23 de novembro de 2014

Frase do dia

Viver feliz não é mais do que viver com honestidade e retidão. (Cícero)

Mãos à obra

Já que o poder público municipal não toma providências, em Muriqui está acontecendo o que noticia o relato a seguir: “As famílias residentes próximas à rua Pernambuco e Travessa Pernambuco após esperar pela atuação da municipalidade resolveram dar o ponta pé inicial na limpeza do rio defronte as suas casas. Contrataram uma pessoa que fez a limpeza do leito do rio e aproveitaram para pintar os meios fios dando assim um melhor visual no local.  Agora eles esperam que a administração distrital ou outro setor da prefeitura se manifeste quanto à dragagem do rio, pois o mesmo encontra-se assoreado com cinquenta por cento da manilha coberta por areia. Somente pode ser dragado ou retirado a areia através de máquinas. De acordo com estimativas das agências e institutos de previsão do tempo do país onde informam que poderemos ter um verão chuvoso, eles esperam que com o rio dragado possa diminuir os riscos de inundação no local. Já que outrora muitos deles perderam tudo nas enchentes e transbordamentos nos meses do verão. Um deles comentou: “fizemos a nossa parte, mesmo sendo sabedores que isso é responsabilidade do município, mas, de acordo como as coisas andam, sinceramente estamos um tanto desesperançosos. Vamos esperar não custa nada”. (Portal Mangaratiba)

Eles sabiam

O doleiro Alberto Youssef disse à Justiça que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Agora, e-mails encontrados pela Polícia Federal em computadores do Planalto mostram que eles poderiam ter interrompido o propinoduto, mas, por ação ou omissão, impediram a investigação sobre os desvios. (Fonte: revista Veja)

A corrupção é nossa

Do ponto de vista moral, o Brasil se divide em corruptores e corruptíveis, além de uma irrisória fração dos ditos honestos. Segundo o World Economic Forum, o Brasil é um dos países mais corruptos do mundo, afirmação que a população letrada já está careca de saber. Mas, se você ainda tem alguma dúvida — e é leitor do GLOBO —, pegue o exemplar de 19 de novembro e folheie com atenção página por página. Tirante — como diria Stanislaw Ponte Preta — as chamadas da primeira página e as matérias sobre os bilhões que jorraram dos cofres da Petrobras (que se estendem até a página 10), ainda é possível encontrar outras pequenas pérolas de corrupção ocupando as páginas 12 e 13. São elas: o desvio de R$ 1,5 milhão pelo ex-secretário de Esportes de Itaboraí, denunciado pelo Ministério Público; a fraude de mais de R$ 15 milhões envolvendo o diretor dos Correios no Rio, já denunciado pelo MP; o arquivamento pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados (ora se não!) da denúncia de corrupção do ex-deputado Rodrigo Bethlem; as fraudes de R$ 60 milhões nas licitações da Prefeitura de Mangaratiba. Ou seja, das 20 páginas da cabeça do jornal, mais de dois terços tratam do tema que nos é tão caro (caro para nós, contribuintes). Por que o jornal não cria logo uma seção para a corrupção, como a de Esportes e a de Economia? A corrupção corta o país de cima a baixo, da cerveja do guarda aos milhões das empreiteiras. Costumo dizer que, do ponto de vista moral, o Brasil se divide em corruptores e corruptíveis, além de uma irrisória fração dos ditos honestos, tão numerosos quanto nossa população indígena. A que se deve afinal este desvio de personalidade? Dizem que tudo começou com os índios tupis quando perceberam o interesse dos portugueses, recém-chegados, em levar para a Europa nossa fauna nativa, araras e papagaios principalmente. Os silvícolas usavam de uma técnica chamada “tapiragem”, que consistia em alterar o colorido das aves para enganar os compradores. Parece que vem dai a expressão atribuída aos portugueses de “chamar urubu de meu louro”. Foram os portugueses, porém, que disseminaram a pratica da corrupção. Diferentemente dos peregrinos ingleses que desembarcaram na América do Norte para se fixarem e construírem uma nova vida, os portugueses que vieram atrás de Cabral eram uma escória, um bando de renegados e desterrados que só queriam se aproveitar deste terreno baldio sem ninguém, para enriquecer e voltar à terrinha. Pois foram eles que se encarregaram de fiscalizar o contrabando de pau-brasil, aves, ouro e especiarias contra a Coroa Portuguesa. Não podia dar certo. Mas aqueles aventureiros portugueses estabeleceram um padrão de rapinagem que de lá para cá só faz se aprimorar. Durma com uma corrupção dessas! (Carlos Eduardo Novaes, escritor, em O Globo)

