simplesmente que ele era um “menino bom” e que estava sendo “perseguido” pela diretora.

Não basta prender

A Polícia Federal apreendeu R$3.350.180.981,18 em bens e valores nas operações deflagradas em 2014. Este valor é aproximadamente 50% do valor estimado (R$6.826.748.253,30) dos prejuízos causados pelos crimes investigados nas operações. O foco na descapitalização dos criminosos e a capacitação de policiais nesta atividade, em especial nos crimes de desvio de recursos públicos, é uma das diretrizes gerais de atuação do órgão no combate ao crime organizado. O dado faz parte dos resultados operacionais referentes ao ano de 2014 apresentados em evento realizado no dia 08 de abril. (Fonte: Departamento de Polícia Federal)

Pavio curto

O caso foi narrado por Ricardo Noblat, em O Globo: “Um dia, Dilma não gostou da arrumação de seus vestidos. E, numa explosão de cólera, jogou cabides em Jane, sua empregada. Que, sem se intimidar, jogou cabides nela. O episódio conhecido dentro do governo como ‘a guerra dos cabides’ custou o emprego a Jane. Mas ela deu sorte. Em meio à campanha eleitoral do ano passado, Jane foi procurada pela equipe de marketing de um dos candidatos a presidente com a promessa de que seria bem paga caso gravasse um depoimento sobre a guerra dos cabides. Dilma soube. Zelosos auxiliares garantiram a Jane uma soma em dinheiro”. (Felipe Moura Brasil – revista Veja)

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