25 de outubro de 2014

Frase do dia

Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam. (Platão)

Guerra de números

Pesquisa Sensus que foi divulgada nessa sexta-feira pela revista IstoÉ mostra, ao contrário das pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas anteontem, liderança do candidato tucano Aécio Neves, com 54,6% das intenções de votos nos últimos dias do segundo turno da eleição presidencial. Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, aparece com 45,4%. O Sensus foi o único instituto a apontar, na véspera do 1º turno, que Aécio passaria ao 2º turno, e não Marina Silva. A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda está indeciso.

No escuro

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão subordinado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República decidiu adiar para depois do segundo turno a sua avaliação dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2013. A justificativa é que a publicação feriria a Lei Eleitoral. Talvez seja a maior mentira jamais contada por ali. Para que serve essa avaliação? Para demonstrar se o número de pobres e miseráveis caiu, cresceu ou ficou na mesma. Pesquisadores independentes que trabalharam com os dados do IBGE constataram que a miséria parou de cair no país em 2013 e até aumentou um pouco. O governo Dilma, então, decidiu esconder os números. Reportagem do jornal Folha de São Paulo de quinta-feira mostra que o governo federal decidiu omitir dos brasileiros também as informações sobre o desempenho dos alunos em português e matemática e sobre a arrecadação de tributos. Os números das duas áreas foram considerados negativos para a campanha da candidata Dilma Rousseff à reeleição. Dados sobre o crescimento do desmatamento também foram amoitados. (Reinaldo Azevedo)

Acadêmico

O poeta maranhense Ferreira Gullar, 84 anos, acaba de ser eleito imortal da Academia Brasileira de Letras, depois de décadas recusando a honraria. Recebeu 36 dos 37 votos, sendo um em branco. Ele vai ocupar a cadeira 37, que pertenceu ao presidente Getúlio Vargas e ao jornalista e empresário Assis Chateaubriand, simplesmente porque ela foi ocupada, por último, por seu amigo e também poeta Ivan Junqueira, falecido em julho. Mas a eleição que o mobiliza, atualmente, é a presidencial. Notório crítico do Partido dos Trabalhadores, ele diz que “a saída do PT do poder é uma revolução para o Brasil”. Após ter votado em Marina Silva no primeiro turno, Gullar, agora, optou por Aécio Neves. Ex-comunista e ex-exilado pela ditadura, o poeta concorda que o ideal de sociedade mais justa é difícil de ser alcançado, mas defende que ele seja perseguido por todas as pessoas de boa-fé. “Quando o PT foi criado, eu fiquei a favor, acreditava que seria benéfico para o País, para fazer avançar essa luta pela sociedade mais justa, e depois me desapontei. Tenho sempre criticado o governo do PT, continuo nessa visão crítica, e torcendo para alguém vencer o PT. Torci pela Marina no primeiro turno porque parecia que ela é que iria disputar o segundo turno com a Dilma. Mas agora é o Aécio. Eu o conheço, sei que é competente, capaz, e apoio a candidatura dele.”

Outras vozes

Foram dias de massacre de reputações sem precedentes. Para se manter no poder, os articuladores da candidata Dilma Rousseff adotaram o que chamaram de estratégia de desconstrução do adversário cuja essência era um bombardeio de mentiras e calúnias, transformando essa na mais torpe eleição dos últimos tempos. Nas peças de campanha e nas palavras dos principais arautos petistas, liderados pelo ex-presidente Lula, o oponente de Dilma, Aécio Neves, foi classificado de nazista, que agride mulheres, não gosta de trabalhar, tem problemas com bebida e, para completar, iria desempregar os brasileiros e acabar com o programa “Bolsa Família”. Qualquer um que avaliasse mais detidamente a tática oficial, que despejou milhões em campanha, poderia perceber a inconsistência de tamanha artilharia de insultos e ilações – e o intuito por trás dela. Nada ficaria de pé nesse carnaval de difamações. Mas o seu martelar incessante nas propagandas de TV, nas mídias digitais e nos palanques Brasil afora foi inebriando massas, tentando convencê-las de uma falsa luta do bem contra o mal, de “nós contra eles”. Faltou lucidez e a esperança de parte da população foi embalada por quem controla a máquina numa caixa de promessas vazias. Nas ruas a militância partidária, incessante no seu afã de caluniar, distribuía panfletos apócrifos com teores terroristas, falando da ameaça que viria de uma vitória da oposição. (Editorial – Revista Isto É)