Leituras de domingo – Improbidade administrativa

De acordo com o dicionário de vocabulário jurídico de De Plácido e Silva, probo e probidade advêm do latim probus, probitas: o que é reto, leal, justo, honesto, mas se refere também à maneira criteriosa de proceder. Derivado de improbitas significa também má qualidade, imoralidade, malícia, desonestidade, má fama, incorreção, má conduta, má índole, mau caráter. Ímprobo, ainda segundo este dicionário, é o mau, perverso, corrupto, devasso, desonesto, falso, enganador. Do dicionário etimológico da língua portuguesa de Antônio Geraldo da Cunha, probo refere-se a quem apresenta caráter íntegro, o que significa dizer, em sentido inverso, que ímprobo é quem falta com a integridade. Neste sentido, Emerson Garcia e Rogério Pacheco Alves destacam ainda uma origem mais remota: probus quer dizer o que brota bem (pro+bho – da raiz bhu, nascer, brotar). Portanto, “probidade” significa, inicialmente, o comportamento honesto, íntegro, leal, mas ainda quer dizer, em sentidos secundários, o que brota bem, quem observa a maneira criteriosa de proceder. Improbidade administrativa, enfim, define-se como o comportamento que viola a honestidade e a lealdade esperadas no trato da coisa púbica, seja na condição de agente público ou de parceiro privado. Improbidade administrativa representa a desconsideração da lealdade objetivamente assumida por quem lida com bens e poderes cujo titular último é o povo.

Choque de ordem?

Como dizia a personagem humorística da atriz Fabiana Carla: “Choque de ordem? Isso não te pertence mais.” No ano passado, a prefeitura proibiu mesas e cadeiras no espaço de areia próximo aos quiosques e reduziu o número de mesas a vinte e cinco. Será que a regra ainda está em vigor?Foto0096[1]

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6 respostas em “23 de novembro de 2014

  1. Tudo que aqui escrevemos fica arquivado.
    Que bom !
    Já estamos sentindo as conseqüencias .(com trema)
    E la nave va…

  2. O projeto de varrer a internet(pouco divulgado)em busca de ofensas raciais,homofóbicas e sociais embute um preocupante viés censurador.
    Principal frente ditatorial.
    Me dá grande preguiça ter de voltar aos anos 60.
    MERDA!!!!!!!!

  3. Mais uma vez o povo mostra que quando se quer se faz ,vemos que a ma vontade dos orgao responsabeis reina nesta cidade porque estamos largados e a cidade as ruinas ,que se faça logo a justiça para que posamos voltar a ver as coisas serem feitas e este povo voltar a se orgulhar desta cidade

  4. Olá, Prof. Lauro, acompanho seu blog, desde que mudei para Itacuruçá no princípio do ano, e o parabenizo: muito bacana a iniciativa.

    Porém, hoje gostaria de comentar sobre um animalzinho, um poodle branco de no máximo 3kgs, que está andando- perdido- pela rua atrás da academia Itacuruçá a mercê da chuva e outros animais maiores. (não consegui acolhê-lo devido outros dois cães que agora estão seguindo o pequeno)
    Existem medidas ou Órgãos responsáveis no distrito ou em Mangaratiba capaz de recebê-lo ou tomar providência?

    • Infelizmente não. O único que realmente se ocupa e se preocupa com os cães nas ruas aqui em Itacuruçá é um veterinário aposentado que mora na Brasilinha. Aconselho que a sra informe o fato ao consultório de veterinária que fica atrás da igreja de Santana. Lá, eles talvez tenham uma solução para o problema.

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