Luz nas sombras

O doleiro Alberto Youssef teria dito para a Polícia Federal que tanto o ex-presidente Lula quanto a atual presidente Dilma Roussef “sabiam de tudo” sobre o esquema de corrupção da Petrobras. De acordo com a revista Veja, o doleiro disse, durante um depoimento na última terça-feira em Curitiba, que “o Planalto sabia de tudo!”. Indagado sobre quem, ele teria citado os nomes da presidente e do ex-presidente. Alberto Youssef foi preso em março deste ano por envolvimento em suspeitas de corrupção e desvio de recursos investigados pela Operação Lava Jato. A estimativa é de que ele tenha movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Assim como Paulo Roberto Costa, o doleiro fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público para tentar reduzir a sua pena. Mais: Youssef se prontificou a ajudar a Polícia a chegar a contas secretas do PT no exterior. Segundo as pesquisas, Dilma poderá ser reeleita presidente no domingo. Se isso acontecer e se Youssef fornecer elementos que provem que a presidente tinha conhecimento das falcatruas, é certo como a luz do dia que ela será deposta por um processo de impeachment. Não é assim porque eu quero. É o que estabelece a Lei 1.079, com base na qual a Câmara acatou o processo de impeachment contra Collor e que acabou resultando na sua renúncia. O petrolão já é o maior escândalo da história brasileira e supera o mensalão. (Fonte: Revista Veja)

Censura, não.

O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral, negou nesta sexta-feira o pedido de liminar feito pela campanha da presidente Dilma Rousseff de retirada da publicação da reportagem da revista “Veja”, publicada no site e no Facebook da revista, que traz informação atribuída ao doleiro Alberto Youssef de que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Para negar o pedido, o ministro Admar Gonzaga justificou que o artigo da lei eleitoral citado na representação para pedir a retirada do ar não está em vigor nas eleições deste ano. Ele arquivou a representação, sem julgamento do mérito. Na representação, a coligação de Dilma sustenta que a matéria veiculada pela Revista “Veja” é ofensiva à candidata e foi publicada na edição online da revista e em sua página do Facebook. De acordo com a representação, a revista teria antecipado sua edição para sexta-feira para “tentar afetar a lisura do pleito eleitoral”. A representação diz ainda: “a matéria absurda de capa […] imputa crime de responsabilidade à candidata Representante (…) e a mensagem ofensiva da capa da revista tem por objetivo bem delineado: agredir a imagem da candidata Representante”. Em seu curto despacho, o ministro Admar Gonzaga afirmou o seguinte: “O dispositivo invocado para a suspensão da veiculação, consoante entendimento deste Tribunal Superior, não tem eficácia para o pleito de 2014, razão pela qual indefiro liminarmente a petição inicial e extingo o processo sem resolução do mérito, nos termos do art. 267, I, do Código de Processo Civil.” (Fonte: O Globo)

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4 respostas em “25 de outubro de 2014

  1. Pelo o que já escutei esta manhã,pós debate,pós reportagem de Veja(cuja redação foi vandalizada ao melhor estilo nazista) estou prevendo uma sétima e derradeira virada.
    O BRASIL HONESTO PRECISA.
    E MUITO.

  2. Outras vozes

    O verdadeiro cavaleiro do apocalipse, o pudim de pinga, outrora operário, fala mal das ‘zelites’, mas o coitadinho se hospeda na suite mais cara do Copacabana Palace, com diária em torno de 7 mil reais. Com certeza com nosso dinheiro, via Petrobrás. Canalha..

  3. Professor,sabe quando a gente era garoto e via um cachorro prestes a cagar e juntava os dois indicadores prá impedir?(às vezes dava certo!)
    Tô igualzinho.

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